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Design de Produtos: conheça a profissão que está em tudo ao seu redor!

Diferentemente do que muita gente pensa, não é preciso ser um gênio do desenho para ser designer. Conheça as diversas possibilidades de atuação

Se você está lendo este texto no seu quarto, pare um instante e preste atenção em todos os objetos ao seu redor. A cadeira em que está sentado, a sua cama, abajur, computador, guarda-roupa e até a caneta. Se não sabe muito bem o que faz um designer de produtos, aí vai primeira informação: muito provavelmente, em algum momento esse profissional esteve envolvido na produção de produtos que te cercam no dia a dia. 

O designer com essa ênfase é responsável pelo desenvolvimento de produtos funcionais e esteticamente agradáveis – longe do senso comum, ele não preocupa-se apenas com a beleza. E para aperfeiçoar produtos já existentes, ou até criar novos, o designer lança mão de uma série de ferramentas da área que envolve pesquisas de público, estudo de materiais e de processos de fabricação entre outros. Além, é claro, do essencial para todos os designers: a criatividade! 

Os (muitos) cursos de Design de Produtos 

Assim como muitas outras formações, a de um designer de produtos varia bastante de acordo com a grade da universidade escolhida, com a modalidade do curso (presencial ou a distância) ou mesmo se o curso for em nível de graduação ou tecnólogo. Segundo a estudante Rafaella de Bona, do último ano de graduação na Universidade Federal do Paraná (UFPR), as universidades podem ter abordagens mais “técnicas e mercadológicas” ou então explorar o “lado mais artístico e conceitual do design”. Rafaella esteve entre os 91 designers premiados no iF Design Talent Award 2019, ao apresentar um projeto para criação de absorventes sustentáveis para mulheres em situação de rua. Ao todo, 9 mil projetos concorreram à premiação. 

A estudante lembra algumas disciplinas presentes na maior parte das grades curriculares – e, portanto, básicas para o desenvolvimento ou melhoria de qualquer produto: “Projeto de Produto, que ensina sobre as metodologias de design; Materiais e Processos de Fabricação, onde conhecemos as propriedades dos materiais e o processos de confecção de produtos nas indústrias; Representação Gráfica, que seria a matéria de desenho, e Representação 3D, a disciplina para aprendermos sobre representações de mockups e modelos de aparência”. 

Por fim, além de pesquisar qual universidade tem a abordagem mais próxima dos seus interesses, é importante fazer uma distinção: a maior parte dos bacharelados em Design de Produtos, como o cursado por Rafaella, é oferecida por universidades públicas e costuma ter uma duração média de quatro anos. Por outro lado, os cursos tecnólogos são mais comuns nas faculdades privadas e têm uma duração mais curta, de dois anos.

 

Mercado de trabalho

Se o curso de Design de Produtos é tão amplo, imagine o mercado de trabalho. Como mencionamos, os produtos dessa profissão estão em tudo ao seu redor, dos móveis de casa aos carros e caminhões, passando por embalagens, itens de decoração e mesmo os próprios maquinários utilizados para confeccionar outros produtos nas indústrias. Portanto, alguém formado na área vai encontrar possibilidades de trabalho em todos esses setores! 

E, mesmo dentro de cada um desses ramos, é possível escolher ainda entre diferentes funções desempenhadas pelo designer de produtos, que podem estar mais próximas da área de criação, de gestão ou outras, como explica Rafaella. “Algumas pessoas vão levar os conhecimentos para o lado mais artístico e de criação, outras vão preferir as áreas de gestão e pesquisa, e há também aquelas que preferem o lado mais técnico de materiais e processos de fabricação.” Ou seja, se você imaginava que um designer de produtos precisa necessariamente saber desenhar para exercer a profissão, esse é mais um clichê sobre a profissão para descartar da sua lista.

O essencial, no final das contas, é a criatividade para buscar soluções e a capacidade para lidar com uma equipe multidisciplinar e diversa. “Antes de tudo, é preciso saber trabalhar bem em equipe e estar sempre praticando a criatividade e a empatia”, finaliza a estudante.