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Qual a diferença entre distanciamento, isolamento, quarentena e lockdown

Apesar de todos serem regimes que nos mantêm em casa para combater a doença, eles não são sinônimos

Por Juliana Morales - 6 Maio 2020, 17h58

Quarentena, isolamento, distanciamento social e lockdown. Em meio à pandemia de covid-19, esses quatro termos tornaram-se frequentes no nosso vocabulário e na nossa realidade atual. Apesar de todos serem regimes que nos mantêm em casa para combater a doença, eles não são sinônimos. 

Entender a diferença entre eles é importante, já que cada termo possui um nível de alerta sanitário e de liberdade da mobilidade da população, podendo variar entre voluntário ou obrigatório, de acordo com cada situação.

Distanciamento social

O distanciamento social busca, de forma voluntária, restringir a aproximação entre as pessoas como forma de controlar a disseminação da doença. No caso da covid-19, por exemplo, as autoridades de saúde recomendam manter uma distância de 2 metros de outras pessoas.

Nessa fase, comércios e as escolas podem fechar e eventos serem cancelados, mas não há aplicação de multa ou detenções para quem furar o distanciamento social.

Isolamento

O isolamento também é uma medida não obrigatória para evitar a propagação do vírus. Ele serve para separar pessoas sintomáticas ou assintomáticas, que foram contaminadas ou estão com suspeita. Dependendo da situação, os pacientes podem ficar isolados em ambiente domiciliar ou em hospitais.

O Ministério da Saúde indica que prazo de isolamento é 14 dias (tempo em que o vírus leva para se manifestar no corpo). O prazo pode ser estendido, dependendo do resultado dos exames laboratoriais.

Existem dois tipos de isolamento: o vertical, que é destinado somente a grupos de risco, como idosos e pessoas com comorbidades (diabéticos, hipertensos, pessoas com algum comprometimento pulmonar) e o horizontal, que atinge toda a população. No segundo, todos que não trabalham com atividades essenciais devem ficar em casa.

Quarentena

A quarentena restringe o acesso ou circulação de pessoas que foram ou podem ter sido expostas ao vírus. Pode ser um ato administrativo, estabelecido pelas secretarias de Saúde dos estados e municípios ou do ministro da Saúde, por exemplo.

A palavra foi criada em meados do século 14, em Veneza, na Itália, durante o período da peste bubônica. Para evitar que marinheiros trouxessem a doença para a cidade, autoridades fizeram com que toda a tripulação dos navios ficasse confinada por 40 dias antes de desembarcar. Atualmente, o termo não mudou, mas é possível que o período seja maior ou menor.

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Lockdown

O lockdown é uma paralisação total dos fluxos e deslocamentos. A circulação de carros e pessoas também é reduzida, sendo autorizada apenas a saída de casa para a compra de alimentos, medicamentos e transporte de indivíduos para hospitais. Nesta etapa, o governo pode usar as forças armadas e aplicar multas e detenções para quem desrespeitar a medida.

A medida foi adotada, por exemplo, em Wuhan, na China, primeiro epicentro do novo coronavírus. No Brasil, a primeira região a anunciar o regime mais fechado de quarentena  foi o entorno da Grande São Luís, no Maranhão, onde houve bloqueio de fronteiras na última terça-feira (5).

Em resumo, pensando na escala de risco para serem adotados, do menor para o maior, os regimes são classificados nesta ordem: distanciamento social, isolamento, quarentena e lockdown.

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