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Sonha com uma vaga na Universidade de Oxford? O que você precisa saber

Saiba mais sobre processos seletivos, valores, bolsas de estudo e dicas para conseguir uma vaga em Oxford

Por Juliana Morales - 22 set 2020, 16h29

Na frente do desenvolvimento de uma das vacinas mais promissoras contra a covid-19, a Universidade de Oxford, mais uma vez, chama a atenção mundial e arranca suspiros de estudantes que sonham em fazer parte de uma das 38 faculdades da instituição britânica, com mais de 250 cursos de graduação e 300 de pós-graduação.

Raimundo Sousa, diretor internacional da OK Student, empresa de consultoria acadêmica para estudantes brasileiros que querem ingressar em uma universidade no Reino Unido, destaca que a instituição tem contribuído de forma notável para a medicina, ocupando papel importante na história da ciência e da pesquisa.

“Desde a concepção de ciência de Roger Bacon, com o estudo experimental e indutivo da natureza no século 13, passando pela descoberta de Dorothy Hodgkin da estrutura da penicilina durante a Segunda Guerra Mundial, Oxford foi responsável por algumas das descobertas médicas mais importantes do mundo”, conta o especialista.

A universidade mais antiga em língua inglesa, fundada em 1090, é a primeira no ranking de melhores universidades do mundo segundo o Times Higher Education. Não é à toa que Lewis Carroll, autor de Alice no País das Maravilhas, e J.R.R. Tolkien, de O Senhor dos Anéis, fazem parte da história da instituição. Além disso,  5% dos pesquisadores acadêmicos do Reino Unido estão lá e figuras de destaque, como a ativista Malala, 26 primeiros-ministros britânicos e 26 vencedores do Nobel se formaram em Oxford.

Estrangeiros em Oxford

Dos 24 mil alunos, 43% são estrangeiros na graduação. Na pós-graduação, os gringos são maioria (64%). Segundo levantamento da OK Student, de 2016 a 2017, 5 brasileiros faziam graduação e 55, pós-graduação. Em 2018, o número aumentou para 10 na graduação e 60 na pós. Já em 2019, o número de alunos brasileiros na Universidade de Oxford voltou para 5 na graduação e 55 na pós. 

“Existe maior procura por cursos de pós-graduação, em parte pela maturidade, disponibilidade e bagagem acadêmica que o estudante acaba desenvolvendo com o tempo e que auxilia muito para entrar no processo concorrido de candidatura”, explica Sousa. 

Como entrar na universidade de Oxford?

O processo para entrar em Oxford envolve diversas partes, entre elas carta de motivação, cartas de recomendação e testes padronizados (como o SAT ou o ACT, no caso da graduação, ou GRE ou GMAT, na pós-graduação). A seleção também pode envolver uma entrevista com uma banca examinadora – com perguntas bem curiosas, aliás. Será que você passaria na entrevista de admissão para Oxford? Entenda o que os examinadores realmente querem saber com as perguntas.

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Além disso, também é preciso fornecer documentos como diploma do ensino médio (e da graduação, no caso da pós), histórico acadêmico, um documento de identidade e certificado de proficiência em inglês.

Saiba mais neste vídeo do Estudar Fora, em parceria com o GUIA, que explica o processo de application para  universidades no Reino Unido.

Valores e bolsas de estudo para Oxford

Segundo o Estudar Fora, “para alunos de fora da União Europeia, estudar por lá custa entre £ 24.000 e £ 34.000 por ano, dependendo do curso”. Mas há programas de de bolsas de estudo para alunos estrangeiros. Na graduação, por exemplo, o programa de maior destaque é o Reach Oxford Scholarships. Muito concorrido, ele seleciona por ano alguns estudantes de fora para receber bolsas integrais de graduação em qualquer curso da instituição, menos Medicina.

Nas pós-graduação, as opções de programas são maiores: tem o Clarendon Fund, um fundo voltado para custear a pós-graduação de estudantes com desempenho acadêmico excelente. Ou o antigo programa de bolsas Rhodes, que seleciona anualmente cerca de 100 estudantes de diversos países.

Dica para realizar seu sonho de estudar em Oxford

Raimundo Sousa aconselha estudantes que sonham com uma vaga em Oxford que se envolvam verdadeiramente na área que desejam. Segundo ele, esse envolvimento naturalmente vai se refletir nas conquistas acadêmicas e profissionais, e vai fazer toda a diferença em processos seletivos muito concorridos como o da universidade. “Ir além de um desempenho acadêmico excepcional é fundamental para se destacar no processo e tirar o máximo proveito dessa oportunidade no ambiente acadêmico riquíssimo que irá encontrar estudando em Oxford”, diz Sousa.

 

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