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Sei cantar, mas não sei tocar instrumentos. Posso virar regente?

Orientador profissional esclarece

Por Redação Atualizado em 16 Maio 2017, 13h51 - Publicado em 4 out 2013, 18h54

Amo cantar e estou em um coral. Pensei em virar regente, mas não tenho certeza se música ia dar futuro. Tenho 16 anos e ainda não sei tocar nenhum instrumento, mas pretendo aprender, mas sabemos que no futuro os musicistas que treinam desde criança se sobressaem. Gostaria de saber se o ramo da musica é muito incerto e, se eu fosse trocar de profissão, qual a mais próxima da música que eu poderia tentar.
Enviado por Leticia Cristhyne

Há mais de uma questão em seu texto; por isso, vamos por partes.

A formação em regência é uma das habilitações possíveis do curso superior de música. Para ingresso neste curso há uma prova específica de aptidão em que o candidato deve demonstrar conhecimentos básicos em teoria musical, sua percepção musical e o conhecimento em um instrumento ou em canto lírico. Portanto é possível adequar seu conhecimento em canto coral às exigências da prova por meio de estudo específico, bem como desenvolvê-lo durante a graduação.

Quanto a tornar-se instrumentista, esta é outra possibilidade do curso de graduação em música. De fato, o aprendizado da técnica instrumental é algo que leva bastante tempo e exige muita dedicação. Se iniciado na infância, facilita o acompanhamento do curso. Mas para ser regente não é necessário ser um instrumentista de excelência. Percepção musical, sensibilidade para construir arranjos, liderança, domínio de teoria musical são conhecimentos e habilidades mais importantes.

As incertezas quanto ao mercado de trabalho podem ser superadas na conquista de empregos como no ensino de música ou com o desenvolvimento da carreira como instrumentista, trabalhando em estúdios de gravação. Mas a grande maioria dos musicistas tem formação livre (sem curso superior) e não há regulação deste mercado. A competitividade é de fato muito grande. No da carreira em regência, a conquista de empregos ocorre por meio de concurso (orquestras sinfônicas, públicas) e provas públicas (orquestras filarmônicas, privadas ou mantidas por institutos). A alternativa é trabalhar com arranjos, mercado este também bastante disputado e que requer muita preparação.

Por fim, quanto a uma profissão “próxima” a música, não há como apontá-la com muita precisão. Você pode pesquisar profissões ligadas às artes em geral se sua questão está ligada à comunicação por meio da sensibilização das pessoas. A parte tecnológica envolvida no processo da gravação e reprodução musical pode ser trabalhada por físicos ou engenheiros acústicos. Historiadores, cientistas sociais, psicólogos podem indiretamente envolverem-se com a área estudando processos perceptivos, história da música, relação entre a expressão musical e manifestações culturais e grupais. Muitos jornalistas especializados no campo da cultura optaram pela carreira como forma de estarem perto da produção musical.

Faça um balanço destas informações e lance-se à pesquisa das profissões, bem como busque mais informações junto a faculdades e associações ligadas à música.

Leia mais:
– É possível sobreviver seguindo carreira na Música?
– Será que faço Música, Engenharia Mecânica ou Rádio e TV?

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