Guia do Estudante

Nova proposta de redação: A importância do voto consciente

Ana Lourenço | 26/06/2016

Alô, pessoal: já temos proposta de redação nova! Desta vez, o tema é A importância do voto consciente para a sociedade brasileira.

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Foto: Elza Fiúza/Agência Brasil

Para participar, você deverá criar um perfil de usuário na plataforma Imaginie, selecionar a proposta da semana e seguir as instruções para o envio da redação diretamente pelo site. Os primeiros a se cadastrarem por meio desse link terão direito a uma correção, sempre feita por dois ou mais professores, seguindo os mesmos critérios do Enem. O Guia do Estudante vai distribuir entre 50 e 250 correções gratuitas semanalmente.

Ao longo da semana seguinte, o blog publicará algumas das correções. Lembrando: toda semana teremos proposta nova e exemplos de redações corrigidas. 😉

Veja abaixo as instruções do tema da semana:

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema A importância do voto consciente para a sociedade brasileira apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista

TEXTO I

Antes do século 20, escolher representantes era privilégio de poucos

A história do sufrágio universal, o direito do ser humano de escolher de forma livre seus representantes mediante o voto, é bem recente. E ainda incompleta. Neste momento, menos de metade das pessoas do planeta vive em democracias. Mas essa situação já é um avanço considerável. (…)

O voto feminino foi uma conquista árdua. No Brasil, no início do século 20, a advogada carioca Myrthes de Campos (a primeira mulher a ingressar na Ordem dos Advogados do Brasil, em 1906) teve negado o pedido de participar das eleições. Esse direito só foi reconhecido às mulheres com o Código Eleitoral de 1932. E olha que o Brasil estava na vanguarda. Na Suíça e em Portugal, o “voto de saias” só virou lei, respectivamente, em 1971 e 1974.

Em compensação, no Brasil, o direito de voto aos analfabetos, previsto até 1889 e depois negado, só foi restabelecido a partir de 1985. Fomos o último país da América do Sul a fazê-lo.

Disponível em:<http://guiadoestudante.abril.com.br/aventuras-historia/sufragio-universal-eleicoes-436279.shtml> Acesso em 20 de jun. 2016 (Adaptado)

TEXTO II

Você liga a TV e as mesmas palavras aparecem: desvio de dinheiro público, improbidade administrativa, caixa 2. Sem falar nos deslizes que os governos cometem mesmo quando são bem-intencionados. Diante de tanta desilusão com a política no Brasil, muita gente decide chutar o balde, recusar todos os candidatos de uma vez e votar nulo. Outros se perguntam se, afinal de contas, o ato de anular tem algum valor para melhorar o país.

Na história, o voto nulo já foi uma bandeira ideológica. Era uma ideia básica dos anarquistas, um dos movimentos utópicos que nasceram no século 19 e fizeram sucesso no começo do século 20. Para eles, votar nulo era uma condição para manter a própria liberdade, se recusando a entregá-la na mão de um líder. (…)

Quando o país votava escrevendo em cédulas de papel, era comum aparecerem entre os vencedores personagens esquisitos, como o rinoceronte Cacareco, campeão de votos a vereador de São Paulo em 1958, ou o bode Cheiroso, eleito vereador em Pernambuco. (…)

O voto nulo não serve como protesto, mas como exercício de consciência: se o eleitor não conhece os candidatos bem o suficiente para votar neles, é melhor ficar quieto e não votar em ninguém. (…) O voto nulo pode ser um direito jogado fora, mas também uma escolha consciente de quem não se sente apto para tomar uma decisão.

Disponível em: <http://super.abril.com.br/cultura/adianta-votar-nulo> Acesso em 20 jun. 2016 (Adaptado)

TEXTO III

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Disponível em: <http://prof-marcosalexandre.blogspot.com.br/2010/10/charge-voto-consciente.html> Acesso em 20 jun. 2016

TEXTO IV

“Não há nada de errado com aqueles que não gostam de política, simplesmente serão governados por aqueles que gostam.”

Autoria desconhecida. Disponível em: <https://www.facebook.com/epocanegocios/posts/10150837374150465> Acesso em 20 de jun. 2016

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Leia a análise de mais uma redação sobre o tema Inclusão Digital

Ana Prado | 23/06/2016

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Com base na proposta da semana passada (clique para ver), os estudantes deveriam escrever uma dissertação sobre o tema “Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo.

Leia abaixo uma redação enviada por um de nossos leitores e veja a análise feita pelos professores da plataforma de correção Imaginie:

Inclusão digital: meta do Brasil contemporâneo

Não há como negar que boa parte dos brasileiros se rendeu aos celulares e computadores, principalmente, nos últimos anos, o número de adeptos cresceu muito. Mas é surpreendente ver dados do IBGE de 2013 que afirmam que menos de 50% dos jovens brasileiros tem acesso à internet.

A inclusão digital tem papel importantíssimo no desenvolvimento econômico do Brasil e na melhoria das condições de vida da população. Com a revolução da internet, qualquer um que não souber trabalhar com tecnologia poderá ser facilmente prejudicado. É preocupante saber que o governo comemora que a quantidade de internautas no Brasil seja maior que a população de países como Itália e França, quando o necessário é comparar os números e perguntar qual o índice de acesso a sistemas digitais lá, em países de primeiro mundo.

Exclusão social é consequência de exclusão digital, porque quem não tem oportunidade de sequer ter contato com tecnologia, não poderá competir com quem vive com isso diariamente. Para combater a desigualdade, seja regional ou social, é preciso inclusão. Também se tem ciência de que o avanço socioeconômico do país só se concretizará quando obtiver-se igualdade.

Os governos estaduais têm o dever de unir-se ao governo federal nessa causa: incentivar o uso de computadores em escolas sim, mas não só nelas, também em prefeituras e disponibilizar cursos gratuitos e atrativos naqueles locais de difícil acesso, possibilitando assim, um país com mais igualdades e avanços no cenário mundial.

Comentários:

Esse é um exemplo de redação que, se melhor estruturada, principalmente na construção da argumentação, pode conquistar uma boa nota no ENEM.

Na frase “Exclusão social é consequência de exclusão digital”, por exemplo, o estudante deveria ter invertido a frase, pois a exclusão digital é que é um reflexo das desigualdades sociais que o país enfrenta até hoje.

Como o ENEM cobra temas da atualidade, é necessário que o estudante leia mais livros, jornais, revistas e acompanhe o noticiário para não errar na hora de argumentar. Ao citar fontes de informação com base em obras, estudos científicos e fatos atuais ou históricos, diminui-se a possibilidade de refutação dos argumentos.

Outro ponto importante é que ele também poderia ter proposto soluções mais criativas e inovadoras para a solução do problema.

Dica dada, é hora de treinar com o próximo tema. Veja aqui.

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Veja como evitar 4 erros comuns na sua redação

guiadoestudante | 22/06/2016

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A correção da prova do Enem tem como base a avaliação de cinco competências: domínio da norma padrão da língua escrita; compreensão do tema proposto; capacidade de selecionar, organizar, relacionar e interpretar fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista; conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção do texto e elaboração de uma proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. O gênero cobrado é o dissertativo-argumentativo e sua estrutura exige pelo menos três partes: introdução, desenvolvimento e conclusão.

Alguns erros, como fuga ao tema ou ao gênero, cópia de textos motivadores, textos com menos de sete linhas e desrespeito aos direitos humanos na elaboração da proposta de intervenção, podem zerar a redação. Mas outros erros comuns, como o uso inadequado de conjunções, pontuação, acentuação e concordância, podem tirar pontos que irão fazer falta na sua nota final.

Veja quatro deles, com exemplos reais tirados de redações enviadas por estudantes para a proposta que publicamos na semana passada:

Erro 1: Não usar vírgula antes de conjunções adversativas

Exemplo: “O acesso a informações é algo comum porém não para algumas regiões do país.”

O certo seria: “O acesso a informações é algo comum, porém não para algumas regiões do país.”

A vírgula deve ser usada antes das conjunções adversativas (mas, porém, contudo, todavia, entretanto, no entanto) e também das conclusivas (logo, portanto, por isso, por conseguinte, então).

Mas atenção: o uso da vírgula antes da conjunção “mas” será facultativo se essa palavra tiver valor aditivo, como na expressão “mas também”. Por exemplo, você pode escrever “Não só as roupas mas também os livros estão muito caros ultimamente” ou “Não só as roupas, mas também os livros estão muito caros ultimamente”.  Nesse caso, as duas formas estão corretas.

Erro 2: Não usar as conjunções adequadamente

Exemplo: “Ter um computador e porém não saber utilizá-lo pode não ser de grande valia.”

“Porém” é uma conjunção adversativa, que dá ideia de oposição. Ela foi usada indevidamente na frase, pois a ideia não é de oposição, e sim de adição.

Erro 3: Não diferenciar as palavras “tem” e “têm”

Exemplo: “Dessa forma, esses programas tem sido usados por muitos como instrumento de trabalho, estudo.”

Como o sujeito está no plural, o “tem” deve ser acentuado. Ele tem, eles têm.

Erro 4: Confusão no uso de cujo/cuja.

Exemplo: “Estados com baixo índice de desenvolvimento humano, cuja a renda per capita também é baixa...”

Esse é um erro recorrente e o aluno deve ficar atento para não cometer. Depois de cujo ou cuja não há artigo. O correto seria “cuja renda per capita”.

>> Veja outras explicações sobre erros comuns no blog Dúvidas de Português!

Quer treinar para a redação do Enem? Então veja o tema da semana e envie seu texto até domingo! Ele poderá ser corrigido gratuitamente pela plataforma Imaginie e até ser publicado aqui no blog.

 

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Categoria: Dica, Redação

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Exemplo de redação nota 1000 – Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo

guiadoestudante | 21/06/2016

Como dissemos em um post anterior, a parceria do Guia do Estudante com a plataforma Imaginie envolve não só a correção gratuita de 50 a 250 redações dos leitores por semana, mas também a publicação de algumas dessas redações comentadas pelos corretores. Veja a primeira delas:

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Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo
Elaborada para a proposta publicada na semana passada e disponível aqui

Em um cenário globalizado, as tecnologias da informação ganham cada vez mais prestígio e sua utilização está presente em vários segmentos sociais, integrando inclusive programas educacionais. Com o notável advento e modernização dos meios de comunicação, a tendência é uma progressiva inclusão digital, iniciada nos países desenvolvidos, e que está se disseminando para os países emergentes e subdesenvolvidos gradualmente. A inclusão digital é uma das metas a serem alcançadas no cenário brasileiro atualmente, e que possui um papel imprescindível no desenvolvimento da nação.

No aspecto de acesso às tecnologias e à internet, o Brasil apresenta um cenário heterogêneo, com regiões onde o índice de inclusão é extremamente elevado, contrastando com a deplorável situação de cidades que não apresentam sequer saneamento básico e fornecimento de energia elétrica. Nesse contexto, a inclusão digital de forma coesa no país é dificultada, sobretudo, pela falta de investimento em programas que solidifiquem a base da sociedade. Sem uma base sólida, como saúde e educação bem estruturadas, a implementação de novas tecnologias, que demandam maior nível de investimento, ficam mais defasadas.

Apesar de todos os aspectos supracitados, a nação está em 72º no ranking global de taxa de acesso às tecnologias da informação, segundo o índice Integrado de Telefonia, Internet e Celular. Esse fato corrobora o fato de que há acesso às tecnologias da informação e à inclusão social, mesmo não sendo uma posição desejável para países de potencial econômico como o Brasil. Com o aumento da integração das tecnologias, as projeções futuras apontam para uma crescente digitalização da sociedade, que acarreta diretamente a integração digital da população.

Portanto, é imprescindível que a atenção seja voltada para o setor de telecomunicações pelas esferas governamentais, para que haja a plena inclusão digital e a difusão dos meios tecnológicos entre a população. Para isso, é inadmissível a persistências das condições atuais de saúde e educação. É de extrema importância também a integração entre as diversas partes do país, que apresenta dimensões continentais. Com isso, o desenvolvimento econômico não será voltado exclusivamente para o sudeste e para o sul, atraindo investimentos nas áreas menos populosas. E como consequência, o Brasil terá grandes chances de subir muitas posições no ranking, desenvolver sua economia e melhorar as condições de vida de seus cidadãos.

Comentários dos corretores:

Este é um exemplo de uma redação que seguiu bem os critérios cobrados no Enem. O estudante compreendeu bem a proposta de redação e soube escolher bons argumentos. O texto é bem estruturado e escrito de forma coesa e coerente.

Competência I – Demonstrar domínio da norma culta: O estudante demonstrou ter domínio da norma culta e não cometeu nenhum erro grave.

Competência II – Compreender a Proposta: Compreendeu bem a proposta e em nenhum momento fugiu ao tema proposto ou do gênero dissertativo-argumentativo.

Competência III – Selecionar, relacionar argumentos: Ele soube construir bem os argumentos para defesa de seu ponto de vista, falou da dificuldade da inclusão digital no Brasil e que, além disso, o país apresenta outros problemas graves de infraestrutura que precisam ser sanados.

Competência IV – Conhecer os mecanismos linguísticos para a construção da argumentação: Na construção da redação o estudante usa bem os conectivos, seu texto é coeso e as ideias são bem estruturadas, de fácil entendimento.

Competência V – Elaborar a proposta de solução para o problema: Por último, a proposta de intervenção, o aluno propôs melhorias possíveis de serem realizadas e que respeitaram os direitos humanos.

Fique de olho no blog. Toda segunda tem um tema novo para você treinar e as 250 pessoas que se cadastrarem primeiro terão sua redação corrigida gratuitamente. O tema desta semana está disponível aqui.

Se tiver dúvidas na hora de elaborar sua redação, veja algumas dicas aqui.

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Nova proposta de redação: Vida urbana no século XXI

Ana Lourenço | 20/06/2016

Já está disponível a nova proposta de redação da semana! Desta vez, o tema é Vida urbana no século XXI: A cidade é para todos?

vida urbana
Imagem: iStock

Para participar, você deverá criar um perfil de usuário na plataforma Imaginie, selecionar a proposta da semana e seguir as instruções para o envio da redação diretamente pelo site. Os primeiros a se cadastrarem por meio desse link terão direito a uma correção, sempre feita por dois ou mais professores, seguindo os mesmos critérios do Enem. O Guia do Estudante vai distribuir entre 50 e 250 correções gratuitas semanalmente.

Ao longo da semana seguinte, o blog publicará algumas das correções. Lembrando: toda semana teremos proposta nova e exemplos de redações corrigidas. 😉

Veja abaixo as instruções do tema da semana:

A partir da leitura dos textos motivadores e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija texto dissertativo-argumentativo na modalidade escrita formal da língua portuguesa sobre o tema Vida urbana no século XXI: A cidade é para todos?, apresentando proposta de intervenção, que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

TEXTO I

Chama-se gentrificação (do inglês gentrification) o fenômeno que afeta uma região ou bairro pela alteração das dinâmicas da composição do local, tal como novos pontos comerciais ou construção de novos edifícios, valorizando a região e afetando a população de baixa renda local. Tal valorização é seguida de um aumento de custos de bens e serviços, dificultando a permanência de antigos moradores de renda insuficiente para sua manutenção no local cuja realidade foi alterada.

Disponível em: <https://pt.wikipedia.org/wiki/Gentrifica%C3%A7%C3%A3o> Acesso em 10 jun. 2016

TEXTO II

Sempre cabe mais um: de onde vem tanta gente?

Segundo dados da ONU, hoje a migração de áreas rurais responde por apenas 25% do crescimento das cidades. A maioria das pessoas que vai para uma metrópole já morava em áreas urbanas – nas quais, devido ao subdesenvolvimento econômico, não encontrava boas oportunidades de vida. É o caso dos bolivianos que vendem frutas em Buenos Aires, ou dos filipinos que tentam a vida em Tel-Aviv. Em Lagos, na Nigéria, foi o boom do petróleo que fomentou a explosão demográfica. E a indiana Hyderabad atrai 200 mil pessoas por ano com suas empresas de alta tecnologia – tanto que já é conhecida como “Cyberabad”. Os novos habitantes das metrópoles não são gente caipira. Muito pelo contrário.

Outra coisa: as altas taxas de natalidade, e não a migração, são as principais responsáveis pelo crescimento urbano.

Disponível em: <http://super.abril.com.br/cultura/sempre-cabe-mais-onde-vem-tanta-gente-447660.shtmlAcesso em: 19 mai. 2015. (Adaptado)

TEXTO III

A prefeitura de Paris publicou um plano governamental radical para deter o processo de gentrificação pelo qual passam os bairros centrais da capital francesa: através de um comunicado oficial, o governo regional anunciou uma lista de 257 endereços – 8.021 apartamentos – onde a prefeitura terá o direito de impedir a venda dos imóveis com a finalidade de convertê-los em moradias subsidiadas.

O apartamento será vendido pelo preço de mercado. No entanto, o preço oferecido seria decidido pela prefeitura, e não pelo vendedor. Se o proprietário recusar a oferta, pode apelar a um juiz independente e pedir nova oferta ou tirar a propriedade do mercado. O que o proprietário não pode fazer é vender o apartamento a um terceiro sem antes oferecê-lo à prefeitura.

Ian Brossat, funcionário da prefeitura de Paris, justifica a medida:

“Optar por diversidade e solidariedade, contra a exclusão, o determinismo social e a lógica centrífuga do mercado (imobiliário). Também ajuda a reduzir as desigualdades entre o leste e o oeste de Paris. Em particular, onde o desenvolvimento da oferta social é insuficiente.”

Disponível em: <http://www.archdaily.com.br/br/759927/paris-anuncia-medidas-radicais-para-impedir-gentrificacao> Acesso em 19 mar. 2016

TEXTO IV 

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Disponível em: <http://blog.clickgratis.com.br/intervencaourbanacc8/603317/charges-vamos-repensar-o-espaco-que-ocupamos.html> Acesso em 19 mar. 2016

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Guia do Estudante fecha parceria para oferecer correções de redação; veja o primeiro tema

Ana Prado | 14/06/2016

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O Guia do Estudante acaba de fechar uma nova parceria: a partir de agora, você poderá ter suas redações corrigidas por meio da plataforma Imaginie.

Funcionará assim: toda semana, publicaremos neste blog um novo tema de redação a ser desenvolvido. Então, você deverá criar um perfil de usuário na Imaginie (é só entrar neste endereço, clicar em “Criar sua conta” e preencher todos os campos), selecionar a proposta da semana e seguir as instruções para o envio da redação diretamente pela plataforma. A cada semana, os primeiros a se cadastrarem por meio desse link terão direito a uma correção, sempre feita por dois ou mais professores seguindo os mesmos critérios do ENEM. O Guia do Estudante vai distribuir entre 50 e 250 correções gratuitas semanalmente.

Além disso, ao longo da semana seguinte, iremos publicar algumas dessas correções aqui no blog – desta forma, todo mundo poderá estudar com exemplos e terá a chance de aprender com os erros e acertos dos colegas. Toda semana haverá uma nova proposta no blog e todos os dias teremos exemplos de redações enviadas pelos leitores e corrigidas pela plataforma.

Leia a proposta desta semana e envie seu texto! 

A partir da leitura dos textos motivadores seguintes e com base nos conhecimentos construídos ao longo de sua formação, redija um texto dissertativo-argumentativo em norma padrão da língua portuguesa sobre o tema Inclusão digital: uma meta do Brasil contemporâneo, apresentando proposta de intervenção que respeite os direitos humanos. Selecione, organize e relacione, de forma coerente e coesa, argumentos e fatos para defesa de seu ponto de vista.

Atenção: Nesta semana, todos os 250 primeiros a enviarem o texto terão a correção gratuita por meio da plataforma. E, destes, 10 terão a redação publicada neste blog pelo Guia do Estudante. 

TEXTO I 

O Brasil está na média mundial quando o assunto é acesso a tecnologias da comunicação, mas as desigualdades internas são grandes: o acesso em Moema, bairro nobre da zona sul da capital paulista, é tão bom quanto na Holanda. Segundo o Índice Integrado de Telefonia, Internet e Celular (Itic), lançado nesta terça-feira no Rio pelo Centro de Políticas Sociais da Fundação Getúlio Vargas (FGV), a taxa de acesso a essas tecnologias no Brasil ficou em 51,3%, deixando o País em 72º lugar no ranking global.

No ranking nacional, o estudo da FGV usa o Censo 2010 como base de dados. As melhores cidades são São Caetano do Sul (82,6%), Santos (78,2%), Florianópolis (77%), Vitória (76,6%) e Niterói (76%).

Segundo o economista Marcelo Neri, pesquisador do CPS/FGV e coordenador do estudo, essas cidades já se destacam em termos de renda per capita e Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). A pior cidade do País no ranking do Itic é Fernando Falcão, no Maranhão, com 3,7%.

Disponível em: <http://veja.abril.com.br/noticia/economia/inclusao-digital-espelha-desigualdades-do-brasil> Acesso em 06 jun. 2016

TEXTO II 

Os impactos sociais da informática, conquista da ciência e da tecnologia, são capazes de levar a uma transformação maior que a da máquina a vapor. Uma sociedade baseada cada vez mais na troca de valores simbólicos, do dinheiro à informação, vai mudar o eixo da economia, acabar com o conceito atual de trabalho, valorizar mais que tudo o conhecimento e a aprendizagem. Neste cenário, os excluídos serão cada vez mais excluídos – com o poder se concentrando nas esferas virtuais (com profundo controle nas esferas reais) – a não ser que se implementem eficazes e massivas ações para promover sua “inclusão digital”.

Na educação, a internet traz um potencial inovador ímpar, pois permite superar as paredes da sala de aula, com a troca de idéias com alunos de outras cidades e países, intercâmbio entre os educadores, nacional e internacionalmente, pesquisa online em bancos de dados, assinatura de revistas eletrônicas e o compartilhamento de experiências em comum

Disponível em: <http://www.cidec.futuro.usp.br/artigos/artigo6.html> Acesso em: 06 jun. 2016

TEXTO III 

charge redacao
Disponível em: <https://wj132inclusaodigital.wordpress.com/cidadania/> Acesso em 06 jun. 2016

TEXTO IV 

Segundo Tiago Mattos é multiempreendedor, educador, palestrante, A revolução da internet já passou e, agora, o futuro aponta para uma integração cada vez maior entre homens e tecnologias. O pensamento humano é linear. Já o pensamento dos computadores funciona de acordo com uma lógica exponencial. A cada dezoito meses, mais ou menos, nossa capacidade duplica. Por isso, a velocidade da evolução é cada vez maior,

As interações entre os objetos e o humanos devem se intensificar e se complexificar. “Este é um processo irreversível. Se já temos smartphone, SmarTVs… as coisas ficarão cada vez mais ‘espertas’ e nós, humanos, somos apenas mais uma dessas coisas.

Disponível em: <http://super.abril.com.br/tecnologia/internet-e-coisa-do-passado> Acesso em 06 jun. 2016 (Adaptado)

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Categoria: Correção

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5 temas surpreendentes de redação nos últimos vestibulares

Paulo Montoia | 09/06/2016

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Imagem: Giphy

Muitos candidatos se descabelaram ao se deparar com a prova de redação de alguns vestibulares recentes, seja por causa do formato pedido, seja por conta do tema a ser explorado. Separamos aqui alguns deles (e disponibilizamos os links para baixar cada prova, caso você queira encarar o desafio):

Escreva um panegírico?

A Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes) deve ter espantado os calouros de 2015. A prova pedia, como era habitual, três textos que, juntos, valiam 10 pontos. O mais valioso (4 pontos) era o primeiro: “Elabore um panegírico (discurso elogioso a alguém ou a algo), em prosa, tendo como base os textos da coletânea.”

O problema é que a coletânea trazia apenas a definição de ética no dicionário, e um cartaz sobre ética: “Imagem não é nada. Ética é tudo. Alguns valores não se compram.”

Baixe a prova da Ufes 2015.

Fique índio!

Mais amigável, a Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) oferece três propostas de texto para escolha do candidato. Mas olha a primeira da prova de 2016: “Crie uma lenda a ser contada por um sábio indígena às crianças de sua aldeia.” Trazia coletânea de apoio, mas ajudava pouco ou nada.

Baixe a prova da UFSC.

Com molho especial?

A prova de redação do vestibular 2016 de Direito da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo (FGV-SP) realmente procurou levar o vestibulando a refletir sobre si mesmo com o tema: “Amo muito tudo isso!”. Sim, o slogan da rede de hambúrgueres. O problema era o que foi solicitado:

Redija uma dissertação em prosa, na qual você discuta a visão de mundo e os valores implicitamente transmitidos pelo anúncio, argumentando de modo a deixar claro seu ponto de vista sobre o assunto.” Teve candidato que perdeu a fome na hora!

Baixe a prova da FGV.

Uma mentirinha só, baby?

Parada dura! A prova para o curso de Economia da FGV-SP, no primeiro semestre de 2016, também não foi fácil. O tema da dissertação: “É correto mentir para evitar problemas de convivência social?”. O problema é que os textos da coletânea estavam “mais pra lá do que pra cá”, digamos. Que tal Nietzsche e Platão destacando características positivas de mentir? Dos quatro textos da coletânea, só um trazia crítica aberta.

Baixe a prova da FGV.

Ajude um detento!

A prova da disputada Faculdade de Medicina de Marília (Famema, instituição pública do governo paulista) também surpreendeu. Você sabia que existem programas estaduais que permitem aos presidiários reduzir dias de suas penas pela leitura de cada livro? Pois a coletânea trazia textos sobre esses programas no Paraná, Ceará e São Paulo. A questão foi: “A leitura deve ser uma medida para a redução da pena de presidiários?” O que está em discussão, claro, é esse aspecto da intenção de ressocialização dos presos.

Baixe a prova da Famema.

 

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“Cala a boca, você fuma!” – Conheça a falácia ad hominem

Ana Prado | 19/05/2016

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Um retrato do Brasil hoje. Vale avisar: os prints deste post têm caráter meramente ilustrativo

Uma prática muito comum em discussões (especialmente aquelas que despertam grandes paixões) é a de fugir do assunto em questão e atacar a pessoa que está falando. Essa é a chamada falácia ad hominem (do latim, “contra a pessoa”).

>> Leia também: Conheça – e evite – a falácia do falso dilema

O vídeo abaixo é exagerado de propósito, mas ilustra muito bem uma das formas como isso pode acontecer:

A falácia do argumento ad hominem pode assumir a forma de um ataque direto a características pessoais do seu oponente, sejam elas reais ou imaginadas (gênero, nacionalidade, partido político, orientação sexual, aparência, religião, hábitos, temperamento etc.).

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Mas esse ataque também pode ser mais sutil para colocar em dúvida o caráter do enunciador, sua motivação ou até mesmo a sua capacidade intelectual de propor uma ideia ou argumento válido.

O objetivo é sempre o mesmo: desviar a atenção para o enunciador a fim de que não seja preciso rebater seu argumento ou ideia.

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Além de conter um ataque direto, o comentário acima chama a atenção para supostos erros de pontuação no que seu oponente escreveu, o que talvez vise deslegitimar o que a pessoa teria dito. Não há qualquer menção à ideia que está sendo discutida.

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Em um comentário muito comum em portais, a pessoa, em vez de apontar aquilo que julga incorreto em uma matéria, ataca o veículo que a publicou: foge do tema que está sendo discutido (neste caso, a publicação era sobre a ditadura militar no Brasil, mas o comentário fala sobre outra coisa), ofende o autor da matéria e sugere a existência de interesses escondidos, visando comprometer a integridade do veículo.

Como evitar?

É muito fácil cair nessa falácia, mas procure sempre isolar o argumento em uma discussão e tratar exclusivamente dele. Lembre-se de que, embora possam influenciar suas posições, o caráter ou circunstâncias da pessoa geralmente nada têm a ver com a verdade ou falsidade dos argumentos em si.

 

 

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Conheça – e evite – a falácia do falso dilema

Ana Prado | 13/05/2016

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A imagem ilustra o que significa um falso dilema: é como se você só tivesse dois caminhos possíveis, geralmente um certo e outro errado, quando na verdade tem outras opções (Foto: iStock)

Saber argumentar é necessário para mandar bem nas provas de redação que pedem dissertações, como a do Enem e a da Fuvest. Mas não só: essa habilidade é também fundamental para que você possa construir e defender suas opiniões em qualquer outro contexto.

Uma argumentação, quando utiliza o raciocínio, pode ser bem construída ou falaciosa. Quando bem construída, sua tese é apoiada por evidências organizadas de forma lógica. Quando falaciosa, contém uma falácia, ou seja, um erro de raciocínio que leva a uma conclusão incorreta (embora possa ser, muitas vezes, bem convincente).

Falácias podem ser usadas de propósito, visando manipular opiniões, mas é muito mais comum que ocorram por acidente, sem que se tenha essa má-fé: nenhum de nós está livre de cometer esse tipo de erro, seja por falta de atenção, por falta de conhecimento ou por não termos tido tempo de pensar melhor no que estamos dizendo.

É preciso ficar atento ao fato de que encontrar um argumento falacioso não quer dizer que a tese defendida está necessariamente incorreta – significa apenas que aquele determinado argumento não é válido. (Se todos os argumentos que apoiam a tese são falaciosos, no entanto, é necessário repensá-la!).

Em uma série de posts que começa agora, vamos apresentar algumas das falácias mais comuns e apresentar exemplos de cada uma. Saber reconhecê-las é útil não apenas para defender suas opiniões, mas também para refutar argumentos que parecem confiáveis, mas são falsos. Nossa primeira falácia é a do falso dilema.

Falso dilema

Envolve apresentar um número limitado de alternativas – na maioria das vezes, fala-se como se houvesse apenas duas – quando, na verdade, há mais. Essa falácia está ligada a uma visão limitada e simplista, que não leva em conta as múltiplas variáveis e contextos envolvidos em uma situação.

Exemplo:

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No comentário acima, o autor admite apenas duas alternativas: um governo comandado por militares ou um governo semelhante ao de Fidel Castro, que levaria tanto o Brasil quanto o Chile a uma história igual à de Cuba (que ele diz ter ficado “presa ao passado” devido a esse governo).

Esse argumento ignora outras possibilidades de formas de governo (que não fossem nem a de uma ditadura militar nem a de uma ditadura comunista) e de desdobramentos da forma de governo escolhida (sem os militares, os países necessariamente teriam o mesmo destino que Cuba, mesmo com características históricas, sociais, naturais e econômicas distintas).

Veja outros exemplos:

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Aqui, são aceitas apenas duas situações possíveis: ter votado na Dilma e não poder reclamar posteriormente de preços altos, ou não ter votado e aí, sim, ter o direito de reclamar. Acontece que uma pessoa tem o direito de reclamar sobre o que bem entender e esse direito não está vinculado ao seu voto em um ou outro candidato. Logo, uma pessoa pode ter votado na Dilma e reclamar, bem como não ter votado e não querer reclamar.

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O tuíte acima comete um erro comum em discussões sobre temas polêmicos: reduzir uma situação complexa a apenas dois lados possíveis. Ignora-se que é possível não concordar com nenhuma das duas partes apresentadas, ou concordar apenas parcialmente com uma delas ou até mesmo com as duas.

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Embora condene a generalização, o post acima começa com uma – o que também é uma falácia, mas trataremos dela em outro post. O que nos interessa aqui é novamente aquele papo de preto-ou-branco: se você tem medo da polícia, tem que ser “vagabundo, bandido, desordeiro”, pois gente de bem não tem por que temê-la. Acontece que há muitos “vagabundos e bandidos” que não têm medo algum da polícia, bem como inúmeras pessoas “de bem” que a temem: há motivos variados para a presença ou a falta desse medo, que não se resumem ao fato de a pessoa ter cometido ou não um crime.

Fica a sugestão para um exercício: dê uma olhada nos posts que aparecem no seu feed do Facebook e veja quantos falsos dilemas você consegue encontrar. Nestes tempos de crise política, o número provavelmente será bem elevado.

 

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Não é só pelo Enem: 40 universidades públicas ainda têm vestibular com redação

Paulo Montoia | 04/05/2016

Cropped shot of a handsome young student working diligently in his classroom

iStock

 

Onze universidades federais e 29 universidades estaduais ainda mantêm vestibulares próprios, com prova de redação. Ou seja, você pode não depender só da redação da prova do Enem para garantir uma vaga em uma universidade pública. Surpreso?

Explicamos. Muitas universidades optaram por manter vestibular próprio (ou parte dele) por terem, de qualquer forma, que realizar as provas de habilidades específicas, como aquelas para os cursos de música e arquitetura.

Algumas, como a Universidade de Brasília (UnB), só aderiram à prova do Enem e ao Sistema de Seleção Unificado (Sisu) para o ingresso no início do ano, e mantém vestibular próprio no meio do ano. Outras, como a Universidade Federal do Rio Grande do Sul, utilizam a nota do Enem apenas parcialmente para o ingresso. A grande maioria é formada pelas estaduais. Vale a pena ficar ligado. Veja quais são elas em 2016:

Veja um passo a passo para a redação nota 10

Federais

UFGD-MS Universidade Federal da Grande Dourados
UFPE Universidade Federal de Pernambuco
UFPR Universidade Federal do Paraná
UFRGS Universidade Federal do Rio Grande do Sul
UFRR Universidade Federal de Roraima
UFS Universidade Federal de Sergipe
UFSC Universidade Federal de Santa Catarina
UFTM-MG Universidade Federal do Triângulo Mineiro
UFU-MG Universidade Federal de Uberlândia
UnB-DF Universidade de Brasília
Unifesp Universidade Federal de São Paulo

Estaduais

Udesc Universidade do Estado de Santa Catarina
UEA Universidade do Estado do Amazonas
Uece Universidade Estadual do Ceará
Uefs Universidade Estadual de Feira de Santana
UEG Universidade Estadual de Goiás
UEL Universidade Estadual de Londrina
UEM Universidade Estadual de Maringá
Uema Universidade Estadual do Maranhão
Uemg Universidade do Estado de Minas Gerais
Uenp Universidade Estadual do Norte do Paraná
UEPG Universidade Estadual de Ponta Grossa
Uerj Universidade do Estado do Rio de Janeiro
UERR Universidade Estadual de Roraima
Uesb Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia
Uncisal Universidade Estadual de Ciências da Saúde de Alagoas
Uneb-BA Universidade do Estado da Bahia
Unemat Universidade do Estado de Mato Grosso
Unesp Universidade Estadual Paulista
Unespar Universidade Estadual do Paraná
Unicamp Universidade Estadual de Campinas
Unicentro-PR Universidade Estadual do Centro-Oeste
Unimontes MG Universidade Estadual de Montes Claros
Unioeste Universidade Estadual do Oeste do Paraná
Unitins Fundação Universidade do Tocantins
Univesp Universidade Virtual do Estado de São Paulo
UPE Universidade de Pernambuco
Urca-CE Universidade Regional do Cariri
USP Universidade de São Paulo
UVA-CE Universidade Estadual Vale do Acaraú

Veja todos os temas de redação que já caíram no Enem 

Vídeodica: como escrever uma boa dissertação

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