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Trote: “senti na pele como é ser calouro” – PARTE 3

Repórter do GUIA DO ESTUDANTE se infiltra entre os "bixos" da Unicamp e conta como foi passar, mais uma vez na vida, pelo trote

Por por GUILHERME DEARO, em Campinas (SP) Atualizado em 16 Maio 2017, 13h55 - Publicado em 11 fev 2011, 15h29

Em busca de talentos: atlética faz cadastro dos calouros interessados em praticar algum esporte
Foto: Marina Piedade

Recepção
Primeiro foi José, da atlética, quem me cumprimentou e logo preencheu uma ficha sobre minhas habilidades esportivas e interesses. No meu caso, jogava tênis e futsal, mas estava interessado em arriscar no atletismo.

A urgência com a qual os “atleticanos” me abordaram não me espantou. Como conheço bem de minha faculdade, a primeira coisa que os veteranos de atlética fazem na matrícula é descobrir os novos alunos esportistas que podem reforçar os times. É preciso fazer bonito nos jogos universitários. E a Med-Unicamp precisa ganhar da Paulista (Unifesp) e da Pinheiros (USP)…

Depois era a hora de conhecer a loja da faculdade, onde muitas camisetas e casacos com as cores da faculdade me esperavam. E tinha, claro, o imprescindível jaleco branco. E não é que fiquei bem num deles? M era meu tamanho. Não comprei nada, mas havia pais que saíam com sacolas gigantescas nas costas.

O pessoal do centro acadêmico também não poupou simpatia e recebeu os calouros com sucos, água e biscoitos. Preenchi um questionário com uma veterana chamada Tay. Algumas perguntas foram surpreendentes: “sonho?”, “Objetivo para 2011?”, “Está solteiro?”. Opa!

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Esta última, com minha resposta afirmativa, deixou Tay animada. E a animação dela me deixou animado! Devia ter ficado na Unicamp, viu…

Tay foi quem também me deixou por dentro de uma das coisas mais importantes de uma faculdade que conta com muitos alunos de fora: o apadrinhamento. No apadrinhamento, os veteranos ajudam os “bixos” a arranjar um lugar pra morar nas primeiras semanas enquanto ele não se instala de vez. Ganhei um informativo com a descrição de várias repúblicas que aceitavam “bixos”, além de telefones e endereços de quitinetes, imobiliárias e apartamentos.

Uma preocupação visível de todos os veteranos era em relação ao nosso futuro, em saber se iríamos ficar mesmo, se não estávamos esperando resultados de outros vestibulares ou se já tínhamos passado em outras faculdades.

Não é à toa: universidades como a USP e a Unifesp têm cursos de Medicina muito tradicionais e respeitados, e podem acabar levando vantagem quando algum calouro passa tanto em seus vestibulares quanto na Unicamp (embora, na última avaliação do GUIA DO ESTUDANTE, os três cursos tenham obtido a nota máxima: cinco estrelas).

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