MESOPOTÂMIA – Estado teocrático, cujo poder se ligava à religião, a Mesopotâmia foi berço das primeiras civilizações na Antiguidade. Sua civilização destacou-se pela organização econômica que, ao lado do Egito, desenvolveu o modo de produção asiático – as terras pertenciam ao Estado e eram utilizadas pela comunidade, que consumia sua própria produção e entregava o excedente para os governantes. Culturalmente, contribuíram com a primeira forma de escrita, a cuneiforme, e com o primeiro código de leis escritas que se conhece, o Código de Hamurabi.
EGITO – O Egito também era um Estado teocrático e tinha sua economia baseada na agricultura de regadio, isto é, controlava os ciclos de cheias e vazões do Rio Nilo. Os faraós eram venerados como o próprio deus vivo. O poder estava concentrado nesses representantes, que eram donos das terras, tinham a função de proteger seus habitantes e conduziam as atividades produtivas.
CIVILIZAÇÕES PRÉ-COLOMBIANAS – São assim denominados os povos maias, astecas e incas, que precederam a colonização europeia na América do Sul. Eram organizados de forma semelhante à das primeiras civilizações do Oriente (estado centralizado teocrático, hierarquia rígida, propriedade estatal da terra e exploração dos camponeses), apesar das épocas diferentes. Esses povos dominavam a astronomia e aplicavam conceitos geométricos e matemáticos nas edificações.
GRÉCIA – A civilização grega estabeleceu as bases da cultura e da política ocidentais. Surgiu por volta de 2000 a.C. e perdurou até o século II a.C. A população vivia em cidades-Estados, das quais Atenas e Esparta eram as mais importantes. Atenas sobressaía pelo desenvolvimento cultural e econômico, enquanto Esparta era uma potência militar. Os gregos criaram a democracia e acabaram dominados pelos romanos.
1/10 Para entender o desenvolvimento político, científico e cultural do Ocidente, é necessário estudar a história da Grécia Antiga. Nesta sociedade, nasce um dos pilares das nações modernas: a propriedade privada. Imagem: Wiki Commons (Wiki Commons/Wikimedia Commons)
2/10 A sociedade grega estava localizada na península Balcânica. Como o território era montanhoso e muito acidentado, as comunidades que surgiam eram unidades autônomas, chamadas de polis ou cidades-estados. As mais importantes foram Atenas e Esparta. Imagem: Wiki Commons ()
3/10 A história política grega é complexa, divide-se em cinco períodos. São eles: Pré-Homérico, Homérico, Arcaico, Clássico e Helenístico. Na imagem, pode-se observar ruínas de um teatro grego. Imagem: Wiki Commons ()
4/10 O período Pré-Homérico é carcterizado por invasões sucessivas da península Balcânica. Os Pelasgos, povo nativo, não tinha sossego. Primeiro, foram atacados pelos Aqueus, depois vieram os Jônios e os Dórios. No último ataque, ocorreu a Primeira Diáspora: os gregos originais foram para ilhas vizinhas e se organizaram em pequenas comunidades chamadas genos. Nesta pintura, vê-se um princípe cretense. Imagem: Wiki Commons ()
5/10 No período Homérico, fase posterior, os efeitos das invasões ainda são sentidos. Há ainda algo pertubador no ar. A população grega cresce muito e os genos desaparecem. O coletivismo cede ao individualismo. Novamente, os gregos se dispersam. Agora, para sul da Itália e para ilha de Sicília. Tem-se a Segunda Diáspora. Imagem: Wiki Commons ()
6/10 No período Arcaico, nascem as classes sociais. Os Eupátridas têm as melhores terras, são os mais privilegiados. Os Georgóis fica com terrenos na periferia. Sua situação não é boa, mas é melhor que o Thetas, classe que não tem nada. Imagem: Wiki Commons ()
7/10 Nesta fase, a democracia também nasce e Atenas figura como um exemplo deste novo regime político. Esparta também é um expoente, porém do autoritarismo, já que se caracteriza pela forte cultura militar. Imagem: Wiki Commnos ()
8/10 Outro acontecimento importante do Período Arcaico é a Guerra do Peloponeso. Nesta, Atenas e Esparta brigam pelo domínio das demais cidades-estado. Esparta ganha, mas a sociedade grega está arrasada. Tem-se início o período Helenístico. ()
9/10 O período Helenístico é marcado pelo desgaste. A sociedade grega está divida e enfraquecida. A democracia foi enterrada. Os macedônios vêem ali uma oportunidade e invadem a península. Logo, dominam também o Império Persa. Surge o helenismo, uma mistura cultural que reúne referências de diversos povos: gregos, macedônios e persas. Imagem: Wiki Commons ()
10/10 Antes do helenismo, a Grécia já tinha uma cultura muito rico. Foi nesta sociedade que foram criadas Ilíada e Odisseia - clássicos da literatura. Aqui, também, a dramaturgia teatral foi amplamente desenvolvida. Isso sem contar os filósofos como Sócrates, Platão e Aristóteles. ()
Continua após a publicidade
FILOSOFIA GREGA – Tradicionalmente, os estudos sobre a filosofia da Grécia antiga se dividem em três grupos. Para os pré-socráticos, o objeto de estudo era o cosmo, não o indivíduo, e buscavam conhecer o princípio das coisas. A partir dos filósofos clássicos, o objeto de estudo da filosofia deixa de ser o cosmo e passa a ser o indivíduo e suas questões existenciais. Neste período destacam-se Platão e Aristóteles. Os helenísticos abandonaram as questões políticas e morais, direcionando seus estudos para questões que levariam à felicidade dos indivíduos.
ROMA – Um dos mais importantes impérios da história, dominou quase toda a região do Mar Mediterrâneo. Costuma ser dividido em três grandes períodos: o monárquico, o republicano e o imperial. O Senado, instituição fundamental da política, originou os atuais Parlamentos. Com o fim das guerras de conquista, o número de escravos caiu, prejudicando a economia e a supremacia romanas. Em 476, foi tomada pelos bárbaros germânicos. A queda de Roma marcou o fim da Antiguidade e o início da Idade Média.
1/11 A civilização romana desenvolveu-se inicialmente na península itálica, território localizado no centro do mar Mediterrâneo. Este sociedade pode ser caracterizada pela conquista de vastas regiões. Os romanos são fruto de uma grande síntese cultural. (Créditos: Wiki Commons) ()
2/11 A cidade de Roma foi a capital desta grande civilização, que reuniu, basicamente, três povos: italiotas, etruscos e gregos. Veja a seguir detalhes das principais fases políticas: monarquia, república e império. (Créditos: Morgue File) ()
3/11 O rei era vitalício. Sua eleição era feita por uma assembleia popular, denominada Assembleia Curiata. A sociedade era dividida em patrícios (grandes proprietários de terra), clientes (parentes pobres, dependentes do patrícios) e plebeus (pequenos proprietários fundiários). (Créditos: Wiki Commons) ()
4/11 A monarquia foi substituída pela república. As desigualdades não cessaram e as lutas sociais marcaram este período. As revoltas resultaram na lei das Doze Tábuas - compilado de ordenamentos escritos que davam mais garantias aos plebeus. Com os princípios registrados, seria mais difícil que eles fossem lesados. (Créditos: Wiki Commons) ()
5/11 Na república, os romanos intensificaram a conquista por territórios. Os patrícios queriam conquistar novas terras, porque tinham interesses agrícolas. Neste período, toda a península foi conquistada. Aqui, ocorreram as Guerras Púnicas (Roma x Cartago). (Créditos: Wiki Commons) ()
6/11 A conquista territorial gerou problemas em Roma. Um tribuno da Plebe, chamado Caio Graco, propôs a reforma fundiária. Os latifundiários não gostaram da restrição e se rebelaram. Mais tarde, a crise iria resultar na divisão do poder em triunviratos. O primeiro foi formado por Crasso, Pompeu e Júlio César. O segundo, por Lépido, Marco Antônio e Otávio. A partilha não deu certo e, no final das contas, Otávio virou imperador. (Créditos: Morgue File) ()
7/11 Otávio, coroado pelo senado como Augusto, denominação destinada a deuses, foi responsável pela concentração do poder. Acumulou títulos (imperador, cônsul, preconsul) e fortaleceu o plano militar. O seu exército era composto por 20 mil homens. (Créditos: Wiki Commons) ()
8/11 Depois de Otávio, vieram vários imperadores (Tibério, Calígula, Cláudio e Nero). Pouco ao pouco, as fraquezas da civilização romana foram reveladas. A economia escravista e a corrupção levaram o império à decadência. Neste momento de crise, os principais governantes foram: Diocleciano, Constantino e Teodósio. Apesar dos esforços dos três, Roma foi tomada por povos bárbaros - visigodos, vândalos e hérulos. (Créditos: Wiki Commons) ()
9/11 A economia romana teve três fases: agropecuária doméstica, divisão internacional do trabalho e dirigismo estatal. A primeira foi caracterizada por fraca produção artesanal e comércio incipiente. A segunda, pela especialização. Cada território da civilização, buscava produzir o que era mais propício a seu solo e condições climáticas. A terceira fase pode ser identificada como um período no qual o Estado intervém fortemente. Aqui, também, Constantino cria uma nova moeda de ouro, o solidus. (Créditos: Wiki Commons) ()
10/11 Roma foi influenciada pela civilização grega, sociedade que dominou territorialmente, mas também teve influência oriental. Dentre as principais contribuições romanas, destaca-se a criação do Direito - compilado de regras que regiam e regem a vida coletiva. (Créditos: Wiki Commons) ()
11/11 Na literatura, pode-se destacar os poetas Cícero, Virgílio e Horácio. Nas artes, a construção de importantes monumentos, como Coliseu, deve ser ressaltada. Quanto à religião, os romanos eram, a priori, politeístas. O cristianismo, antes impopular, se tornou a religião oficial no ano 380 por ordem do imperador Teodósio I, com uma lei conhecida como Édito de Tessalônica. (Créditos: Wiki Commons) ()