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Dicas para organizar suas finanças antes e durante o intercâmbio

Além de economizar, estudante deve colocar na balança se o investimento vale a pena

Por Priscila Bellini, do Estudar Fora 19 jan 2018, 16h34

Entre os brasileiros que desejam estudar fora, talvez essa seja a dúvida mais comum: como viabilizar o período fora do país. Antes de escolher o destino e fazer as malas, é necessário parar para pensar em dinheiro. E, uma vez no país de destino, o estudante deve manter a organização financeira como aliada.

Isso porque, por trás de uma experiência de intercâmbio, há muito dinheiro envolvido. Logo de cara, vêm os gastos com visto e passaporte, por exemplo. Entra para a lista o valor cobrado pelo curso no exterior, bem como materiais. Transporte, alimentação, seguro saúde, plano de celular e internet no exterior, lazer, dinheiro para emergências… Não à toa, é preciso pensar e repensar cada ponto.

Um bom começo de conversa é entender se a experiência vale mesmo o investimento. “O estudante deve sopesar a experiência no exterior face a seu plano de vida e carreira. É uma análise delicada, que cada estudante precisa fazer com calma, pesquisar e explorar ao máximo sua rede próxima antes de tomar sua decisão”, explica Jorge Vargas, CEO da Biva, a primeira plataforma de crédito estudantil coletivo do Brasil. Para alguns candidatos, embarcar para o outro lado do mundo não significará um aumento do salário ou ganhos mais imediatos. Como detalha Jorge Vargas, para outros estudantes, o que vale mesmo é o amadurecimento nesse período fora do país.

Na ponta do lápis

Se o intercâmbio é mesmo o caminho a seguir, chega a hora dos cálculos. Nessa equação complexa em direção à organização financeira, entram todos os fatores listados acima, que contemplam gastos principais para viver em outro país. O CEO da Biva simplifica a conta em termos mais práticos e apresenta uma fórmula certeira.

Para saber quanto guardar para se manter durante o tempo fora do Brasil, é necessário considerar o custeio mensal com base na média de gastos no país. Em seguida, multiplicar pelo Índice Big Mac do país, que toma como base do preço do lanche para medir o grau de sub-valorização de cada divisa em relação ao dólar americano. Depois, multiplicar pela taxa média cambial no último ano e pelo número de meses do intercâmbio. Depois do cálculo, basta acrescentar os 10%, do valor para reserva.

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Custeio mensal correspondente à média mensal de gastos no país x Índice Big Mac do país para onde se vai x Taxa média cambial último 12 meses x Número de meses do intercâmbio x 1,1 (10% de reserva)

Para o estudante de Engenharia Química Renan Kuntz, outro termômetro interessante é o dos blogs e sites de outros alunos brasileiros no exterior. Ele embarcou para a Universidade de Tulsa, nos Estados Unidos, e usou uma campanha de crowdfunding para financiar sua graduação no exterior. “Valores como o custo da universidade, plano de alimentação e de moradia, média de custo de material escolar, taxas envolvidas estão no site das universidades”, diz ele, que usou o recurso para estabelecer o quanto precisaria conseguir com a campanha. “Depois de calcular isso, é só subtrair o valor da bolsa que você recebeu e ver o que sobra”, sintetiza o brasileiro.

A partir daí, as opções são variadas: vão desde o crowdfunding a bolsas e financiamento estudantil. Outro ponto importante é buscar formas de baratear os custos para cada item do orçamento. Por exemplo, procurar descontos para estudantes em sites como o Student Universe, que oferece valores diferenciados de passagens aéreas. Também vale a pena contatar pessoas que moram no país de destino e perguntar sobre lugares mais baratos, por exemplo, para fazer compras. “Seja aberto na hora de perguntar, diga que você vem de outro país e que está ali apertando o cinto, precisando economizar”, diz Renan Kuntz.

Organização financeira em dia

Não basta apelar para a organização financeira apenas nos momentos anteriores ao intercâmbio. Durante o período, o ideal é manter tudo organizado em planilhas e ter noção de como o dinheiro será gasto. Vale também recorrer à universidade para verificar se alguma taxa pode ser parcelada, ou procurar empregos no campus para aumentar a renda.

“Crie uma planilha de gastos e divida por meses e por categorias, para saber para onde vai o seu dinheiro”, aconselha Renan. Com a renda extra de um trabalho na universidade, fica mais fácil estabelecer novas metas, por exemplo, para guardar dinheiro. “Guarde dinheiro e também use para coisas que te deem prazer”, ressalta o brasileiro. Se o jeito é apertar o cinto, opte pelas opções mais baratas e gratuitas, como parques e museus em dias específicos. Com a organização financeira em dia, fica mais fácil aproveitar ao máximo o intercâmbio.

Este artigo foi originalmente publicado por Estudar Fora, portal da Fundação Estudar

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