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Ministro da Educação propõe mudanças para a correção da redação do Enem

Textos que tirarem 1000 pontos vão passar por uma banca antes de receberem a nota final

Por da redação Atualizado em 16 Maio 2017, 13h56 - Publicado em 22 mar 2013, 18h01

O Ministro da Educação, Aloizio Mercandante, anunciou nesta sexta-feira (22) mudanças no método de correção das redações do Exame Nacional do Ensino Médio (MEC). A partir de agora, os textos que receberem nota máxima por dois corretores passarão por uma banca para confirmar a avaliação.

– Presidente do Inep explica por que redações com receita de miojo e hino de time não receberam nota zero no Enem

Hoje em dia, todas as redações são avaliadas por dois profissionais. Quando há uma diferença de 200 pontos ou mais entre as duas correções, o texto é encaminhado a um terceiro avaliador. Segundo a proposta do ministro, os próximos textos com nota de 1000 pontos (nota máxima do Enem), serão obrigatoriamente avaliados por uma banca com mais corretores.

Polêmica

Na edição de 2012, o Enem teve 2.084 redações com 1000 pontos. A mudança na correção foi proposta após a divulgação de alguns desses textos, que apresentavam erros de grafia, como "trousse" (trouxe), "rasoável" (razoável) e "enchergar" (enxergar).

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Para o professor André Valente, do cursinho da Poli, "há erros e erros". "É muito comum trocar uma letra ou cometer um erro de concordância ou regência. O importante é que o erro não tira o sentido do texto", explica. O presidente do Inep, Luíz Claudio Costa, também acredita que desvios gramáticais não são um erro grave. "Eles só não podem ser recorrentes", lembra.

O ministro Mercadante também destacou que redações com inserções consideradas "provocativas ou debochadas" vão tirar nota zero. No último Enem, foram detectadas cerca de 300 provas com trechos inadequados, como hino de clube de futebol e receita de miojo.

De acordo com ministro, foram afastados 394 corretores de provas que trabalharam no último Enem. "Eles estão em constante processo de avaliação também", explicou.

*Com informações da Agência Brasil

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