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Alunos da rede pública são maioria entre calouros da USP pela primeira vez

Em 2021, Universidade de São Paulo registra 51,7% das vagas preenchidas por estudantes de escolas públicas

Por Wender Starlles Atualizado em 8 jun 2021, 21h47 - Publicado em 8 jun 2021, 14h52

Pela primeira vez, a maioria dos novos alunos da Universidade de São Paulo (USP) vem de escolas públicas. Neste ano, eles representam 51,7% dos estudantes matriculados na instituição de ensino. Esse é o maior índice registrado desde o inicio da aprovação polêmica da reserva de vagas para esses candidatos em 2017.

Os dados revelam uma mudança histórica no perfil da maior universidade do Brasil. Das 10.992 vagas disponíveis em 2021, 5.678 foram preenchidas por alunos de escolas públicas. Desse total, apenas 2.504 foram ocupados por pessoas autodeclaradas pretas, pardas e indígenas (PPI).

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A reserva de vagas pela instituição é realizada de forma escalonada. Em 2018, por exemplo, apenas 37% foram destinadas a estudantes de escola pública. Segundo a Pró-Reitoria de Graduação da USP, a meta é atingir 50% em todos os cursos, divididos por turnos, nos próximos anos.

O levantamento ainda indica que, das 42 unidades de ensino e pesquisa presentes na Universidade, apenas 12 não alcançaram a meta de 50% nesse ano. Na Faculdade de Medicina (FM), a porcentagem foi de 41,1%; na Escola Politécnica (Poli), 41,5%, e na Faculdade de Direito (FD), 49,3%.

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Ao se inscrever para o vestibular da Fuvest ou pelo Sisu, o candidato pode escolher entre as seguintes opções de ações afirmativas: ampla concorrência (AC), ação afirmativa escola pública (EP) e ação afirmativa preto, pardo e indígena (PPI).

  • O perfil socioeconômico dos novos estudantes também mudou, nesse ano 49,4% dos calouros têm renda familiar bruta entre um e cinco salários mínimos. Outros 15% possuem renda entre 15 a 50 salários mínimos.

    Em 2017, a decisão do Conselho Universitário de adotar cotas sociais e raciais na Universidade de São Paulo gerou debates acalorados entre estudantes e acadêmicos. Os defensores afirmavam que a medida seria responsável por democratizar o acesso ao ensino superior na instituição. Já os opositores acreditavam que a universidade perderia a excelência no ensino, além de ter que reservar parte dos recursos financeiros para garantir a permanência desses novos ingressantes nos cursos.

    Com o passar dos anos esse argumento se provou errado. De acordo com o ranking Best Global Universities 2021, a USP continua sendo a melhor universidade da América Latina.

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