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Redação: 7 ideias para começar o texto

Se der branco na hora da prova, alguns recursos podem ser úteis para o desenvolvimento da introdução

Por Julia Di Spagna Atualizado em 18 dez 2020, 16h13 - Publicado em 19 dez 2020, 06h00

A redação é uma etapa do vestibular que costuma gerar muita apreensão entre os estudantes. É preciso ler a proposta, entender o recorte dado pela banca, fazer um levantamento de ideias, pensar em argumentos e… começar. O problema é que  o início pode ser uma das partes mais difíceis. Afinal, a introdução dará o tom do seu texto e guiará o corretor nesse primeiro momento. 

“A introdução serve para apresentar o tema e deve ser um convite para criar no leitor o interesse pelo assunto. Embora não seja obrigatório, é sempre recomendável que, além disso, já apresente a tese, ou seja, o ponto de vista que se pretende defender ou demonstrar com o texto”, diz Wellington Borges Costa, coordenador do Curso Etapa. 

Segundo ele, é importante que essa parte da redação também que já anuncie uma espécie de spoiler dos argumentos que constarão do desenvolvimento, para deixar claro um projeto estratégico de texto.

Jéssica Vasconcelos Dorta, professora da Oficina do Estudante, explica que esse planejamento é mais relevante para uma boa introdução do que a criatividade em si. Por isso que, antes de construir a introdução, é preciso compreender com clareza o recorte temático, definir o ponto de vista a ser defendido e os argumentos que irão embasar essa defesa. 

“Se o tema e o posicionamento do autor não estiverem bem definidos no início, corre-se o risco de que o leitor não compreenda o propósito do texto. De igual maneira, se o que é anunciado na introdução não é contemplado ao longo do texto, evidencia-se uma falha no projeto de texto”, diz Dorta.  

Com a importância de uma boa introdução em mente e sabendo o que ela precisa apresentar, fica um pouco mais fácil iniciá-la, mas se, mesmo assim, você sentir que não sabe como começar, temos algumas dicas para você. Não existe uma regra sobre como introduzir um tema e as possibilidades são infinitas. A ideia aqui é apenas deixar você com algumas cartas na manga para a hora da prova. “A linguagem é o universo das opções e não das fórmulas prontas”, relembra Costa. Confira:

1 – Pensar no final

Uma dica do coordenador é pensar primeiro no fim. Aonde se pretende chegar com o texto? Qual o recado final que se pretende deixar para o leitor? Dessa forma, é possível até fazer alguma referência específica que seja retomada no último parágrafo, mostrando que houve um planejamento de início, meio e fim. “O texto é um percurso e é bem mais fácil iniciar um trajeto quando já se sabe o destino”, diz.

2 – Começar com uma pergunta 

A pergunta retórica é uma das possibilidades. Abre-se o texto com uma interrogação e a sequência se desenvolve em forma de resposta, apresentando o tema.

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3 – Uma citação

Aqui, o tema é apresentado pela citação de um pensador, autor ou autoridade naquela determinada área. Mas um alerta: é muito importante que ela seja pertinente, ou seja, de alguém que tenha direta relação com o tema e não uma citação genérica, só para constar.

“O problema é quando o estudante pretende aplicar uma mesma estratégia em todas as redações e encontra uma ‘citação-coringa’ que usa para abrir qualquer texto”, diz Costa. 

  • 4 – Declaração inicial

    A ideia é que o texto comece de forma direta e assertiva, com uma declaração que já resuma o conteúdo do que se vai ler, contendo sintética e explicitamente o tema e o ponto de vista que o desenvolvimento do texto vai defender. 

    5 – Ilustração

    O tema, abstrato por natureza, é apresentado por meio de uma imagem concreta. Pode ser a descrição de uma cena cotidiana ou uma breve narrativa. O importante é que essa imagem sirva de pretexto para que dela se extraia o tema.

    6 – Definição

    Definir algum conceito importante para a proposta. Essa estratégia já levanta o tema e pode até já direcionar o seu posicionamento.

    7 – Repertório

    Também é válido apresentar uma música, um trecho de filme ou algum repertório legitimado, como o pensamento de um filósofo, que ajude a evidenciar a relevância do tema. “Em relação ao que é selecionado para compor o texto, a preocupação não deve se direcionar para a erudição, ou seja, para a escolha de uma frase de um filósofo clássico em detrimento de uma letra de música popular, por exemplo, mas para a relação que esse repertório estabelece com a discussão”, explica Dorta.

    Você já tentou começar uma redação com algum destes tópicos? Comente nas redes sociais do GUIA

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