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Primeira fase da Fuvest 2020 tem prova exigente – e não surpreende ninguém

No entanto, a prova se mostrou bastante atual ao abordar temas como o terraplanismo, a devastação da Amazônia e o incêndio no Museu Nacional

Quem sempre tem uma ponta de esperança de que a Fuvest vá apresentar uma prova menos conteudista e mais tranquila pode ter se frustrado um pouco com o exame deste domingo (24).  Mais uma vez, assim como nos últimos anos, a primeira fase foi “seletiva e privilegiou o aluno que se preparou com afinco”, como destaca o diretor da Oficina do Estudante, Marcelo Pavani. 

A opinião é compartilhada pelo diretor do Curso Anglo, Daniel Perry: “foi uma prova clássica, técnica, conteudista e de nível médio de dificuldade”. Quando comparada ao Enem e às primeiras fases da Unesp e da Unicamp, pode ser considerada uma prova menos abrangente, menos rica e menos sofisticada. A pouca contextualização, por sinal, é uma marca da Fuvest. 

Neste sentido, a disciplina que para os dois professores pode ser considerada um tanto surpreendente é Química, por ter apresentado questões mais extensas, contextualizadas e que exigiam interpretação. Curiosamente, esta foi apontada por vários candidatos como uma das disciplinas mais difíceis deste primeiro dia  talvez justamente por fugir do estilo da prova. 

A prova de Física e de Português também foi destacada pelos professores como difíceis, mas pela pouca contextualização e, no caso da Física, por muitas questões serem conceituais. 

Geografia trouxe uma das questões mais “polêmicas” da prova, que falava sobre terraplanismo. De uma forma geral, manteve um nível mediano, assim como a prova de História. Nesta última, Pavani destacou somente uma questão que falava sobre a África no período de pré-colonial, tema pouco presente no currículo do Ensino Médio.

Por fim, o troféu de disciplina mais simples da prova foi para Biologia, classificada por Perry como a prova mais fácil dos últimos anos. Em termos de atualidades, vale destacar, no entanto, a pergunta sobre o índice de queimadas na Amazônia, um assunto em alta principalmente no segundo semestre deste ano.

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