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Arqueologia

O arqueólogo estuda as sociedades e culturas humanas por meio de objetos fabricados e utilizados no passado

O arqueólogo estuda as sociedades e culturas humanas por meio de objetos fabricados e utilizados no passado.

Com conhecimento de história, ele investiga e escava sítios arqueológicos e observa marcas deixadas num território com o objetivo de entender como ele foi ocupado. Com isso, traça hipóteses e teorias sobre a evolução das  sociedades.

Pode trabalhar em centros de pesquisa, universidades e também como consultor na elaboração de relatórios de sítios arqueológicos e licenças ambientais, antes da construção de grandes empreendimentos, como hidrelétricas, rodovias ou indústrias.

Fique de Olho

ARTE RUPESTRE E CAPITALISMO SÃO ÊNFASES DE CURSOS 

Alguns cursos de Arqueologia possuem ênfases específicas, caso da UFPI (arte rupestre) e da Furg, em Rio Grande (RS).

No curso da UFPI, as aulas práticas, a partir do sétimo período, são realizadas nos sítios arqueológicos localizados no interior do Piauí (Parques Nacionais da Serra da Capivara, Serra das Confusões e Sete Cidades).

Na Furg, o curso é estruturado em duas ênfases, e a escolha ocorre no final do quarto período: Arqueologia do  capitalismo (que trabalha questões históricas e contemporâneas e a investigação das estruturas sociais, desorganização do trabalho e modo de vida) e Arqueologia das Sociedades Pré-Coloniais Americanas (investigação da organização social dos grupos nativos americanos).

O que você pode fazer

Arqueologia subaquática Estudar sítios, objetos e vestígios humanos submersos em rios, lagos, mares e oceanos.

Consultoria Prestar assessoria a empresas públicas e privadas para definir as características da ocupação em locais predeterminados e fazer relatórios arqueológicos.

Educação Promover atividades para a preservação de recursos patrimoniais e de turismo cultural. Atuar em feiras de divulgação científica, museus e unidades de conservação.

Exploração Atuar em campo, determinando a necessidade de escavação e recolhendo materiais para pesquisa.

Licenciamento Fazer acompanhamento arqueológico em terrenos que serão ocupados por grandes obras, como empreendimentos imobiliários, estações de metrô, hidrelétricas, parques eólicos, entre outras.

Pesquisa Analisar, em centros de pesquisa ou laboratórios, materiais e objetos coletados em campo e elaborar relatórios.

Mercado de Trabalho

O mercado para este bacharel se mantém aquecido nos últimos anos graças a uma portaria do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), de 2000, que determina que pesquisas arqueológicas devem fazer parte dos estudos de impacto ambiental de grandes obras – como a construção de uma hidrelétrica.

Assim, para ela ser liberada, um arqueólogo precisa assinar um laudo atestando que não causará danos ao patrimônio histórico ou arqueológico daquele lugar. Este é o setor que mais emprega profissionais atualmente, superando a carreira acadêmica, tradicional área de atuação do arqueólogo.

A descoberta de novos sítios arqueológicos, em função dessa portaria, também acaba criando demanda por profissionais para trabalhar com turismo. Depois de descobertos e devidamente estudados, muitos sítios são abertos para visitação, e os arqueólogos são contratados para administrar o espaço, organizar a exposição do acervo arqueológico e ministrar cursos e palestras aos turistas.

Existe boa demanda também em órgãos públicos, como o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), para realização de pesquisa e  exploração de sítios arqueológicos. Praticamente todos os estados brasileiros carecem de arqueólogos.

Curso

Apenas dez instituições oferecem o curso no país. As disciplinas específicas incluem história da sociedade brasileira, pré-história e cartografia. Há aulas, também, de sociologia, filosofa e estatística. As disciplinas práticas são realizadas em parques naturais e sítios arqueológicos. E parte da carga horária pode ser cumprida em laboratórios de  documentação e acervos. O estágio não é obrigatório, mas escolas oferecem essa opção na grade curricular, como é o caso da PUC-Goiás.

Atenção: alguns cursos têm enfoque específico – caso da UFPI (arte rupestre) e da Univasf-PI (preservação patrimonial).

Duração média: 4 anos.

Outros nomes: Arqueologia e Conservação de Arte Rupestre; Arqueologia e Preservação Patrimonial.

 

Legenda:

Estrelas da Avaliação do Guia do Estudante

★★★★★ - Excelente

★★★★ – Muito bom

★★★ - Bom

CPC – Conceito Preliminar de Curso ① ② ③ ④ ⑤ 

O CPC é o indicador do Ministério da Educação que mede a qualidade dos cursos. Ele varia de 1 (menor valor) a 5 (maior valor). Ele está informado na ficha do curso para todas as graduações que tinham esse indicador disponível (fonte: site do Inep, anos 2014, 2013 e 2012). 

Cifrões – Referem-se às faixas de preço da mensalidade:

$ - Até 500,00 reais

$$ - De 500,01 a 750,00 reais

$$$ - De 750,01 reais a 1.000,00 reais

$$$$ - De 1.000,01 a 1.500,00 reais

$$$$$ - Acima de 1.500,01 reais

n/i - Valor não informado