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Como funciona a Educação Superior em 5 passos

Tipos de instituição, modalidades de ensino, Sisu, ProUni... Confira os principais conceitos que você deve entender para adentrar no mundo universitário

Por Lisandra Matias Atualizado em 30 mar 2017, 11h16 - Publicado em 8 mar 2017, 12h06

Entrar na faculdade é um dos seus objetivos para este ano, certo? Então, para começar a se familiarizar com o assunto, preparamos este “manual” para você. Veja os principais termos que envolvem os cursos de graduação.

(imagem: istock)

1) Tipos de instituição

Elas não são todas iguais. Conheça as principais diferenças entre elas:

Universidades: Desenvolvem atividades de ensino, pesquisa e extensão (atendimento à comunidade) em várias áreas do conhecimento. Podem abrir cursos novos, por exemplo, sem a necessidade de autorização do Ministério da Educação (MEC).

Centros universitários: Atuam em uma ou em diversas áreas do conhecimento. Não têm a obrigação de realizar atividades de pesquisa e extensão. Assim como as universidades, têm autonomia para criar cursos.

Faculdades: Atuam em uma ou várias áreas de conhecimento. São similares a institutos e escolas superiores. Não têm autonomia para abrir cursos, dependendo de autorização do MEC.

Institutos Federais e Cefets: Institutos e Centros Federais de Educação Tecnológica são equiparados às universidades federais.

Distribuição das instituições por tipo

Universidades

8%

Faculdades

84%

Centros Universitários

6%

IFs e Cefets

2%

Fonte: MEC, 2015

Distribuição das instituições entre públicas e privadas

Públicas

12,5%

Privadas

87,5%

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Fonte: MEC, 2015

2) Tipos de cursos de graduação (cursos superiores)

Há três possibilidades:

Bacharelado: Tipo de curso mais tradicional, que oferece uma formação abrangente para atuar nos diversos setores do mercado de trabalho.

Licenciatura: Curso para formação de professores, ou seja, para quem quer lecionar um conteúdo específico (como História, Geografia, Matemática, Física, Química etc) ou ser pedagogo.

Tecnológico – Curso focado na prática profissional (que prepara para o desempenho de uma atividade mais específica no mercado de trabalho) e de duração mais curta que o bacharelado.

Distribuição dos cursos por titulação

Bacharelados 62%
Licenciaturas 19%
Tecnológicos 19%

Fonte: Levantamento do Guia do Estudante, 2016

  • 3) Modalidades de ensino

    Elas dizem respeito à educação presencial ou a distância.

    Educação presencial: É a modalidade clássica de ensino. Alunos e professores frequentam o mesmo espaço físico, a sala de aula. Até 20% de um curso presencial pode ser ministrado a distância, segundo o MEC.

    Educação a distância (EAD): Caracteriza-se pelo emprego de meios e tecnologias de informação e comunicação no processo de ensino e aprendizagem, com estudantes e professores desenvolvendo atividades educativas em lugares ou tempos diversos. É a modalidade de ensino que mais cresce no país.

    Na EAD, a maior parte da carga horária é cumprida fora da instituição, em geral, por meio do ambiente virtual de aprendizagem, acessado pela internet. O estudante geralmente vai à faculdade para realizar atividades práticas e fazer as avaliações. Para a oferta de EAD, as instituições devem ter um credenciamento especial do MEC.

    Matrículas por modalidade de ensino

    Educação presencial 82,6%
    Educação a distância 17,4%

    Fonte: MEC, 2015

    4) Ingresso

    O Enem já é o principal processo seletivo do país, mas muitas instituições mantêm seus vestibulares próprios, combinados ou não com a nota do exame.

    Enem: O Exame Nacional do Ensino Médio foi criado em 1998, pelo MEC, com o objetivo inicial de avaliar o desempenho dos estudantes ao final do Ensino Médio. Mas passou a ser usado como vestibular para grande parte das universidades federais e estaduais, por meio do Sisu, e tem seu resultado considerado no processo seletivo de mais de 1,4 mil instituições privadas.

    Sisu: O Sistema de Seleção Unificada é uma plataforma informatizada do MEC por meio da qual cerca de 130 instituições públicas (federais e estaduais) de Ensino Superior oferecem vagas a candidatos participantes do Enem.

    Conheça os principais processos seletivos para o Ensino Superior

  • Lei de Cotas: A partir de 2016, segundo a Lei de Cotas, as universidades e institutos federais devem destinar 50% de suas vagas a alunos que cursaram o Ensino Médio integralmente na rede púbica. Metade desse percentual (25%) deve ser reservada para estudantes que têm renda familiar mensal per capita de até 1,5 salários mínimos (1.405 reais, em 2017). Também são destinadas vagas a pretos, pardos e indígenas de acordo com o percentual desses grupos em cada estado, segundo o IBGE.

    5) Bolsas e financiamentos

    Os principais programas são:

    ProUni: O Programa Universidade para todos oferece bolsas de estudo em instituições de ensino superior particulares a alunos que cursaram o Ensino Médio em escolas públicas, entre outras condições. O valor é uma doação e não precisa ser devolvido.

    Para concorrer ao benefício é preciso ter tirado 450 pontos no Enem e não ter zerado na redação. Há dois tipos de bolsas: as integrais (para quem tem renda familiar por pessoa de até um salario mínimo e meio – 1405 reais) e as parciais (de 50% da mensalidade; para quem possui renda familiar per capita de até três salários mínimos – 2.811 reais).

  • Fies: O Fundo de Financiamento Estudantil financia até quase 100% da mensalidade em instituições privadas. Como se trata de um financiamento (e não de uma bolsa), o valor precisa ser devolvido após a conclusão do curso, com juros de 6,5% ao ano. Para solicitar o Fies é preciso ter obtido 450 pontos no Enem, não ter zerado na redação e possuir renda familiar per capita de até 3 salários mínimos (2.811 reais). O valor do financiamento depende da renda familiar per capita e de quanto o valor da mensalidade compromete essa renda.

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