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5 dicas para aproveitar os itinerários formativos do Novo Ensino Médio

Com o Novo Ensino Médio, estudantes podem diversificar sua formação, descobrir afinidades e exercitar competências necessárias para a vida adulta

Por Redação 18 mar 2022, 13h55

Em 2022, o Novo Ensino Médio passa, oficialmente, a ser implementado nas escolas brasileiras. Entre as mudanças trazidas pelo modelo estão o aumento da carga horária, a possibilidade de ensino técnico e a diversificação da experiência estudantil por meio dos chamados itinerários formativos, um conjunto de disciplinas, oficinas e projetos selecionados pelo próprio estudante.

A elaboração do Novo Ensino Médio foi pensada para propiciar aos jovens uma formação com maior foco em suas áreas de interesse. Com a implementação dos itinerários formativos, os estudantes poderão se envolver diretamente com assuntos até então pouco ou nada explorados pela antiga base curricular. Os cinco itinerários formativos disponíveis para escolha são:

  • Linguagens e suas Tecnologias;
  • Matemática e suas Tecnologias;
  • Ciências da Natureza e suas Tecnologias;
  • Ciências Humanas e Sociais Aplicadas;
  • Ensino Técnico.

O itinerário escolhido deverá corresponder a 40% do conteúdo estudado durante os três anos de Ensino Médio – os outros 60% serão os conteúdos gerais já previstos pela Base Nacional Curricular Comum (BNCC). A mudança deve refletir no Enem a partir de 2024, quando uma nova versão do exame deverá ser aplicada. A prova passará a ter uma segunda etapa, focada justamente no itinerário formativo escolhido pelo estudante.

O especialista em formação complementar, gestor de projetos educacionais da BEĨ Educação, Áquila Barros, dá algumas dicas aos estudantes sobre como aproveitar os novos itinerários da melhor forma possível.

1. Se interesse pelo itinerário escolhido

Os itinerários formativos não são feitos para colocar estudantes em caixas e os prender em uma falsa ideia do que “merece” ser estudado. Sendo assim, de acordo com Áquila Barros, para uma experiência produtiva com a formação complementar, é necessário que os alunos se interessem pelos temas escolhidos e que não se sintam obrigados a realizar nenhuma aula que não desejam.

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2. Os utilize como teste para uma futura escolha profissional

“Ingressar em um determinado curso e após algum tempo perceber que não se sente motivado dentro dele é uma situação bastante comum e desgastante entre os jovens” afirma Barros. Os itinerários formativos do Novo Ensino Médio, no entanto, podem auxiliar com isso, uma vez que os estudantes, quando em contato mais aprofundado com suas áreas de interesse, conseguem avaliar suas afinidades. “Os itinerários podem servir como uma simulação prática do que o jovem irá estudar em determinado curso, então essa é uma grande vantagem para testar escolhas profissionais” complementa o gestor.

3. Esteja aberto a conhecer assuntos

A formação complementar também é capaz de evidenciar vocações desconhecidas por alunos. Sabendo disso, é importante se manter aberto a conhecer temas e assuntos, e, principalmente, não ter preconceitos a respeito do novo. “Estudantes que diversificam sua vivência escolar só têm a ganhar, uma vez que expandem, em conjunto, sua visão de mundo e repertório sociocultural” explica Barros.

4. Converse com professores e psicólogos

A escolha de itinerários formativos pode motivar sentimentos de indecisão. Quanto a isso, o especialista orienta que adolescentes procurem educadores para auxiliá-los, bem como psicólogos de suas instituições. “Tirar dúvidas, conversar sobre o que espera do Ensino Médio e o que deseja para si nessa etapa tão significativa com um profissional da educação, é, com certeza, esclarecedor”.

5. Interaja com colegas e fortaleça laços

“Os itinerários são como ir para a academia: com um amigo é sempre mais fácil. Um dá força para o outro” compara Áquila Barros. Para ele, além de enriquecer a gama dos assuntos dominados por alunos, as matérias opcionais são uma oportunidade para aprender a trabalhar em grupo e fortalecer laços sociais. Atualmente, ouvir e se esforçar para compreender o outro, tal qual conciliar interesses e conviver com a diferença, são competências fundamentais para a vida adulta, porém subestimadas por algumas escolas, que costumam deixá-la de lado. “Conhecer pessoas novas e trabalhar em grupo são dois benefícios dos itinerários do novo modelo de ensino. Se tiver um amigo para trilhar essa caminhada junto, melhor”, é o que pensa o gestor.

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