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Quero ser psicóloga criminal. Como faço?

Orientador profissional esclarece

Meu sonho é trabalhar com criminosos. Queria trabalhar em presídios, em delegacias com a policia, investigação, fazendo fichas criminais. Queria saber quanto tempo leva ao todo, onde posso fazer a especialização, e quanto ganharia em média. Isto é possível? Fazendo curso de Psicologia, posso me tornar uma criminalista?
Enviado por Marry

Uma possibilidade é o ingresso na Polícia Civil como perito criminal. Não há graduação específica para trabalhar nesta área. O ingresso nessa carreira se dá por concurso público e contempla diversas carreiras, de acordo com a necessidade de reposição de quadros, tais como Medicina, Odontologia, Biologia, Psicologia, Ciências Sociais, Farmácia e Bioquímica, Engenharias, Física, entre outras.

Após a aprovação no concurso, há um curso de especialização oferecido pelas Academias de Polícia Civil – em São Paulo ele dura oito meses, em que estudam “criminologia, balística, acidentes de trânsito, linguística, análises de DNA, perícias de informática, áudio e vídeo, entre outras disciplinas”. Ao longo da carreira o profissional pode ser deslocado para vários setores específicos, recebendo a qualificação necessária. Para maiores informações, consulte este site.

Segundo este site, “o perito é responsável por localizar as provas técnicas, e analisar os vestígios do delito. As provas técnicas são muito importantes em um processo, não sendo descartadas mesmo quando o réu é confesso. Esse profissional, após a localização das provas, estuda o corpo do objeto, realiza exames laboratoriais específicos, analisa todas as informações das quais dispõe e reconstitui a cena do crime, na tentativa de desvendar os autores, as armas utilizadas, o modo como foi realizado e até as vítimas”.

Apesar do que os seriados televisivos demonstram, cerca de 70% dos casos atendidos pelos peritos referem-se a pessoas vivas, sendo o restante destinado aos Institutos Médicos Legais e a pessoas vitimadas e falecidas. Inclusive nestes casos há uma prática denominada “necrópsia psicológica”, quando há a necessidade de compreensão se houve indução ao suicídio, por exemplo.

Como psicólogo outra possibilidade é o ingresso também por concurso público no sistema judiciário, no cargo de psicólogo perito judiciário. Neste caso o psicólogo trabalha com laudos psicológicos para ajudar a determinar quem deve ficar com a guarda de crianças em casos de separação, acompanha processos de adoção e de cumprimento de medidas sócio-educativas de adolescentes em conflito com a lei, principalmente.

Pode também ser chamado para realizar em conjunto com psiquiatras a avaliação da saúde mental para imputação de responsabilidades e /ou periculosidade para medida de segurança junto a criminosos, mas isso ocorre muito esporadicamente.

Em casos de disputa judiciária, psicólogos não concursados podem ser contratados pelas partes em litígio para realizar acompanhamento do processo de avaliação, sendo então denominados assistentes técnicos.

Em todos os casos o mercado é restrito, exigindo grande qualificação e preparo para ingresso na área. Tem-se como benefício que nas carreiras concursadas o profissional adquire estabilidade de emprego e benefícios condizentes ao cargo.

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