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Não sei se sigo a carreira de Tradução ou a de Relações Internacionais

Orientador profissional esclarece

Relações Internacionais foi minha primeira escolha para uma graduação. Estou estudando a um ano para passar em uma universidade federal, o que infelizmente não aconteceu. Após esse ocorrido tive uma conversa muito franca com familiares, o que me fez perceber que talvez eu esteja sendo influenciada por ser uma carreira bem remunerada e muito bem vista de diplomata. Repensei o que realmente gosto, e talvez a politica não seja o melhor caminho para mim. Gosto muito de aprender línguas, e sou muito boa em lidar com pessoas e ao mesmo tempo que gosto de ajuda-las. Pensei então em cursar Inglês para ser tradutora, mas também não tenho certeza, podem me ajudar?
Enviado por Tamires Ibraima

Infelizmente a questão da concorrência no vestibular está presente no processo de escolha em nosso país. Há países em que não há vestibulares, apesar de outros obstáculos à total liberdade de escolha.

Avalie quanto o impacto de não ter passado no vestibular está em sua nova escolha. Candidatos a Medicina muitas vezes prestam vestibulares por dois ou três anos até conquistarem seu objetivo – ou não, rumando para profissões que consideram “parecidas” como Fisioterapia ou Enfermagem. Escolher outra carreira principalmente pela dificuldade de passar no vestibular muitas vezes reflete-se em alto grau de frustração. Considere se conseguiria investir recursos financeiros e emocionais para enfrentar mais um ano de preparação.

Por outro lado, você pesquisou bem a carreira em Relações Internacionais? Observe que a carreira de Diplomata é independente: qualquer profissional formado no ensino superior pode se candidatar ao concurso do Instituto Rio Branco do Ministério das Relações Exteriores para seguir carreira em diplomacia. Consulte o site do Instituto Rio Branco para informações mais detalhadas.

Há cerca de duas décadas houve a intensificação do comércio internacional (a que muitos estudiosos chamam de “globalização” ou “mundialização do capital”) e de carreiras ligadas ao trato de questões econômicas, jurídicas, militares e de direitos civis que pudessem promover negociações entre países e culturas. Diversas profissões ganharam destaque, entre elas a de Relações Internacionais. O Brasil demorou certo tempo para ingressar nessa dimensão, mas hoje é um dos “países da vez”.

A carreira de R.I. é relativamente recente no país – 20 anos é pouco no que tange ao mundo do trabalho – mas é promissora. A formação do profissional de R.I. recebe o benefício de ser incrementada continuamente pelas mudanças que ocorrem cotidianamente no cenário mundial, como transições de ideologias políticas ou preocupações com a manutenção do ecossistema e do clima planetário.

As empresas privadas têm buscado a assessoria, seja como empregado ou como consultor de tais profissionais para resolver questões tanto comerciais como de imagem institucional, ou seja, ligadas à negociação e às exigências que surgem de diversas demandas tais como a compatibilização diante de acordos ligados à economia sustentável, entre outros.

A questão da competência em línguas está presente. Já tal competência é aproveitada de forma muito diversa em tradução e interpretação. Reflita seriamente sobre tais características e diferenças; só então parta para uma decisão corajosa.

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