Clique e Assine a partir de R$ 20,90/mês

Primeira fase da Fuvest 2020 tem prova exigente – e não surpreende ninguém

No entanto, a prova se mostrou bastante atual ao abordar temas como o terraplanismo, a devastação da Amazônia e o incêndio no Museu Nacional

Por Taís Ilhéu 24 nov 2019, 22h31

Quem sempre tem uma ponta de esperança de que a Fuvest vá apresentar uma prova menos conteudista e mais tranquila pode ter se frustrado um pouco com o exame deste domingo (24).  Mais uma vez, assim como nos últimos anos, a primeira fase foi “seletiva e privilegiou o aluno que se preparou com afinco”, como destaca o diretor da Oficina do Estudante, Marcelo Pavani. 

A opinião é compartilhada pelo diretor do Curso Anglo, Daniel Perry: “foi uma prova clássica, técnica, conteudista e de nível médio de dificuldade”. Quando comparada ao Enem e às primeiras fases da Unesp e da Unicamp, pode ser considerada uma prova menos abrangente, menos rica e menos sofisticada. A pouca contextualização, por sinal, é uma marca da Fuvest. 

  • Neste sentido, a disciplina que para os dois professores pode ser considerada um tanto surpreendente é Química, por ter apresentado questões mais extensas, contextualizadas e que exigiam interpretação. Curiosamente, esta foi apontada por vários candidatos como uma das disciplinas mais difíceis deste primeiro dia  talvez justamente por fugir do estilo da prova. 

    A prova de Física e de Português também foi destacada pelos professores como difíceis, mas pela pouca contextualização e, no caso da Física, por muitas questões serem conceituais. 

  • Geografia trouxe uma das questões mais “polêmicas” da prova, que falava sobre terraplanismo. De uma forma geral, manteve um nível mediano, assim como a prova de História. Nesta última, Pavani destacou somente uma questão que falava sobre a África no período de pré-colonial, tema pouco presente no currículo do Ensino Médio.

    Por fim, o troféu de disciplina mais simples da prova foi para Biologia, classificada por Perry como a prova mais fácil dos últimos anos. Em termos de atualidades, vale destacar, no entanto, a pergunta sobre o índice de queimadas na Amazônia, um assunto em alta principalmente no segundo semestre deste ano.

    Continua após a publicidade
    Publicidade