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Revolução Islâmica – resumo

Apoio do ocidente No decorrer do século XX, o Irã foi aliado das nações ocidentais. No início do século XX, os britânicos exploravam a maior parte do petróleo do país. Uma crise política em 1951, dividiu o governo iraniano, liderado pelo xá Reza Pahlevi. Confrontando o poder do xá, o primeiro ministro Mohammad Mussadeq estatizou as companhias petrolíferas estrangeiras. Sob pressão, Pahlevi deixa o país, mas volta em 1953, com apoio dos EUA, e dá um golpe de estado. O episódio tornou o Irã no maior aliado dos norte-americanos no Oriente Médio.

A revolução Insatisfeitos com a crescente corrupção, a crise econômica que assolava o país, a repressão política e as reformas pró-Ocidente, esquerdistas, liberais e muçulmanos tradicionalistas uniram-se ao aiatolá Khomeini para derrubar o governo do xá Reza Pahlevi. As manifestações contra o governo começaram em 1978. No início de 1979, o xá não resistiu à pressão da população e fugiu do país. Os iranianos votaram, em plebiscito, no sistema presidencialista de governo. Em 1º de abril, o Irã foi oficialmente declarado uma República Islâmica, tendo como líder máximo o aiatolá Khomeini.

Moderados no poder Após a morte de Kjomeini, em 1989, os moderados mantiveram-se no poder por 16 anos, até a eleição do conservador Mahmoud Ahmadinejad, em 2005. Radical defensor dos valores nacionalistas da Revolução Islâmica, Ahmadinejad é contrário à aproximação com o Ocidente.

República Islâmica É aquela cujo governo é dividido entre o poder secular (laico) e o religioso – no caso do Irã, mulçumano. Pela Constituição de 1979, a República Islâmica do Irã é presidencialista – ou seja, tem um presidente, eleito por voto universal e responsável pela coordenação das políticas governamentais. O líder supremo é um aiatolá (um alto sacerdote da religião mulçumana), que está acima do presidente e comanda os assuntos estratégicos. Ele controla as Forças Armadas, o Poder judiciário, parte do Legislativo e a hierarquia religiosa no país.