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Administradores também fazem parte de equipes de futebol vencedoras

Série do GUIA mostra profissões ligadas ao futebol. Saiba como os graduados em Administração trabalham em um clube ou seleção

por Rodolfo Viana

Por trás de um grande time, tem sempre um bom treinador. E por trás de um bom treinador, tem gestores que fornecem condições para ele realizar o seu trabalho. Rodrigo Vila Verde Caetano é um destes gestores. Aos 40 anos, ele é diretor executivo de futebol do Club de Regatas Vasco da Gama. Antes de se formar em Administração pela PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul) em 2005, Caetano foi boleiro profissional, formando-se nas divisões de base do Grêmio e com passagens por clubes como Sport Recife, Juventude, Náutico.

“Fui atleta profissional de futebol durante 14 anos e sempre pensei em seguir carreira dentro da área do esporte”, comenta. “Sempre vislumbrei a necessidade de profissionalização da gestão do Departamento de Futebol dos clubes no Brasil”.

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Por isso, Rodrigo fez MBA em Gestão Empresarial na FGV-RS (Fundação Getúlio Vargas do Rio Grande do Sul), em 2008. Sua escalada começou em 2003, quando foi convidado para ser superintendente de futebol no time gaúcho RS Futebol Clube. Desde então passou pelo Grêmio – primeiro como diretor executivo das categorias de base e depois como diretor executivo geral – para, em janeiro de 2009, mudar para o Vasco.

Ele explica que sua função é cuidar de toda a estruturação e gestão do departamento de futebol do clube. Ou seja, da parte burocrática, como contrato e documentos. Rodrigo também tem de acompanhar os treinamentos, as viagens e os jogos da equipe. “Além, é claro, de participar de reuniões ordinárias com todos os membros de comissão técnica e staff do clube.” Para dar conta de tudo isso, ele trabalha até 12 horas por dia, inclusive nos fins de semana.

Rodrigo aponta que, no seu trabalho, é necessário bastante qualificação profissional, além de liderança e profundo conhecimento de mercado. Para um estudante que deseja fazer Administração e seguir na área esportiva, ele recomenda: “É preciso conhecer as ferramentas de gestão e buscar espaço em clubes para adquirir experiência no ramo o mais cedo possível.”

O salário de um gestor desportivo é bastante atraente, e pode se equiparar ao dos gestores de empresas convencionais (aproximadamente R$ 30 mil). Isso quando se tem algum tempo de carreira, claro.

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A dica é que o jovem faça uma faculdade de Administração e, ao término, escolha um MBA na área esportiva. Por exemplo, a Trevisan Escola de Negócios mantém, no Rio e em São Paulo, o curso MBA Gestão e Marketing Esportivo, um dos pioneiros na área. Na grade, há disciplinas como Direito e Legislação Desportiva, Comunicação no Esporte e Administração Pública e Privada.

Outra instituição que tem um curso de Administração voltado para o esporte é a Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo. Seu MBA em Gestão e Marketing de Entidades Esportivas conta com a parceria da Escuela de Estudios Universitarios Real Madrid – sim, a mesma do time espanhol – que permitem ao aluno complementar seus estudos com visitas ao Estádio Santiago Bernabéu e à sede do Real Madrid.

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