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Zebras do vestibular: Saiba como ocorreu a Revolução Chinesa

Vestibulandos devem dar atenção ao desfecho da revolução, que originou 'duas Chinas'

por Fábio Brandt

“A Revolução Chinesa não é só a chegada ao poder do Mao, em 1949. Ela vem desde o século 19”, alerta Lucas Kodama, professor de história do Anglo Vestibulares. O tema não é um dos preferidos dos exames, mas pode aparecer nos deste ano porque se relaciona ao comunismo e 2009 foi marcado pelos 20 anos da queda do Muro de Berlim – evento símbolo do colapso da União Soviética.

No século 19, a China ainda tinha um imperador. No entanto, o país sofria com o imperialismo britânico, francês, japonês e de outras potências, explica Kodama. No começo do século 20, a China muda seu sistema de governo para república, mas continua sofrendo com a interferência externa, principalmente do Japão. “Nesse momento, ocorre uma divisão interna”, diz o professor. De um lado, fica o grupo que estava no poder, ligado ao capitalismo e chamado Kuomintang. De outro, o Partido Comunista, liderado por Mao Tse-tung.

“Essa oposição vai crescendo. Eles se dão uma trégua no desenrolar da Segunda Guerra Mundial para combater o inimigo comum, os japoneses. Quando termina a guerra, o Japão está derrotado e não é mais inimigo. Aí voltam as hostilidades e o Mao toma o poder em 1949”, narra Kodama.

Os vestibulandos devem prestar atenção no desfecho da revolução, diz o professor Lucas Kotama. Mao Tse-tung proclama o comunismo na República Popular da China, a parte continental do país. Já o pessoal do Kuomingtang, foge para a ilha de Formosa e origina Taiwan, também chamado China capitalista e República da China, explica o professor.

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MASSACRE
Um dos fatos mais marcantes do governo de Mao Tse-tung, o massacre da Praça da Paz Celestial, completou 20 anos em 2009 e por isso também merece especial atenção de quem vai prestar vestibular. As imagens símbolo da passagem, descreve Lucas Kodama, são são os tanques de guerra do governo comunista avançando sobre estudantes.

O fato está relacionado ao período conhecido como Revolução Cultural. “Durou anos. Está relacionada a expurgos e perseguições, sempre dentro daquele argumento de que isso era necessário para eliminar os resquícios do capitalismo para preservar a revolução. Um argumento de todo revolucionario quando começa a exceder na violência”, comenta o professor Kodama.

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Mas Revolução Cultural não surtiu os efeitos desejados por Mao, que começou “a ser apagado da história”, afirma o professor. Com as críticas a Revolução, a China começa a seguir o caminho inverso do pretendido por Mao: o da abertura e modernizaçao econômica – características que o país mantém até hoje, apesar de conservar a ditadura do Partido Comunista.

TAIWAN
Sobre as contradições entre a China comunista e a China capitalista, Kodama diz que é importante entender a inversão de posição da comunidade internacional quanto ao assunto. Num primeiro momento, Tawian tem o apoio dos países capitalistas que fazem oposição à Revolução Comunista. Taiwan foi também um dos fundadores da ONU e um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da Organização.

Com o passar do tempo, a China comunista ganha importância no cenário mundial, rompe com a União Soviética por conta de desavenças entre os governos e realiza testes atômicos tornando-se também uma portência. “O país começa trabalhar rumo a um socialismo alternativo que se distanciava do socialismo soviético. Acusa o Kurshev [um dos líderes do Partido Comunista que assume após Stálin]de revisionismo”, conta o professor.

“Pra ver como a ideologia era relativa na Guerra Fria, quando a China se distancia da União Soviética, os EUA tentam se aproximar dela para enfraquecer o bloco comunista. Aí o lobby norteamericano atua para que a República Popular da China entre no Conselho de Segurança em substituição a Twaian” – o que ocorreu em 1971.

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