O Prêmio Nobel de Física que desfilou no Carnaval do Rio
Ele revolucionou a ciência, criticou o ensino brasileiro e, entre uma aula e outra, curtia a folia carioca. Conheça a história de Richard Feynman

Imagine um dos maiores cientistas do mundo, Prêmio Nobel de Física e gênio da eletrodinâmica quântica, desfilando na avenida ao som do samba e tocando… uma frigideira! Parece história de cinema, mas isso realmente aconteceu. Richard Feynman, um dos cientistas mais brilhantes do século 20, teve uma conexão especial com o Brasil nos anos de 1950 e, sobretudo, com a folia carioca. Quer saber como isso aconteceu? Vem com a gente!
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O físico que se tornou carnavalesco
Feynman nasceu em 1918, nos Estados Unidos, e ficou conhecido pelo seu jeito irreverente de ensinar física, tornando temas ultra complexos acessíveis para qualquer um. Além de revolucionar a ciência com suas descobertas na física quântica, ele também tinha um espírito aventureiro e curioso. Em 1949, aceitou um convite para vir ao Brasil e se apaixonou pelo país.
A partir disso, retornou algumas vezes, lecionou em universidades brasileiras e ajudou a modernizar o ensino de física por aqui. Mas, entre palestras e experimentos, um outro amor floresceu: o Carnaval!
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Em 1952, enquanto trabalhava no Rio de Janeiro, Feynman mergulhou de cabeça na cultura brasileira e decidiu que queria aprender a tocar um instrumento de percussão. Sua escolha? A frigideira! Sim, aquele utensílio de cozinha virou sua ferramenta musical. Depois de meses de ensaios, ele teve seu grande momento: desfilou com o bloco “Os Farsantes de Copacabana”, que inclusive levou o primeiro lugar no desfile daquele ano.
Para ele, o samba representava espontaneidade, ritmo e diversão. “O samba é a ciência da alegria”, dizia para todos naquela época. E não parou por aí! Mesmo depois de ganhar o Prêmio Nobel de Física em 1965, ele voltou ao Brasil em 1966 para curtir mais um Carnaval, dessa vez como convidado especial da prefeitura do Rio.
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Feynman e o ensino no Brasil
Mas nem só de Carnaval viveram as visitas de Feynman em terras brasileiras. Ele foi um crítico ferrenho do ensino de Física no país, que na época se baseava muito em decoreba e pouco em compreensão real. Em uma palestra famosa de 1952, ele alertou para a necessidade de um ensino mais investigativo, em que os alunos realmente entendessem os fenômenos, em vez de apenas repetirem fórmulas. Seu discurso foi tão marcante que ele o registrou em seu livro “O Senhor Está Brincando, Sr. Feynman!”, que virou best-seller mundial.
Richard Feynman faleceu em 1988. Ele provou que ser gênio não significa ser sério o tempo todo e que a ciência e a cultura podem caminhar juntas. Seu espírito livre e sua paixão pelo Carnaval são um lembrete de que o conhecimento é mais rico quando vivenciado de forma autêntica e divertida.
E aí, já imaginou um Prêmio Nobel no meio da bateria da sua escola de samba favorita? Quem sabe o próximo não pode ser você, equilibrando estudos e diversão, como o inesquecível Richard Feynman!
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