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Pela primeira vez, negros são maioria nas universidades públicas

A taxa de ingresso no Ensino Superior, por outro lado, ainda é menor que a da população branca

A pesquisa “Desigualdades Sociais por Cor ou Raça no Brasil”, divulgada pelo IBGE nesta quarta (13), mostra que, pela primeira vez, o índice de alunos pardos e negros matriculados em universidades públicas brasileiras superou a taxa de alunos brancos, alcançando 50,3%. 

O estudo também aponta que outras taxas educacionais melhoraram entre a população negra desde 2016, como a diminuição do abandono escolar e o aumento do ingresso no Ensino Superior. No entanto, quando se compara esses números com os índices da população branca, a desigualdade racial continua latente. 

A partir das pesquisas feitas durante o ano de 2018, o IBGE apontou que 78,8% dos jovens brancos entre 18 e 24 anos estão no Ensino Superior. Entre os negros na mesma faixa etária, essa porcentagem cai para 55,6%. A taxa de conclusão do Ensino Médio dessa parcela da população apresentou uma melhoria desde 2016 — de 58,1% para 61,8% — mas também continua menor do que de brancos (76,8%). 

É importante pontuar também que negros e pardos representam 55,8% da população brasileira e, portanto, por mais que sejam maioria nas universidades públicas, ainda estão proporcionalmente sub-representados.