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Como revisar Ciências Humanas para o Enem

Veja quais conteúdos você deve priorizar na etapa final de estudo

Por Ana Lourenço Atualizado em 12 jan 2021, 11h11 - Publicado em 25 out 2017, 17h39

Pilha de livros de estudo

O período mais importante do ano para muita gente está batendo à porta. Nos dias 10 e 17 de janeiro, milhões de estudantes farão o Enem, que dá acesso a boa parte das universidades do país. Se você está preocupado com a quantidade de conteúdo que precisa revisar, separamos as recomendações de professores de alguns dos melhores colégios e cursinhos para você se preparar bem na reta final.

  • Veja, abaixo, nossas dicas para Ciências Humanas e suas Tecnologias, prova que será aplicada no dia 10 de janeiro (domingo), e engloba as disciplinas de história, geografia, filosofia e sociologia.

    HISTÓRIA
    Consultoria: prof. Giorgio Lacerda, do Colégio Pitágoras Cidade Jardim

    Temas que mais caem
    Movimentos sociais, conquista de direitos e exercício da cidadania ao longo da história, envolvendo questões políticas, raciais e de gênero
    Dinâmicas, lutas e conquistas trabalhistas, com ênfase na escravidão e no trabalho operário
    Disputas políticas e sociais referentes à formação da sociedade brasileira, priorizando o período Imperial (Primeiro e Segundo Reinados) e Republicano (República Oligárquica, Era Vargas e Ditadura Militar)
    Conflitos e transformações de ordem política, social e cultural na contemporaneidade, abordando os principais acontecimentos da história mundial no século XX (Imperialismo, Guerras Mundiais, Guerra Fria e Contracultura)
    Choque cultural, violência e exploração no processo de colonização da América, em especial os aspectos que envolvem a questão indígena nas porções portuguesa e espanhola.

    Como são as questões

    As questões abordam vários gêneros textuais e abordagens diferentes. Mas, segundo o professor Giorgio, engana-se quem pensa que tudo se resolve na interpretação de texto: “As questões de história têm exigido uma multiplicidade de habilidades para a sua resolução. Além da capacidade de interpretar, relacionar e comparar é necessário domínio dos principais conceitos norteadores e, ainda, uma base consistente de compreensão dos conteúdos históricos mais relevantes tanto da história do Brasil quanto da história geral”, explica.

    Como estudar na reta final e apostas para o exame

    Nas semanas que antecedem a prova, o estudante deve refazer a maior quantidade possível de questões dos anos anteriores, para checar se ainda está com dificuldade em algum tópico, e também para se familiarizar com o tipo da prova e ficar mais seguro para o dia do exame. “Outra dica importante para ganhar tempo e evitar dúvidas desnecessárias é sempre fazer uma primeira leitura atenta e detalhada em cada questão”, explica o professor. O enunciado costuma determinar a habilidade que será exigida do estudante para responder à questão.

    Nas apostas, “para o exame deste ano, indico ficar atento às questões sociais, principalmente relativas à história do Brasil”, reforça o professor Giorgio Lacerda, indicado que este tem sido o eixo norteador das provas dos últimos anos (também nos exames de Linguagens e Redação). “A prova traz uma abordagem e uma leitura bem evidente com predileções claras para temas em torno das questões raciais, de gênero, sobre cidadania e conquistas de direitos sociais e políticos ao longo da história.”

    GEOGRAFIA
    Consultoria: profª. Alfonsa Puopolo, do Colégio Mary Ward

    Temas que mais caem
    Globalização e urbanização
    Cartografia
    Economia e impactos ambientais
    Geopolítica
    Aspectos da geografia física: clima, formações vegetais, relevo, solo

    Como são as questões

    As questões prezam pela atualidade pela relação com outros fatos, além de sugerir análises do envolvimento do Brasil no mundo e a participação da sociedade. “São elaboradas de forma interdisciplinar, integradas a contextos do cotidiano e temas de repercussão da mídia”, explica a prof.ª Alfonsa. Habilidades de interpretação de imagens, mapas, fotos, gráficos, tabelas, charges, letras de música, notícias de jornal são sempre úteis. Os estudantes devem saber interpretar o enunciado com clareza e grifar as palavras-chave, além das que indicam direcionamento na resposta, como “exceto”, “sempre”, entre outras. Outra dica da professora é levar em consideração o título e a fonte de onde foi extraído o texto da questão.

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    Como estudar na reta final e apostas para o exame

    Nas últimas semanas de estudo, identifique os temas onde tem mais dificuldade e procure solucionar as dúvidas. Mantenha em dia as leituras de jornais, revistas ou portais de notícias, procurando identificar os assuntos que mais aparecem. Relacione conteúdos, faça conexões de diferentes crises (como, por exemplo, a Guerra da Síria e a crise entre Rússia e EUA), estude mapas, releia seus resumos. Outra dica é debater temas atuais com colegas que também estejam prestando o exame.

    A prof.ª Alfonsa Puopolo também recomenda especial atenção aos tópicos que estão em alta, como: questão energética; urbanização e violência urbana; questões da Amazônia; Estado Islâmico; rompimento da barragem em Mariana; eleições norte-americanas; refugiados na Europa; retomada das relações entre Estados Unidos e Cuba; crise econômica; 10 anos da lei Maria da Penha; homofobia, preconceito e violência; racismo; Guerra na Síria; crise hídrica.

    SOCIOLOGIA E FILOSOFIA
    Consultoria: prof. Juliano Martoni, do cursinho Oficina do Estudante

    Temas que mais caem
    Etnocentrismo e alteridade
    Conflitos sociais e diferenças entre classes
    Produtividade no capitalismo informacional
    Globalização e tecnologia
    Direitos sociais e cidadania

    Como são as questões

    “O Enem é uma prova muito crítica. Nos últimos anos, vem desenvolvendo cada vez mais o lado de inserir questões que tentam trazer equidade para os diferentes grupos sociais”, explica o professor Juliano. Por isso, as questões exigem que o candidato se posicione criticamente e saiba analisar os ganhos e problemas sociais ainda existentes, com um viés mais progressista. “Na prova de filosofia de 2015, eles pediram Simone de Beauvoir. As questões sobre racismo perguntavam sobre o mito da democracia racial no Brasil. Então, você pode ter várias formas de discutir um assunto, mas a perspectiva crítica, diferente da tradicional, se mantém no exame”, explica.

    Como estudar na reta final e apostas para o exame

    Manter o foco em direitos humanos, cidadania, trabalho e globalização são fundamentais para estudar para a prova. E, também, temas atuais, mas com alguns cuidados. “Tenho dúvidas de que vão perguntar algo explícito sobre a política brasileira atual, porque seria difícil construir uma questão completamente isenta e parcial. O que o Enem pode perguntar é sobre os princípios que formam essa política atual, fazendo uso de filósofos clássicos, como John Locke, Maquiavel, Habermas”, diz Juliano Martoni.

    Bônus: ATUALIDADES
    Consultoria: prof. Eduardo Valladares, do cursinho Descomplica

    Como o Enem é um exame que preza muito pela atualidade das questões, por toda a prova o estudante vai encontrar contextualizações que envolvem um conhecimento do que vem rolando pelo mundo nos últimos tempos. Assim, o professor Eduardo Valladares indica os sete conteúdos que têm mais chance de pintar pela prova – além de três destaques fortes para a redação. Veja:

    Crise da água e consciência ambiental
    A segurança nos megaeventos brasileiros
    As manifestações populares no Brasil como ferramentas de mudança social
    A redução da maioridade penal e seus efeitos em discussão no Brasil
    A família contemporânea e sua representação em questão no Brasil
    A questão do lixo na sociedade brasileira
    Mobilidade urbana no século XXI: o ir e vir em questão na sociedade brasileira

     

    Três destaques para a redação

    Alimentação irregular e obesidade no Brasil: “A questão tem sido bastante discutida atualmente, mostrando-se como uma temática típica de ser abordada no Enem, uma vez que envolve duas questões relacionáveis. O aluno pode abordar os fatores da indústria alimentícia, a falta de tempo e conhecimento, a não abordagem desse assunto em escolas e na mídia”, diz o professor.

    O esporte como ferramenta de inclusão social no Brasil: “O aluno pode discorrer sobre como o incentivo ao esporte pode levar à formação de um indivíduo mais completo, cidadão e crítico. O esporte desenvolve fatores ligados ao senso de grupo, disciplina, motivação e persistência.”

    A inclusão social dos portadores de necessidades específicas em questão no Brasil: “O tema é importante em virtude das Paralimpíadas. É importante que o vestibulando entenda que essa temática mostra a aplicação da nossa Constituição cidadã, a diminuição dos abismos sociais e a inclusão de oportunidades e direitos.”

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