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Musa da Copa quer terminar curso de Direito

Modelo do Paraguai falou ao GUIA sobre escolha de profissão, estudos e carreira. Para ela, Jornalismo é uma boa opção para as modelos

Ela já quis ser advogada, jornalista, estilista e nutricionista – profissões tão próximas quanto Paraguai e Itália, países que empatavam na África do Sul enquanto, em Assunção, Larissa Riquelme abria com goleada sua projeção internacional. Na estreia da seleção paraguaia, ela caiu na graça dos fotógrafos que cobriam a torcida em uma praça e foi parar nos jornais e sites do mundo todo.

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“É um sonho de criança. Desde pequena queria ser modelo. E internacional”, contou Larissa ao GUIA, por telefone, da capital paraguaia, Assunção. Mas “para garantir algo mais concreto, me matriculei em Direito”, explicou.

“Imaginei que serviria para defender os direitos das pessoas que têm problemas, e os meus próprios. O Paraguai é um país muito sofrido”, explica Larissa. Enquanto estudava, começou a fazer trabalhinhos aqui e ali como modelo até que, quando viu, “não tinha tempo para a faculdade. Consegui levar as duas coisas por três anos, mas parei”.

ESCOLA
Autodeclarada boa aluna (“ia bem em química e física”), Larissa diz que os tempos de escola foram decisivos para o sucesso. “Aprendi que tinha de continuar crescendo, sempre. Tinha de estudar, passar nas provas, passar de ano, continuar passando sempre. E a vida é assim”.

A simpatia e a beleza, ela não esconde, literalmente contaram pontos a favor. “Sou paraguaia, amo meu país. Mas guarani [idioma oficial do país, além do espanhol] é muito difícil de aprender. No colegial, recebia umas ajudinhas extras”, disse.

Mas ela garante que nem só com beleza se vence um campeonato. “Pude demonstrar que cheguei aqui não só porque sou bonita, mas também sou inteligente” disse.

E apesar de tudo indicar que, agora, a carreira internacional vai deslanchar (“com esta, já foram cinco entrevistas a jornalistas estrangeiros hoje”, contou), Larissa jura que ainda voltará para o curso de Direito. “É sempre importante terminar os estudos”, diz, categórica.

Mas o que Direito tem a ver com as passarelas? “Na verdade, nada. Para ser modelo, é melhor Nutrição, Moda ou Jornalismo. Mas quero ser advogada. E modelo também, que é o que amo fazer e o que me permitiu realizar muitos sonhos. Como esse, de estar falando com você e com tantos outros brasileiros que me elegeram a musa da Copa”, brinca.

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