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Saiba como é o estilo da prova, os conteúdos que mais caem, técnicas para a redação e o calendário completo do vestibular

A prova

Questões da Unicamp têm teor contextualizado e atual

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(iStock/iStock)

Primeira fase

A primeira fase da Unicamp é composta por 90 questões de múltipla escolha. Diferentemente do Enem, da Fuvest e da Unesp, os testes do exame da Unicamp contêm quatro alternativas, ao invés de cinco. Este aspecto facilita o manejo do tempo pelos candidatos. De acordo com o coordenador da Unidade Tamandaré do Anglo Vestibulares, Daniel Perry, “isso torna a prova um pouco menos cansativa, já que o tempo necessário para cada questão é reduzido”.

Separadamente, esta etapa conta com 13 questões de língua portuguesa e literatura, 13 de matemática, 9 de história, 9 de geografia, 9 de física, 9 de química, 9 de biologia, 7 de inglês e 12 perguntas interdisciplinares. Os conteúdos de filosofia aparecem junto com os de história e de geografia. Além disso, a disciplina de inglês é aplicada somente nesta fase.

A prova de conhecimentos gerais da Unicamp é bastante abrangente. Ela cobra somente os conteúdos mais importantes do ensino médio, sem que temas específicos se sobressaiam. Geralmente, as são questões contextualizadas, ou seja, exigem um conhecimento mais amplo.

Como a maior parte das questões são das disciplinas de língua portuguesa e de matemática, o candidato deve atentar ao estudo dessas matérias. Entretanto, como todas as perguntas valem um ponto, não adianta o estudante dar prioridade para determinadas áreas durante a prova.

Segunda fase

Na segunda fase da Unicamp, as provas são aplicadas em três dias consecutivos. A duração de todas elas é de quatro horas.

Todas as questões desta etapa são dissertativas, sendo que cada disciplina conta com seis perguntas. Elas geralmente apresentam uma proposta em forma de texto e dois itens de resposta. Em geral, esses exercícios exigem capacidade analítica, comparativa e interpretativa.

Nesse aspecto, o estudante deve somente responder àquilo que foi pedido na questão. “Caso o enunciado solicite duas causas, o candidato deve citar apenas duas. O fato de os vestibulandos citarem muitos elementos em uma resposta é compreendido como uma tentativa de acertar, o que não é bem visto pelo examinador”, assegura Vera Lúcia da Costa Antunes, coordenadora pedagógica do Curso Objetivo.

No primeiro dia, os candidatos passam pelas provas de português, literatura e redação. Já no dia seguinte enfrentam as matérias de história, geografia e matemática. Por último, realizam as disciplinas de física, química e biologia. Para controlar o tempo do exame, é importante que o candidato saiba que a prova de redação é composta por duas produções textuais de gêneros diferentes.

De acordo com o professor Célio Tasinafo, do cursinho Oficina do Estudante, “a capacidade de interpretação é um dos principais aspectos avaliados em todas as provas da segunda fase. Estudantes com hábito de leitura e capazes de estabelecer conexões entre diversos conteúdos e conceitos tendem a alcançar melhor desempenho”.

Como funciona a nota

Saiba como fazer o cálculo

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(iStock/iStock)

O cálculo da nota no vestibular da Unicamp é feito de modo padronizado. Para que isso ocorra, a instituição atribui 500 pontos à média de cada prova e 100 pontos para cada desvio.

Nota da primeira fase

A nota da primeira fase (NPF1) é calculada a partir da seguinte fórmula:

NPF1 = (N – M) x 100 / DP + 500, onde

N = a nota da prova de conhecimentos gerais;

M = a média de N dos candidatos presentes na 1ª fase, sendo que M será arredondada para o resultado mais próximo da multiplicação de um inteiro por 0,5;

DP = o desvio padrão de N dos candidatos presentes na 1ª fase, sendo que DP será arredondado para o resultado mais próximo da multiplicação de um inteiro por 0,5.

A nota padronizada da primeira fase é arredondada para o resultado mais próximo da multiplicação de um inteiro por 0,1.

Nota da segunda fase

A nota da segunda fase é dada pela seguinte fórmula:

NP = (N – M) x 100 / DP + 500, onde

N = a nota bruta obtida pelo candidato na prova de redação (soma das notas dos dois textos);

M = a média da prova de redação entre todos os candidatos que a fizeram e obtiveram nota maior do que zero, sendo que M será arredondada para o resultado mais próximo da multiplicação de um inteiro por 0,5;

DP = o desvio padrão da distribuição de notas da prova de redação entre todos os candidatos que a fizeram e obtiveram nota maior do que zero. DP será arredondado para o resultado mais próximo da multiplicação de um inteiro por 0,5.

A nota padronizada da segunda fase também é arredondada para o resultado mais próximo da multiplicação de um inteiro por 0,1.

Resultado final

Para o resultado final, a Unicamp conta com duas notas: a Nota Mínima de Opção (NMO) e a Nota Padronizada de Opção (NPO).

Nota Mínima de Opção (NMO)

Cada curso tem até duas provas consideradas prioritárias. A cada uma delas é atribuído o peso a ser utilizado no cálculo da NPO e da NMO.

Nota Padronizada de Opção (NPO)

A classificação dos candidatos, em cada curso escolhido, é definida a partir da NPO. A NPO é calculada pela média ponderada das notas padronizadas (NP) dos candidatos nas provas.

NPO = 0,30 NFI + 0,20 NR + 0,50 NF2, onde

NFI = a nota final da primeira fase

NR = a nota padronizada da prova de Redação

NF2 = a nota das questões dissertativas da segunda fase, dada pela média ponderada das provas de língua portuguesa e literatura, matemática, história, geografia, física, química, ciências biológicas e habilidades específicas.

A nota padronizada NPO será arredondada para o resultado mais próximo da multiplicação de um inteiro por 0,1.

Assim, a NF2 é calculada da seguinte maneira:

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(Unicamp/Divulgação)

N = notas nas provas

P = pesos

Calendário e informações

As datas das provas, dos resultados e a lista completa do que você pode ou não levar nos dias do vestibular

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(istock/iStock)

Provas

Prova da primeira fase: 19 de novembro (domingo), das 13h às 18h (abertura dos portões às 12h)
Provas da segunda fase: 14 a 16 de janeiro (domingo, segunda e terça-feira), das 13h às 17h (abertura dos portões às 12h)
Provas de habilidades específicas: 22 a 25 de janeiro (segunda, terça, quarta e quinta-feira)

Resultados

Lista de aprovados na primeira fase: 11 de dezembro (segunda-feira)
Notas da primeira fase: 21 de dezembro (quinta-feira)
Notas da segunda fase: 15 de fevereiro (quinta-feira)
Classificação geral: 15 de fevereiro (quinta-feira)

Chamadas e matrículas

Primeira chamada (matrícula não presencial): 8 de fevereiro (quinta-feira)
Matrícula da primeira chamada: 9 de fevereiro (sexta-feira)
Segunda chamada (matrícula presencial): 15 de fevereiro (quinta-feira)
Matrícula da segunda chamada: 19 de fevereiro (segunda-feira)
Terceira chamada (matrícula presencial): 19 de fevereiro (segunda-feira)
Matrícula da terceira chamada: 21 de fevereiro (quarta-feira)
Confirmação de matrícula (primeira, segunda e terceira chamadas): 26 de fevereiro (segunda-feira) 

Materiais permitidos e proibidos nos dias de prova

Material obrigatório

  • original do documento de identidade indicado na inscrição;
  • caneta de cor preta em material transparente;
  • lápis preto;
  • borracha.

*No primeiro dia da segunda fase, os candidatos deverão levar uma foto 3×4 recente, com nome e número de inscrição anotados no verso.

Material permitido

  • régua transparente;
  • compasso;água;
  • refrigerante;
  • suco;
  • doces;
  • balas.

*Os candidatos podem usar relógio para controlar o tempo, desde que estes objetos permanecerem no chão, ao lado da carteira

Material proibido

  • aparelhos celulares ou quaisquer outros equipamentos eletrônicos;
  • relógios digitais;
  • corretivo líquido;
  • lapiseira;
  • caneta marca-texto;
  • bandana/lenço;
  • boné;
  • chapéu.

O que estudar

Professores dão dicas para mandar bem na prova

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(iStock/iStock)

A revisão é parte muito importante da etapa final de estudos e deve ser o seu foco principal nas últimas semanas. É importante valorizar a objetividade, analisando quais conteúdos mais caem na prova e quais matérias e assuntos você deve priorizar na hora de revisitar o conteúdo.

LÍNGUA PORTUGUESA

  • Figuras de linguagem (palavra, sonora, pensamento e construção);
  • Formação de palavras;
  • Níveis de linguagem;
  • Orações coordenadas;
  • Orações subordinadas adverbiais;
  • Classes gramaticais (pronomes, advérbios);
  • Interpretação de texto literário em prosa;
  • Interpretação de texto literário em verso;
  • Interpretação de texto jornalístico.

Leituras obrigatórias

Poesia

  • Sonetos, de Camões;
  • Poemas negros, de Jorge de Lima.

Contos

  • Amor, de Clarice Lispector;
  • A hora e vez de Augusto Matraga, de Guimarães Rosa;
  • Negrinha, de Monteiro Lobato;
  • O espelho, de Machado de Assis.

Teatro

  • O bem-amado, de Dias Gomes

Romance

  • O cortiço, de Aluísio Azevedo;
  • Coração, cabeça e estômago, de Camilo Castelo Branco;
  • Terra sonâmbula, de Mia Couto;
  • Caminhos cruzados, de Érico Veríssimo.

Sermões

  • Sermões, de Padre Antônio Vieira
Dica

– Na parte de língua portuguesa é imprescindível uma leitura atenta dos textos disponibilizados, uma vez que a análise e a interpretação são as duas bases fundamentais desta prova – inclusive para compor as duas redações a partir da coletânea.

– Além disso, as provas de português da Unicamp demandam uma forte competência linguística, exigindo que o candidato apresente uma linguagem aprimorada durante a leitura analítica dos textos.

– É importante notar, porém, que esta prova não é calcada em conteúdos que o candidato pode decorar. O foco é a visão crítica que o estudante consegue desenvolver.

– A primeira fase conta com seis testes que exigem um conhecimento analítico. A segunda apresenta três questões mais densas, que costumam versar sobre a estrutura e o sentido do texto. Geralmente, a Unicamp dá preferência a Camões e a Guimarães Rosa.

MATEMÁTICA

  • Razões e proporções, regra de 3, porcentagem e juros;
  • Equações e inequações envolvendo as funções do 1º e 2º graus, logaritmos e exponenciais;
  • Progressões aritméticas e geométricas;
  • Matrizes, determinantes e sistemas;
  • Análise combinatória e probabilidade;
  • Polinômios;
  • Funções trigonométricas;
  • Distância entre dois pontos;
  • Estudo analítico da reta e da circunferência;
  • Semelhança de triângulos;
  • Relações métricas nos triângulos retângulos;
  • Áreas das principais figuras planas;
  • Área e volume dos sólidos (prisma, pirâmide, cilindro, cone e esfera);
  • Geometria plana e analítica;
  • Grandezas proporcionais;
Dica

– Mesmo na prova de Matemática, a dica mais importante é ler e reler o texto apresentado no enunciado com muita atenção, até que se compreenda o que foi requisitado. Caso seja necessário, o estudante pode recorrer a realização de um resumo na forma de tabela de todos os dados apresentados. Este método ajuda o candidato a organizar as ideias apresentadas na questão.

– Fora isso, é indispensável escolher, de forma adequada, as incógnitas, reescrever algebricamente o conteúdo que o texto apresenta e, por fim, resolver as equações obtidas.

– Em trigonometria, existe uma dica simples que sempre ajuda muito os candidatos: desenhar um triângulo retângulo e o ciclo trigonométrico na prova e desenvolver os dados da questão sobre estas figuras.

– Já durante a resolução de problemas de analítica, geometria plana ou de geometria métrica é fundamental que o candidato desenhe uma figura bem feita. No desenho é importante marcar todos os dados e as incógnitas.

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QUÍMICA

  • Química ambiental (poluição, camada de ozônio, efeito estufa, chuva ácida);
  • Estequiometria (mol, massa molar, cálculo estequiométrico);
  • Ligações químicas (forças intermoleculares, ponte de hidrogênio, solubilidade, ponto de ebulição);
  • Reações inorgânicas (neutralização, dupla-troca, oxidorredução, ácidos e bases);
  • Substância e mistura (separação de misturas, densidade, gás perfeito);
  • Termoquímica (Lei de Hess, energia de ligação);
  • Cinética química (fatores que alteram a velocidade das reações);
  • Equilíbrio químico (constante de equilíbrio, deslocamento do equilíbrio, pH);
  • Eletroquímica (pilha, eletrólise);
  • Funções orgânicas (identificação);
  • Isomeria;
  • Reações orgânicas (esterificação, saponificação, transesterificação, oxidação de álcoois, bioquímica, polimerização).
Dica

– Na primeira fase, o vestibulando deve resolver questões contextualizadas e verificar como o conteúdo de é explorado a partir de situações do cotidiano e de problemas atuais, como química na culinária, poluição, limpeza de tecidos e mudanças climáticas.

– Já na segunda, a prova exige que o candidato apresente uma linguagem mais científica, cobrando equações, figuras e gráficos. Os itens a e b de cada questão procuram ser independentes, para contemplar o máximo possível do programa de Química. As questões são contextualizadas e, em algumas delas, as informações disponibilizadas no próprio enunciado constituem a resolução do item.

BIOLOGIA

  • Citologia: estruturas das células eucarióticas e procarióticas e organelas e as suas funções;
  • Divisão celular: mitose e meiose e gametogenese em vegetais e animais;
  • Aberrações cromossômicas e as síndromes humanas;
  • Os principais grupos vegetais, com ênfase para as angiospermas;
  • Os principais grupos animais, especialmente os artrópodes e cordados;
  • Fisiologia humana da digestão, excreção, circulação, respiração e reprodução com ênfase para os hormônios;
  • Ecologia: conceitos de habitat, nicho ecológico e ecossistemas;
  • Cadeias e teias alimentares, fluxos de matéria e energia, pirâmides ecológicas;
  • Estudo das populações e relações harmônicas e desarmônicas entre os seres vivos;
  • Evolução: origem da vida e teorias evolutivas;
  • Sucessão ecológica e poluição ambiental: causas e consequências;
  • Grupos sanguíneos: ABO, Rh e MN;
  • Soros e vacinas, infecções viróticas e bacterianas;
  • Hormônios vegetais e animais e sistema imunológico (doenças e profilaxias);
  • Genética: linkage, mapas gênicos e replicação;
  • Fisiologia vegetal (transporte de seiva e transpiração), grupos dos vegetais.
Dica

– Para uma revisão mais geral, os temas mais interessantes de se estudar são os de Ecologia, Biologia Celular e Botânica. Nesse caso, os candidatos devem pesquisar principalmente os conceitos de poluição, teia alimentar, metabolismo celular, fotossíntese e as formas de reprodução de grupos vegetais.

– Para aqueles que desejam estudar com mais profundidade, a Unicamp costuma cobrar, em ecologia, os tipos de pirâmides ecológicas, assim como os ciclos biogeoquímicos.

– Já em Botânica, a instituição elabora questões sobre os grupos de plantas e suas características, além da fisiologia em relação ao transporte das seivas bruta e elaborada.

– Na zoologia, a classificação é o que mais aparece e, na fisiologia, as são perguntas abordam a evolução e a citologia das organelas. Mitocôndria aparece com frequência e, quando o tema é vertebrados, a questão hormonal é frequentemente levantada, bem como as doenças e suas profilaxias. Nesse ponto, atenção para a dengue e a febre amarela.

– A genética é trabalhada principalmente em termos de sua sistemática, das estruturas do material genético e das diferenças do DNA em relação ao RNA.

– Fora isso, o estudante deve ficar atento aos temas com estão em alta na sociedade. A biologia molecular é um deles, devido às pesquisas desenvolvidas com vegetais de interesse na alimentação humana. Graças ao grande avanço na área, as proteínas (proteoma) e suas funções metabólicas (metaboloma) também podem aparecer.

– Por fim, além da resolução de exercícios das provas anteriores deste vestibular, é importante que o estudante elabore resumos e tabelas sobre os conteúdos. As tabelas são muito interessantes para estudar doenças.

FÍSICA

  • Velocidade, aceleração e gráficos;
  • Equação fundamental da dinâmica;
  • Energia e potência;
  • Conservação da energia mecânica;
  • Conservação da quantidade de movimento;
  • Equilíbrio;
  • Gravitação;
  • Pressão e empuxo;
  • Temperatura, dilatação, calor e gases perfeitos;
  • Óptica: reflexão e refração;
  • Conservação da carga, campo elétrico, trabalho e energia elétrica;
  • Corrente e potência em circuitos elétricos;
  • Campo e força magnética;
  • Ondas, equação fundamental e interferência;
  • Física moderna: equação de Einstein e energia de fóton.
Dica

Na Unicamp, assim como nos outros grandes vestibulares, as questões de conservação de energia mecânica e de quantidade de movimento são muito frequentes. Nela, o candidato deve identificar se o sistema físico é isolado (colisão e explosão) ou conservativo (quando não há forças dissipativas).

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(Bojan89/iStock)

HISTÓRIA

História do Brasil

  • Sistema colonial: produção açucareira e escravidão;
  • As transformações econômicas e sociais durante o II Reinado, com ênfase nos movimentos abolicionistas e republicanos, além da transição da mão de obra escravizada para livre assalariada na cafeicultura, passando pela imigração europeia;
  • Os principais conflitos e movimentos sociais na República Velha, como a Guerra de Canudos, a Revolta da Vacina, a Revolta da Chibata e a Guerra do Contestado;
  • A crise da República das oligarquias com ênfase em: tenentismo, modernismo e na Revolução de 1930;
  • A condição operária e camponesa e as principais mudanças a partir da Era Vargas;
  • O regime militar e a cultura brasileira na década de 1960 (festivais musicais na TV, tropicalismo e o problema da censura);
  • A nova república e as tensões sociais no contexto da redemocratização: movimentos de sem-terra e sem-teto, movimentos de consciência negra e condição feminina.

História Geral Contemporânea

  • Renascimento, Grandes Navegações, Absolutismo;
  • A Era das Revoluções no século XVIII, no início do século XIX e a difusão do liberalismo político;
  • A Revolução Industrial e a condição operária na Europa ao longo do século XIX;
  • Imperialismo e colonialismo no século XIX (conflitos e reações na África e na Ásia);
  • Ditaduras e totalitarismos nas primeiras décadas do século XX: regime soviético, fascismo, nazismo, salazarismo e franquismo;
  • Guerras Mundiais e período entre guerras;
  • Guerra Fria: principais características (competição entre os EUA e a URSS e armas nucleares) e conflitos, com destaque para a Guerra da Coreia (1950-53);
  • O Terceiro Mundo e a Guerra Fria (Conferência de Bandung em 1955, a Revolução Cubana e a Revolução Iraniana de 1979);
  • Reformas de Gorbachev, fim da URSS e dos regimes socialistas do leste europeu, com ênfase na queda do muro de Berlim e na reunificação alemã;
  • Globalização, nacionalismos e separatismos: as tensões entre a mundialização das relações econômicas e avanços tecnológicos, de um lado, e os particularismos nacionais, étnicos e religiosos, de outro;
  • Fundamentalismos religiosos com ênfase nos grupos jihadistas, como al-Qaeda e Estado Islâmico.
Dica

– A Unicamp costuma priorizar História Geral Contemporânea e do Brasil Republicano. Entre os temas mais cobrados, podemos aparecer os movimentos sociais e a ampliação de direitos individuais e coletivos.

– Para a hora do estudo, indica-se treinar com as provas dos anos anteriores para se acostumar com o perfil das questões. A primeira fase exige atenção nos enunciados para a resolução rápida dos testes. A segunda, por sua vez, exige concentração na leitura e interpretação de textos e imagens.

– Os candidatos devem prestar muita atenção às efemérides, que podem inspirar questões testes e escritas. Em 2018, por exemplo, acontece os 100 anos da Revolução Russa e os 500 anos da Reforma Protestante.

GEOGRAFIA

  • Urbanização mundial e do Brasil;
  • Sistemas, produção e questões agrárias no Brasil;
  • População mundial e do Brasil: conceitos, estrutura, evolução e movimentos;
  • Projeções cartográficas;
  • Clima: dinâmica atmosférica;
  • Relevo, vegetação e hidrografia;
  • Conceitos geomorfológicos e dinâmica geológica;
  • Domínios morfoclimáticos;
  • Recursos naturais;
  • Questão ambiental;
  • Regionalização mundial – destaque para Europa, Oriente Médio, África e América;
  • Infraestrutura produtiva: agropecuária energia, transportes e telecomunicações;
  • A geopolítica do século XX: Bipolaridade, Nova Ordem Mundial e globalização.

Atualidades

  • Formação de furacões;
  • Farcs e Colômbia;
  • Venezuela;
  • Os testes nucleares da Coreia do Norte;
  • Catalunha e o separatismo;
  • Os problemas de fome na África;
  • A desigualdade social no Brasil;
  • EUA e o Acordo de Paris;
  • União Europeia;
  • A nova lei do imigrante no Brasil.
Dica

– De acordo com professor Hugo Anselmo, nos últimos anos, a prova da Unicamp apresentou certo equilíbrio na frequência de questões sobre Geografia do Brasil e Geral.

– Ao mesmo tempo, porém, é necessário que o candidato fique atento aos assuntos atuais, que configuram a área de Atualidades, como o terrorismo, crise dos refugiados, as tensões envolvendo a Coreia do Norte, o conflito na Síria e o Estado Islâmico.

– A prova da Unicamp tem um nível de dificuldade que varia de médio para difícil. Entretanto, o professor Hugo recomenda que os estudantes prestem atenção em Geografia Física, já é comum que as questões dessa matéria apresentem um nível de complexidade acima da média.

– Muitas questões da Unicamp utilizam gráficos, mapas e tabelas. Segundo o professor Tiago Teixeira Abrantes, é preciso, assim, conhecer e saber analisar e interpretar os principais modelos de gráficos utilizados, suas aplicações e limites de uso.

– É importante ficar atento aos mapas em anamorfose – aqueles em que os territórios são distorcidos para mostrar dados sociais ou econômicos. Eles representam a união entre gráficos e mapas.

– Também é imprescindível conhecer as interações entre hidrosfera e atmosfera e seu reflexo na biota local e mundial, afirma o professor Tiago. Por exemplo, os efeitos de fenômenos climáticos, como El Niño, sobre a vegetação e o abastecimento de água.

– Temas como o problema da geração e o aumento global do consumo de energia costumam aparecer em questões que abordam danos ambientais, consciência produtiva e responsabilidade ambiental.

– As questões fluxos geopolíticos costumam tratar da configuração dos blocos econômicos, suas diferenciações e as crises econômicas locais e mundiais.

INGLÊS

  • Conectores lógicos;
  • Palavras e expressões que definem adição de ideias (and, in addition to, besides);
  • Contraste de ideias (but, however, nevertheless, whereas);
  • Causa e consequência (hence, therefore, since, because);
  • Ênfase (actually, indeed);
  • Comparação (in the same way, likewise);
  • Jogos de palavras e ironias;
  • False friends.
Dica

– A prova de inglês da Unicamp é baseada na interpretação de textos. Ela utiliza vários gêneros textuais e vocabulário de nível médio a avançado. Isso quer dizer que este exame procura verificar a capacidade do aluno em ler e compreender diferentes modalidades textuais (cartuns, piadas de internet, letras de músicas, artigos jornalísticos e de divulgação científica). Por isso, não é necessário se ater aos detalhes de regras e exceções da gramática normativa da língua inglesa.

– Uma boa prática de estudo é reservar, pelo menos, 20 minutos do dia para ler textos da mídia inglesa e americana (The Economist, The New York Times, Time, The Guardian). A aquisição de vocabulário em uma língua estrangeira é cumulativa e exige persistência e determinação;

– É imprescindível refazer os vestibulares anteriores. A Unicamp não pede tradução de vocábulos, por isso o candidato deve procurar compreender o texto como um todo e por partes, inclusive, não se intimidando com palavras desconhecidas.

Redação

A Unicamp cobra duas propostas de texto na segunda fase do exame, valendo 20% da nota final

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Bem diferente das provas da Fuvest, da Unesp e do Enem, a redação da Unicamp é aplicada na segunda fase do vestibular e possui dois temas, que devem ser desenvolvidos no mesmo dia. Cada texto vale 24 pontos, totalizando 48, sendo que ambos constituem 20% da nota final.

De acordo com Simone F. G. Motta, do Etapa, “as redações solicitadas pela instituição, geralmente, pertencem ao universo do próprio estudante, por isso trabalham com gêneros encontrados no cotidiano, como cartas (do leitor e ao leitor), editorial, verbetes, resumos e diferentes tipos de narração”. Assim, a leitura de muitos textos, em várias plataformas, é uma boa forma de se preparar para esta prova, para que o estudante apreenda diferentes tipos de linguagens e gêneros.

Ana Paula Dibbern, do cursinho Maximize, ainda afirma que “nas últimas cinco provas (em dez propostas), o gênero carta foi cobrado quatro vezes, mas cada uma tinha um propósito e um interlocutor diferente. Apareceram também os seguintes gêneros, cada um uma única vez: Resumo, relatório, resenha, síntese, texto de divulgação científica e texto de apresentação”.

Portanto, refazer os temas de redação já aplicados é uma forma de preparação bastante eficiente. Também é importante ler as expectativas da banca, arquivo em que a própria Unicamp apresenta as suas expectativas quanto aos temas propostos.

Os seis últimos temas de redação da Unicamp
2017 – Uma carta argumentativa sobre a imigração no Brasil; artigo sobre uma campanha publicitária
2016 – Resenha de uma fábula de La Fontaine; artigo de divulgação de um texto científico sobre indução de emoções
2015 – Carta para convocar pais de alunos a um debate sobre violência nas escolas; síntese sobre recursos tecnológicos para humanizar atendimento na área da saúde
2014 – Relatório sobre oficina cultural em uma escola; Carta aberta de uma associação, dirigida a autoridades, sobre problemas no trânsito
2013 – Resumo de um texto sobre pessimismo; carta a redatores de um jornal sobre alcoolismo
2012 – Comentário de internet sobre a profissão de cientista; manifesto de estudantes de uma escola sobre monitoramento online; verbete explicando o conceito de computação em nuvem

Dicas

Durante a prova, o estudante deve ler atentamente as propostas e extrair todas as informações pertinentes. É necessário ter muita atenção às instruções passadas, principalmente ao tipo de linguagem a ser empregada. Esse aspecto é importante, porque cada redação possui seu próprio texto-base e proposta, cobrando do aluno diferentes graus de leitura e de interpretação.

Para uma boa produção textual é preciso fazer um uso adequado dos recursos da língua portuguesa. Por exemplo, empregar corretamente a sintática e a semântica, escolher um bom vocabulário, organizar apropriadamente as diferentes partes do texto e obedecer às normas gramaticais. Por isso, além da obediência à proposta e ao tema da prova, a acentuação gráfica, os recursos coesivos e as regras de ortografia e de pontuação ainda são imprescindíveis para uma boa produção escrita.

Orientações gerais para a redação

Independentemente do vestibular que você for prestar e do texto que for fazer, há algumas regras básicas que devem ser consideradas em todas as redações. Veja:

– Tome cuidado com radicalismos. A banca quer que a defesa do ponto de vista ocorra com argumentos e posições claras, racionais e, principalmente, respeitosas. Por isso, evite usar qualquer expressão extremista, mesmo que sejam termos como “nunca”, “sempre”, “jamais”.

– Evite usar clichês, provérbios e citações sem critério. Você pode acabar errando o autor da expressão (o que pega muito mal), ou até mesmo usá-la fora de contexto, o que pode direcionar a sua redação para um lado que você não quer.

– Rebuscar demais as palavras também não é uma boa ideia. Seu texto pode ficar sem fluência e clareza, dificultando a compreensão do corretor. Lembre-se: linguagem formal não é sinônimo de linguagem complicada.

– O uso da linguagem oral também deve ser bem pensado. Expressões coloquiais e gírias não são adequadas a um texto que exige a norma culta da língua.

– Erros de gramática: deslizes graves e recorrentes de regras do português podem descontar muitos pontos da sua redação. Se houver dúvida na hora de usar algum termo, procure trocá-lo por outra palavra mais segura, para não arriscar.

Dicas e provas anteriores

Baixe os exames anteriores para se familiarizar com o tipo da prova e o estilo das questões

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Dicas gerais para a prova

Para quem ainda tem tempo, a melhor dica é estudar diariamente e de forma intensa, além de resolver as questões de vestibulares anteriores da Unicamp. Também é fundamental treinar técnicas de redação ao menos duas vezes por semana, já que o peso desta prova é grande na contabilização final deste processo seletivo.

No dia do exame, porém, uma estratégia eficiente é fazer primeiro as questões mais fáceis e de resolução imediata. Dessa maneira, é possível garantir pontos preciosos logo de início. Após este momento, o vestibulando contará com mais tempo para realizar os exercícios difíceis.

Como a prova da Unicamp é predominantemente textual, ela exige do vestibulando muita atenção e leituras criteriosas. “A principal estratégia, não só para a prova da Unicamp, mas para qualquer vestibular é ler com o máximo de atenção os textos, enunciados e alternativas”, afirma Célio Tasinafo, professor do Oficina do Estudante.

Uma maneira de garantir atenção é, durante a leitura dos textos, grifar partes que realmente mencionam aquilo que foi solicitado na pergunta. Em questões com gráficos, tabelas, mapas e outros tipos de imagem, os candidatos também devem ser cuidadosos.

A coordenadora pedagógica do Objetivo, Vera Lúcia da Costa Antunes, afirma que “é importante lembrar que o tempo é vital numa prova como essa”. De acordo com ela, o candidato deve evitar “voltar, no final do exame, em todas as questões. Só naquelas que não chegou a responder. Voltar com pressa em todas as perguntas provoca mudança de gabarito e, na maioria das vezes, leva à troca da alternativa correta pela errada”.

Provas anteriores

Refazer os exames de anos anteriores é importante para que o estudante se acostume com o estilo da prova e, assim, consiga identificar os assuntos de maior recorrência em cada matéria. Esta é uma boa tática para o candidato efetuar a avaliação sem ter problemas com o tempo no dia do vestibular.

Para ajudar você na reta final, o GUIA separou as provas (sem as marcações de resposta) e os gabaritos de algumas edições passadas da Unicamp:

2017

2016

2015

2014

2013

Consultoria

Anglo Vestibulares

Professores Armênio Uzunian (biologia) e Hugo Anselmo (geografia) e o coordenador da Unidade Tamandaré do Anglo, Daniel Perry

Curso Etapa

Professores Thomas Wisiak (história), Breno Morita (inglês) e Simone F. G. Motta (redação)

Cursinho Maximize

Professores Rubens Pimenta Maciel (biologia), Tiago Teixeira Abrantes (geografia) e Ana Paula Dibbern (redação)

Curso Objetivo

Professores Nelson Dutra (português), Elisa Massaranduba (português), Giuseppe Nobilioni (matemática), Antônio Mário Salles (química), Luiz Carlos Bellinello (biologia), Eduardo Figueiredo (física), Vera Lúcia da Costa Antunes (geografia), Cristina Armaganijan (inglês)

Colégio Oficina do Estudante

Professor Célio Tasinafo