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Gosto de Arte, mas não sei o que cursar e tenho preocupação com o mercado de trabalho. O que faço?

Orientador profissional esclarece

Tenho uma grande paixão que é a arte em si, e a minha vocação que é a comunicação. Quando me perguntam o que gosto de fazer, respondo que é arte, o desenho, a literatura. Só que a única opção nessa área ou é virar professor ou morrer de fome.

Tinha decidido fazer Propaganda e Marketing, mas agora percebi que eu não gosto de Marketing. Pensei em fazer Psicologia também, mas me desanimei ao pesquisar sobre o mercado de trabalho.

Agora estou perdida, procurando alguma resposta no meio de tantas alternativas. No teste vocacional que eu fiz acompanhada de uma profissional, ela abriu meus olhos para todas as faculdades, somente me mostrando as vantagens e desvantagens.

Só que o problema sempre é o mercado, em todas as carreiras que eu desejo. Sei que nada é um mar de rosas, só que eu não quero abandonar uma faculdade na metade.

No meu teste deu principalmente artes, sociais e biológicas. Por favor, me ajudem. Estou na reta final de uma nova etapa da minha vida.
Enviado por Erika Auler

Você traz muitas questões a serem debatidas: se existe ou não vocação, como encontrar uma boa síntese entre interesses pessoais e oportunidades de realizá-las no mercado de trabalho, o quanto testes vocacionais são úteis para nossa escolha, como encontrar profissões em que nossos interesses e habilidades possam ser aplicadas.

Ou seja, boa parte das questões envolvidas no processo de escolha profissional. Vamos tentar responder de forma sintética, dada a natureza desta seção; você pode consultar outras respostas a questões similares nela.

Identificar os seus interesses é o primeiro passo: criatividade, comunicação, expressão artística. É importante que nesse processo, você busque a origem dos mesmos por meio de sua história, como surgiram e se desenvolveram.

Procure também verificar se deseja desdobrar todos em uma atividade profissional, ou seja, alguns podem ser mais prazerosos quando se mantém como hobbies. Uma pessoa pode adorar música, executar instrumentos, mas não ter como meta profissionalizar-se na área.

A seguir, pesquise – e bem – as profissões que se aproximam de tais interesses. Por exemplo, no campo das artes, há várias profissões, como Artes Plásticas, Design Gráfico, Design de Produto, Arquitetura, Conservação e Restauro, História da Arte, Artes Cênicas, entre outras.

Saiba também que em cada uma delas há diferentes possibilidades de especialização e de exercício profissional, o que também significa diferentes realidades de mercado. Tal tarefa não é fácil nem rápida, mas é muito produtiva se realizada com empenho e dedicação. A escolha da carreira envolve riscos e perdas, além, obviamente da vitória que uma boa escolha pode representar. Ao escolhermos, "perdemos" as outras possibilidades, bem como parte da realidade que idealizávamos para nós.

É necessário "negociar" com a realidade, compreendê-la e construir soluções que a considerem. Não há teste que aponte definitivamente a carreira que fará a pessoa mais feliz, que a realizará por completo, até porque ao longo do tempo tal ideia de realização se modifica. Tanto a realidade como as pessoas também se modificam.

Por fim, organize seu tempo, dedique-se às reflexões e pesquisas apontadas acima e seja paciente: você não está "na reta final de uma nova etapa" de sua vida; está prestes a dar apenas o primeiro (claro, importante) passo para uma nova etapa. Outros ainda serão dados, novas escolhas deverão ser feitas. Nada é tão definitivo quanto parece. Novas decisões terão que ser tomadas, não de outra graduação, mas de caminhos no curso escolhido.

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