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5 filmes para você estudar a Guerra Fria

Já pensou em estudar a Guerra Fria sem precisar pegar um livro ou o resumo da aula, descansando no sofá da sua casa? Pode parecer piada, mas não é. De James Bond a Adeus, Lênin, não foram poucos os filmes que retrataram o período.

A Guerra Fria foi o confronto ideológico, político e econômico entre os blocos capitalista, liderado pelos EUA, e o comunista, liderado pela URSS, que perdurou do fim da II Guerra Mundial até a dissolução da URSS, em 1991. Durante esse período, não houve luta direta entre as duas potências. A disputa dava-se principalmente por meio de propaganda e pressões políticas. Mas a rivalidade incluiu vários conflitos armados nos países pobres da América Latina, Ásia e África.

Os países que haviam acabado de sair da Segunda Guerra Mundial passavam pelo medo de ter de atravessar uma possível terceira guerra nesse mundo bipolar. Em algumas ocasiões, como na Crise dos Mísseis de Cuba, em 1962, esse medo se tornou quase palpável. Em locais como o Afeganistão, interesses das duas potências alimentaram um conflito interno que ultrapassou os limites temporais da Guerra Fria e traz consequências para a região e a política internacional até hoje.

Quer saber mais sobre a Guerra Fria? Confira a seguir 5 filmes que retratam aspectos distintos do período.

13 dias que abalaram o mundo (2000)

Com a tagline “Você nunca vai acreditar quão perto chegamos” esse filme relata os treze dias que se passaram em 1962 desde o momento que o presidente John F. Kennedy foi avisado de que bombas estavam sendo levadas até Cuba até o fim da crise.

Em outubro daquele ano, fotos de vigilância dos EUA perceberam que uma base de lançamento de mísseis estava sendo montada na ilha, que havia acabado de passar por uma revolução socialista. Ao mesmo tempo, os navios soviéticos com as armas que poderiam aniquilar os norte-americanos se aproximavam de Cuba. O filme mostra os acontecimentos da época e as possibilidades consideradas pelo presidente Kennedy que, com uma simples ordem, poderia abrir fogo contra a União Soviética e começar uma nova guerra mundial.

Adeus, Lênin (2003)

Esse filme, dirigido por Wolfgang Becker, não retrata o ápice da Guerra Fria, mas sim o final dela – e o desmantelamento da União Soviética.

A história conta a vida de uma mulher que entrou em coma antes do fim da Guerra e só acordou em 1990. Seu filho recebe o aviso do médico: a mãe não pode passar por muitas emoções. A queda do muro de Berlim e o fim do regime soviético certamente seriam fortes emoções e o garoto agora tem de esconder da mãe que sua amada “Alemanha Oriental” não mais existia.

Adeus, Lênin mostra de forma sutil e perspicaz detalhes de como era essa divisão entre as Alemanhas e como a política do período alterava o dia a dia das pessoas comuns na Europa.

Boa noite e boa sorte (2005)

No começo da década de 1950 a ameaça do comunismo nos Estados Unidos gerou uma onda de paranoia entre os cidadão comuns. Um senador norteamericano se aproveitou disso e criou uma doutrina conhecida como Macartismo (por conta de seu nome, Joseph McCarthy), que estimulava qualquer pessoa a denunciar comportamentos tidos como suspeitos. Durante esse período, que foi uma verdadeira “caça às bruxas” moderna, muitos artistas, jornalistas e qualquer um que tivesse condutas “questionáveis” foram perseguidos.

O filme, dirigido e estrelado por George Clooney, mostra bem a atmosfera de medo e delações premiadas que existia na época. O repórter Murrow e o produtor Fred Friendly decidem se opor às práticas do Macartismo e acabam sofrendo consequências.

Dr. Fantástico (1964)

Dirigido por Stanley Kubrick, Dr. Fantástico é uma grande sátira da paranoia e do militarismo do período da Guerra Fria. Um general louco começa um processo que pode levar a uma guerra nuclear numa “sala de guerra” repleta de militares e políticos, que, por sua vez, tentam entrar em contato com os aviões antes que eles lancem a bomba na União Soviética.

Cada um dos personagens é um estereótipo de personagens da época: o militar que quer guerra, o cientista alemão, o piloto “caipira” e nem mesmo Hitler escapam da sátira de Kubrick. Muitas das falas fazem referência às teorias do período, como a de Destruição Mútua Assegurada (em inglês, a sigla é MAD, que significa “louco”), segundo a qual uma guerra nuclear necessariamente terminaria na eliminação das duas potências e, por isso, nem Estados Unidos nem União Soviética iniciariam um ataque direto.

Jogos de Poder (2007)

O drama traz os bastidores da Guerra do Afeganistão, uma das “guerras quentes” do período. No congresso americano, o político Charlie Wilson luta para angariar fundos para os rebeldes afegãos, os mujahidin, que lutavam contra o governo marxista do país. A guerra foi um dos grandes exemplos do paradigma da época: EUA e URSS não se enfrentaram diretamente, mas era claro que os soviéticos apoiavam o governo afegão e que os americanos financiavam os insurgentes.

O filme mostra bem essa divisão e o andamento da guerra civil afegã. Ao mesmo tempo, há um bom retrato dos jogos de poder e politicagem que aconteciam nas instituições oficiais norte americanas. O drama ainda faz questão de apontar as ironias históricas da ação dos Estados Unidos que, décadas mais tarde, chegaram a enfrentar esses mesmos mujahidin na sua luta contra o terrorismo.

Filme extra: Platoon (1986)

Uma lista com filmes da Guerra Fria não poderia ficar sem uma obra baseada na Guerra do Vietnã. Platoon traz Charlie Sheen como um jovem recruta no sudeste asiático que é forçado a ver os piores horrores da guerra e passa por uma grande crise moral.

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