Guia do Estudante

Análise de texto para a proposta sobre a Copa no Brasil

Ana Prado | 13/08/2014

Alternative Views - 2014 FIFA World Cup
Imagem: Clive Rose/Getty Images Sport

Com base na proposta de redação extraída do vestibular de inverno 2014 da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), o estudante deveria abordar, em um texto argumentativo, as implicações de uma Copa do Mundo no Brasil e seus possíveis efeitos em nossa estrutura social e econômica.

Leia o texto escolhido:

Os Impactos da Festa

          Dois dias após a final da Copa do Mundo, ainda encontramos muitas pessoas nostálgicas com os jogos e com a festa feita aqui no Brasil, afinal, uma copa realizada no “país do futebol” não pode deixar a desejar no quesito animação, entretanto, a parte essencial para a realização do evento, costuma passar despercebida, assim, como o legado deixado por ela.

         Há muito, vemos críticas na imprensa, e até mesmo, nas ruas, sobre os gastos exorbitantes com as obras e com a construção de estádios, em que se afirma serem os novos “elefantes brancos” brasileiros, no entanto, existem projetos para a utilização desses locais em grandes espetáculos, além, de já ter sido comprovado que os investimentos empregados na copa são muito pequenos se comparado com que o governo gasta em saúde e educação anualmente, haja vista, que existem exemplos de outros países que já sediaram o mundial e que aproveitam as gigantescas estruturas como fonte de renda, como é o caso da Alemanha, que baixa os preços dos ingressos para mais pessoas terem acesso. Há também, as obras de infraestrutura, em especial, as de mobilidade urbana, que melhoram a qualidade de vida da população, mesmo depois da copa.

        Apesar da euforia do momento, a primeira semana de jogos acumulou mais de vinte protestos pelas cidades sedes, representando um a tentativa frustrada de parte da população de acabar com as mazelas que afligem a sociedade, esquecendo essas pessoas, que os problemas sociais e a corrupção do Brasil advêm de muitos séculos e que a solução para estes, não ocorrerá instantaneamente. No entanto, as festividades foram otimistas para a economia, deixando não só números positivos para o comércio e para o setor de serviços, mas também, para famílias que alugaram suas casas.

         A Copa do Mundo de 2014 deixou um rastro de melhorias para o Brasil, representou oportunidades para alguns e festividades para outros, mas para todos os brasileiros, constituiu um sentimento de nação e amor pela pátria. 

 

Leia agora a análise da professora de redação da Oficina do Estudante, Ednir Barboza:

O tema é bastante amplo e na proposta não há instruções limitadoras. Por isso, a aluna poderia escrever livremente sobre o tema: as implicações e os efeitos da Copa do Mundo no Brasil.

No que diz respeito a implicações, a aluna poderia discorrer sobre as preocupações que cercaram a organização desse evento no Brasil: a falta de planejamento, o atraso na execução das obras, a preocupação com o desenrolar das atividades, como deslocamento aéreo e terrestre, hospedagem, informações seguras para turistas e atletas, segurança, etc. Quanto aos efeitos na estrutura social e econômica, seria importante dispor de dados mais técnicos e precisos: abordar a finalidade dos estádios pós-copa, a melhoria no sistema de transporte, números que revelassem como a população de baixa renda se beneficiou com o mega evento. Para escrever um bom texto, a aluna deveria ter lido bastante sobre o assunto ou visto entrevistas e comentários nos meios de comunicação.

Vejamos o que ela fez. Ela escreveu de forma muita generalista sobre o tema. Repetiu o que se falou e comentou antes e depois da Copa, mas não foi específica em suas afirmações. Não dissertou sobre o tema; limitou-se a expor algumas ideias fartamente discutidas, porém sem profundidade. O texto dissertativo requer uma análise crítica e argumentativa sobre um ponto de vista. É um texto que se inicia com uma proposição que será analisada, dissecada e explorada durante os demais parágrafos. Se o texto não se inicia com essa proposição, que chamamos de tese, dificilmente teremos uma dissertação, pois não há como dar continuidade à discussão e exposição das ideias.

Portanto, o texto não pode ser considerado argumentativo, como requer a proposta. Além disso, as ideias se truncam dentro dos parágrafos, sem aprofundamento, coesão ou encadeamento. No primeiro parágrafo, ela fala de nostalgia, festa, animação, ignorância e legado.  Parte, no segundo parágrafo, para a enumeração de outros aspectos: gastos, elefantes brancos, comparações (sem revelar números ou porcentagens); cita a Alemanha, preços de ingressos… Ou seja, as ideias se misturam sem definição ou objetivo. No terceiro parágrafo, fala dos protestos, da perpetuidade dos problemas e depois de otimismo e números positivos, sem, novamente, citar dados estatísticos mais precisos que justifiquem sua afirmação. Na conclusão, o texto refere-se a um rastro de melhorias, oportunidades e festividades que não foram especificadas no corpo do texto e, por isso não poderiam aparecer na conclusão.

Do ponto de vista gramatical, há erros de concordância nominal e verbal que comprometem a qualidade. Há falhas na pontuação, na divisão dos períodos e no uso de conectivos.

Orientações sobre títulos e conclusão

O título deve ser sugestivo, criativo, usando-se poucas palavras que causem impacto. Ele deve sugerir, motivar, sem ser óbvio. O que foi usado, Impactos da Festa, é um bom título. Poderia ser Impactos pós Festa, já que a proposta propõe análise de resultados.

Quanto à conclusão: ela deve resumir o que foi discutido no corpo da redação. A conclusão nada mais é que a retomada da tese inicial seguida do balancete da argumentação feita durante a exposição das ideias. Não deve trazer elementos novos que não foram abordados anteriormente. Observe que a conclusão do texto não condiz com o restante. Como há lacunas na argumentação, a autora não conseguiu produzir uma conclusão adequada. Para se escrever uma boa conclusão, o texto precisa estar dentro das especificações do gênero dissertativo.

Nota: 5,0 (de zero a dez)

 

 

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Categoria: Correção

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Proposta de redação: mobilidade urbana

Ana Prado | 08/08/2014

O tema desta semana foi tirado da prova de redação do vestibular 2014 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Leia as instruções e os textos de apoio:

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Em virtude dos problemas de trânsito, uma associação de moradores de uma grande cidade se mobilizou, buscou informações em textos e documentos variados e optou por elaborar uma carta aberta. Você, como membro da associação, ficou responsável por redigir a carta a ser divulgada nas redes sociais. Essa carta tem o objetivo de reivindicar, junto às autoridades municipais, ações consistentes para a melhoria da mobilidade urbana na sua cidade. Para estruturar a sua argumentação, utilize também informações apresentadas nos trechos abaixo, que foram lidos pelos membros da associação.

Atenção: assine a carta usando apenas as iniciais do remetente.

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INSTRUÇÕES:

• Redija seu texto de acordo com a norma culta escrita da língua.

• A redação deve ter até 20 linhas no Word.

• Não copie trechos da proposta.

Você pode enviar seu texto até quinta-feira, dia 14 de agosto, para o e-mail: redacaoguia@gmail.com, em um anexo ou no corpo na mensagem. Coloque seu nome completo, idade e cidade. Ele poderá ser avaliado e publicado aqui no blog.

Importante: apenas uma redação será corrigida, mas lembre-se de que a melhor forma de se preparar para a prova de redação é treinando, certo?

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Análise de texto para a proposta: “A sociedade e suas violências”

Ana Lourenço | 24/07/2014

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Com base na proposta de redação extraída do vestibular 2012 da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD), o estudante deveria escrever um texto dissertativo/argumentativo sobre o tema “A sociedade e suas violências”.

Leia o texto escolhido:

Amadurecimento ético e psicológico

No convívio social caótico no qual estamos inseridos é notável a presença de diversos tipos de violência. Essa questão já virou rotina, em cada beco, esquina ou residência acontece algum tipo de violação dos direitos humanos, que muitas vezes sai impune. A reação da população diante das práticas de violência é diferente dependendo da gravidade, ficando chocada ou não com o acontecimento, e também por parte da condição social da vítima, que pode levar menos importância por ser mais carecida.

A violência vem se manifestando cada vez mais e em locais públicos, revelando uma parte da população que age impulsivamente e agride moralmente ou fisicamente os demais cidadãos. Recentemente, um ato de racismo praticado contra o jogador Daniel Alves, que recebeu uma banana da torcida adversária enquanto jogava em campo, repercutiu o mundo, diversas celebridades publicaram fotos com uma banana, em apoio ao jogador. Já, o jovem negro acorrentado nu em um poste no Rio de Janeiro, não gerou muitas críticas ao racismo por parte da sociedade. 

Além do racismo, o preconceito contra homossexuais e a violência contra a mulher tem tomado significante espaço na mídia, sendo que este último movimentou diversas famosas que pousaram com cartazes contra o ato. A influência que a mídia tem na sociedade, pode mudar sua consciência, fazendo com que se mobilizem também quando se tratar de alguém menos favorecido, pois todo ser humano é cidadão e possui seus direitos. 

Contudo, é necessário o amadurecimento ético e psicológico de cada pessoa desde muito cedo, seja dentro de casa com os valores morais, ou na escola, com palestras incentivando a pacificação, sendo assim possível a formação de jovens e adultos cientes de cidadania, igualdade de raças e gêneros.

Leia agora a análise da professora de redação da Oficina do Estudante, Ednir Barboza:

A proposta é a criação de  um artigo de opinião. A banca traz algumas informações sobre o gênero que deviam ser seguidas pelos alunos. Importante no artigo de opinião é o conhecimento que o articulista tem a respeito do tema, seja por atividades profissionais, seja por pesquisas realizadas. Esse conhecimento deve ficar evidente para o leitor. Além disso, esse tipo de  texto deve levar o leitor a uma reflexão sobre o assunto trazida à tona pelo autor. Portanto, é também um texto de convencimento.  As instruções falam disso: “O produtor de um artigo de opinião busca construir para os leitores uma imagem de si mesmo, mostrando seus conhecimentos sobre o tema tratado, através da razão e da lógica, sustentando sua posição.”

Vejamos, então, o texto em questão.

O autor inicia seu texto falando de violências na sociedade em que vivemos, sem discriminá-las mais precisamente. Aborda ainda a reação das pessoas diante das violências, mas não as nomeia para esclarecer o leitor sobre o foco que dará à sua análise.  No segundo parágrafo, refere-se a um caso de racismo no futebol. Aqui também se refere ao comportamento das pessoas diante dos fatos. Faz uma observação que a reação das pessoas depende da vítima ser ou não importante no cenário mundial; ou seja, os mais importantes gozam de maior repercussão. Apenas no terceiro parágrafo, a aluna cita algum tipo de violência: racismo, preconceito e violência contra a mulher. Mas não se percebe qual a  relação entre as violências citadas e o autor do texto. Por que este artigo de opinião estaria se referindo a tais violências? Qual é a contribuição do autor do texto para o esclarecimento do leitor? Qual o objetivo do articulista ao escrever o texto? Finalmente, no último parágrafo, aparecem algumas sugestões de como formar jovens e cidadãos pacíficos e éticos.

O texto não é,  portanto, um artigo de opinião. Não se sabe e o autor não permite que o leitor vislumbre quem ele é, o que faz e como chegou aos fatos que citou. Mesmo se fosse uma dissertação comum, o texto careceria de mais argumentação, da exposição de um ponto de vista, de uma conclusão mais reflexiva.

Embora o texto não apresente muitas falhas de linguagem, peca na exposição das ideias e na construção do tipo de texto requerido pela banca: um artigo de opinião.

Importante que os alunos atentem para isso: é preciso desenvolver o tipo de texto solicitado, bem como explanar o tema pedido. Esse texto corre o risco de ser anulado nesses dois aspectos.

Outros pontos que precisam ser apontados: a) não há progressão das ideias: elas se repetem sem aprofundamento; b) por isso, não há elementos de coesão unindo os parágrafos; c) a conclusão apresenta elementos que não foram discutidos no texto; d) o autor não se fez conhecido do leitor, como deve acontecer num artigo de opinião; e) a aluna não usou a coletânea oferecida, apesar das instruções claras dadas pela proposta.

Nota: 4,0 (de zero a 10).

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Categoria: Correção

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Nova proposta de redação: Ostentação

Ana Prado | 22/07/2014

O tema desta semana foi tirado da prova de redação do vestibular 2014/2 da Universidade de Passo Fundo (UPF).

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“O casamento de Latino com a ex-miss Rayanne Morais foi tão exuberante que algumas passagens merecem registro para a posteridade: 1) Ele foi filmado por um drone, espécie de mini-helicóptero com uma câmara acoplada; 2) O tecido do smoking do cantor veio do Japão (…).
 (Revista Veja, São Paulo: Ed. Abril, ed. 2365, p.72, 19 mar. 2014)

O casamento das duas celebridades ocorreu no início de março, no Copacabana Palace – RJ, o qual teve um andar inteiro reservado para os convidados. Dentre outras extravagâncias, a mídia divulgou que foram servidos sete mil docinhos e que o vestido da noiva foi feito todo em renda francesa. Paradoxalmente, o Copacabana Palace é o mesmo lugar em cuja frente Latino, antes da fama, vendia cachorro-quente, acompanhando a mãe, para sobreviver.

Tendo os dados acima como um dos exemplos possíveis, produza um texto dissertativo-argumentativo que aborde a ostentação na sociedade atual. Você poderá discutir sobre os motivos que levam as pessoas a ostentar e as consequências desse estilo de vida para quem o vive e para a sociedade em geral.”

 

INSTRUÇÕES:

• Redija seu texto de acordo com a norma culta escrita da língua.

• Dê um título.

• A redação deve ter entre 15 e 25 linhas no Word.

• Não copie trechos da proposta.

 

Você pode enviar seu texto até terça-feira, dia 29 de julho, para o e-mail: redacaoguia@gmail.com, em um anexo ou no corpo na mensagem. Coloque seu nome completo, idade e cidade. Ele poderá ser avaliado e publicado aqui no blog.

Importante: apenas uma redação será corrigida, mas lembre-se de que a melhor forma de se preparar para a prova de redação é treinando, certo?

Comentários: nenhuma pessoa comentou

Categoria: Proposta

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Análise de texto para a proposta: “A relação homem-natureza”

Ana Prado | 16/07/2014

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Com base na proposta de redação extraída do vestibular 2011 da Universidade Federal do Acre (UFAC), o estudante deveria escrever um texto dissertativo/argumentativo sobre o tema “A relação homem-natureza”. 

Leia o texto escolhido (os grifos em vermelho são da professora de redação da Oficina do Estudante, Ednir Barboza): 

O fim pode estar próximo, resta agir

A vida do homem depende da saúde de seu pulmão, portanto, não seria possível a vida sem a sobrevivência deste órgão vital. Nesse contexto, fica claro que a vida humana depende da Floresta Amazônica, conhecida mundialmente como “pulmão do mundo” pela enorme filtração de gás carbônico e a liberação do oxigênio. Cabe reconhecer, no entanto, que ela não é bem cuidada, deste modo, a vida na Terra é passível de perturbações nas próximas décadas.

É nesse ambiente que se percebe uma grave alteração na vida do homem tanto pela falta de oxigênio quanto por alterações na temperatura mundial (já agravadas nos últimos anos). O mais preocupante, contudo, é constatar que mesmo sabendo disso o homem segue realizando queimadas e derrubadas na maior floresta do mundo, tudo em busca do lucro. Em contexto assim, não é de admirar que haja uma entrada em um ciclo vicioso pela falta de consciência ambiental e foco no capital, prejudicando cada vez mais a natureza e a própria espécie humana.

Não é exagero afirmar que a situação da Floresta Amazônica é quase que irreversível, já que o tema é tratado com tanto descaso no Brasil. Mesmo aí, exige-se cautela, visto que estudos recentes de empresas especializadas no ramo descrevam que com apenas 1 bilhão de reais por ano (pouco se comparado com os gastos com Copa do Mundo) seja possível conservar o “pulmão do mundo”. Então, não se trata de escolher entre fazer ineficientes campanhas nas redes sociais (como foi feito no Twitter a pouco tempo) ou tratar como causa perdida, mas sim de pressionar o governo a mudar a postura diante de tal cenário.

Por essa lógica seria aceitável que organizações como o Greenpeace e a WWF estimulem os cidadãos a pressionar o governo para que parte do dinheiro arrecadado pelo Estado seja destinado à restauração da Amazônia e a conscientização da população sobre os danos que queimadas podem acarretar. Essa, porém, é uma tarefa trabalhosa, visto a extensão da área e os anos de devastação. O que importa, portanto, é agir rapidamente, pois ainda há volta, para que assim o mundo possa continuar a respirar.

Comentários da professora sobre a redação:

O texto apresenta uma análise da ação do homem sobre a Floresta Amazônica. Expõe, de forma sucinta, a ambição sobrepujando a consciência de que se deve preservar a Floresta, o “pulmão do mundo”.

Embora o texto seja pertinente, tenha coerência  e esteja, razoavelmente, bem escrito, o tema proposto (“a relação homem-natureza”) não foi muito bem desenvolvido. O aluno preocupou-se mais em expor os danos da ambição que leva o homem a destruir a natureza do que em analisar qual é a relação e a influência recíproca entre homem e natureza. É preciso lembrar e anotar  que  a proposta diz: “Vidas secas, romance de Graciliano Ramos publicado em 1938, já tematizava sobre a relação homem-natureza, ou seja, como o meio ambiente pode influir na vida do ser humano. Os fragmentos anteriores também trabalham essa questão.   Portanto, a tarefa do aluno é, além de falar como o homem age em relação à natureza, analisar igualmente a influência do meio ambiente sobre a vida do ser humano.

Mais uma vez, quero ressaltar aqui que a leitura atenta da proposta é fundamental para se construir um bom texto. Por melhor que seja o texto, ele perde valor, ou pode até ser anulado, se não se ativer ao que propõe a banca.

Em relação à forma como o texto foi escrito, quero ressaltar:

1.  No 1º parágrafo, a ligação entre os dois períodos deveria ser feita de forma diferente. A palavra contexto não retoma adequadamente o período anterior. Talvez a palavra melhor para unir as duas ideias seria: analogamente.

2.  No 2º parágrafo, o aluno deveria ter desenvolvido melhor, e mais profundamente, a primeira ideia focada: ”… se percebe uma grave alteração na vida do homem tanto pela falta de oxigênio quanto por alterações na temperatura mundial (já agravadas nos últimos anos)”. Esse era o tema proposto! Se o texto seguisse nessa direção, teria mais valor.

3.  No último parágrafo, no lugar da fúnebre (porém real) profecia, deveria ter sido feita a conclusão: quais os efeitos da influência da relação homem-natureza. Era esse o tema a ser discutido, analisado e exemplificado.

Nota: 6,0 ( de 0 a 10)

 

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Nova proposta de redação: Copa no Brasil

Ana Prado | 07/07/2014

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Alguns vestibulares já estão usando a Copa como tema para a redação. Foi o caso do processo seletivo de inverno 2014 da Universidade de Santa Cruz do Sul (Unisc), realizado em junho. Leia a proposta e envie seu texto.

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>> Aborde, num texto argumentativo, as implicações de uma Copa do Mundo no Brasil e seus possíveis efeitos em nossa estrutura social e econômica.

 

INSTRUÇÕES:

• Redija seu texto de acordo com a norma culta escrita da língua.

• Dê um título.

• A redação deve ter entre 15 e 25 linhas.

• Não copie trechos da proposta.

 

Você pode enviar seu texto até terça-feira, dia 15 de julho, para o e-mail: redacaoguia@gmail.com, em um anexo ou no corpo na mensagem. Coloque seu nome completo, idade e cidade. Ele poderá ser avaliado e publicado aqui no blog.

Importante: apenas uma redação será corrigida, mas lembre-se de que a melhor forma de se preparar para a prova de redação é treinando, certo?

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Categoria: Proposta

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Análise da redação para a proposta sobre violência contra a mulher

Ana Prado | 24/06/2014

Com base na proposta de redação extraída do vestibular 2014 da Universidade Federal de Roraima (UFRR), o estudante deveria escrever um texto dissertativo/argumentativo discutindo as formas de violência contra as mulheres. Por coincidência, o tema da prova de redação do vestibular de inverno 2014 da Unesp, aplicado no último fim de semana, foi bem parecido com esse (clique para ver).

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Leia o texto escolhido, com os comentários (em vermelho) da professora de redação da Oficina do Estudante, Ednir Barboza:

Desigualdade de gênero

A violência contra as mulheres não é um fato contemporâneo, mas, sim histórico. Em Roma antiga as mulheres já sofriam discriminação e violação de direito, não podiam votar e nem exercer cargos públicos. Se isso  já não o bastasse [o certo seria "já não bastasse"], hoje as mulheres são as principais vítimas de violência física, sexual, e psicológica praticada pelo seu próprio companheiro, o qual devia zelar por sua integridade.

Embora os movimentos feministas, nas últimas décadas, tenham contribuído para a  igualdade [melhor usar "algumas equiparações"] de direitos, essa igualdade ainda não fora [foi] concretizada, pois os homens ainda têm maior poder aquisitivo e ocupam os cargos mais altos da sociedade em sua maioria, como cargos políticos por exemplo. A sociedade brasileira encontra-se ainda arraigada a valores e costumes patriarcais, machistas e preconceituosos, em encubação dessa prática mulheres são violentadas sexualmente por seus próprios maridos, mesmo não afim do ato sexual, acabam sendo violentadas sexualmente em razão ou justificação do matrimônio. [Trecho confuso; deve ser reescrito com mais clareza].

Essa sujeição leva muitas a se calarem ou a se omitirem diante de tamanha barbárie, permitindo o ato sexual em forma de estupro consentido em preservação à honra da família e os costumes segundo valores patriarcalistas [patriarcais]. É certo que as inovações no combate à violência contra a mulher, com a implantação da “Lei Maria da Penha”, têrefletido [mostrado] resultados, porém estes são insuficientes,. A violência domestica e familiar ainda é alarmante pois, segundo o estudo mais recente do Ministério da Justiça, 50 mil mulheres são agredidas de alguma forma de violência por ano no Brasil. Embora o Estado assine um pacto de enfrentamento [esclarecer que pacto e como ele acontece] e crie políticas, ainda não oferece mecanismos eficientes para sua aplicabilidade.

Em vista disso, é necessária maior intervenção do Estado no combate à violência contra a mulher. Apesar da [de a] “Lei Maria da Penha” coibir mecanismos no combate a essa prática de violência, ela sozinha não surtiu efeito desejado,. As instituições dos juizados especiais de competência cível e criminal (,) precisam encarregar [encarar] o problema não só como doméstico ou familiar, mais [mas] como do Estado, para hostilizar [melhor escrever "a fim de acabar com  essa impunidade"]. E que também promova campanhas e propagandas generalizando a conscientização, para que aquelas desenformadas ou ameaçadas possam sentir amparo e criar coragem para denunciar seus agressores.

Comentários da professora sobre a redação:

Como venho expondo nas análises que faço das redações, a dissertação tem uma característica muito específica que é de expor e discutir um ponto de vista apresentado pelo autor a respeito de um tema. Por isso, é fundamental que o aluno, logo de início, esclareça para o leitor de que assunto vai falar e de que forma vai abordá-lo. No caso desta proposta, a aluno deveria “discutir as formas de violência contra a mulher”. Um bom texto deveria apresentar o assunto amplamente falando sobre o impasse que há entre os dois gêneros e depois apresentar as formas de violência que ainda pairam sobre a mulher. O trabalho argumentativo aqui é simples: expor, discutir e analisar essas formas: como e por que ainda existem em nossa época.

Vejamos, agora, o que fez  o aluno:

Primeiramente, uma explicação sobre os grifos no texto dele: em azul o que está incorreto: do ponto de vista formal ou das ideias. Em vermelho, as correções e reescritas.

1.    O aluno começou bem, apresentando um  panorama da situação da mulher no mundo antigo e no atual. É lógico que esse histórico poderia ser mais completo ou poderia ter resgatado mais dados sobre a situação de inferioridade da mulher. Depois, ele apresentou, ainda no 1º parágrafo, os tipos de violência: física, sexual e psicológica. Aí, comete o primeiro deslize: atribui a culpa só ao companheiro, mas reforça o preconceito quando diz que: “o qual devia zelar por sua integridade.” Na verdade, não é apenas o companheiro que oprime a mulher. Isso é muito mais amplo: cultura, religião, família, sociedade também têm culpa no cartório nessa violência.

2.    Era de se esperar, portanto, pela introdução, que abordasse os três tipos de violência que apontou. Mas ele não fez isso. Limitou-se à violência sexual. Não falou dos maus tratos, dos crimes, das pressões, das humilhações a que estão sujeitas as mulheres em todo o mundo e, principalmente, no Brasil que, infelizmente, é um dos campeões mundiais em assassinatos de mulheres por ano.

3.    Fez bem em referir-se à Lei Maria da Penha. Mas poderia tê-la aproveitado melhor: uma análise mais crítica e atualizada dos seus resultados. A lei existe, mas é incapaz de resolver o problema sozinha, como o estudante apontou. O que falta então? Conscientização da mulher, do homem, dos pais, dos patrões, enfim, de todos: a mulher, como todo ser humano, merece respeito e deve viver com dignidade.

4.    Embora a proposta não tenha sugerido “soluções” para o problema, ele apresentou-as. E fez de forma correta.

5.    O que faltou para que o texto fosse mais adequado à proposta foi uma leitura mais atenta das instruções da banca: discutir as formas de violência contra a mulher, e não apenas uma forma de violência.

6.    Há alguns trechos mal redigidos; embora a ideia seja boa, a maneira de expressá-la prejudicou o entendimento. Isso apareceu, principalmente, no segundo e terceiro parágrafos.

7.   O vocabulário é bom, embora seja discutível o uso de algumas palavras e expressões, conforme ficou anotado no texto.

Nota: 6,0 numa escala de  0 a 10.

 

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Nova proposta de redação: “A sociedade e suas violências”

Ana Prado | 20/06/2014

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A proposta desta semana foi tirada do vestibular 2012 da Universidade Federal da Grande Dourados (UFGD). Leia os textos e as instruções abaixo:

Suponha que uma revista de circulação nacional fará um concurso de “artigo de opinião” com o tema “A sociedade e suas violências”, e você resolve participar. Para tanto, busca e encontra, entre suas anotações pessoais, fragmentos de textos recolhidos em vários suportes, como revistas, jornais, livros, blogs, etc. Após lê-los, separa os quatro fragmentos apresentados a seguir, que mostram visões sobre nossas sociedades e, sobretudo, a respeito do ser humano nestas sociedades. A partir deles, escreva um artigo de opinião com o qual você participaria do concurso.

 Sobre o tipo de texto pedido:

Observe a seguinte afirmação:

Todo texto é produzido em um contexto de produção, pois quem escreve, o faz pensando em certos elementos que interferem no sentido dos textos: existe uma intenção do autor ao escrever, e esta intenção está direcionada a quem vai ler o seu texto. O autor também se atém a um determinado tempo e lugar, a divulgação é feita em determinado veículo. São elementos que criam um “elo” entre autor e leitor.  O produtor de um artigo de opinião busca construir para os leitores uma imagem de si mesmo, mostrando  seus conhecimentos sobre o tema tratado, através da razão e da lógica, sustentando sua posição.

(UBER, Terezinha  J. B. Sequencia didática: artigo de opinião. Disponível em: <http://paraiso.etfto.gov.br/docente/admin/upload/docs_upload/material_7c7e3fba42.pdf>. Acesso em: 5 nov. 2011. p. 12)

Textos de apoio (clique para ampliar):

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INSTRUÇÕES:

• Redija seu texto de acordo com a norma culta escrita da língua.

• Dê um título.

• A redação deve ter entre 15 e 25 linhas.

• Não copie trechos da proposta.

 

Você pode enviar seu texto até quinta-feira, dia 26 de junho, para o e-mail: redacaoguia@gmail.com, em um anexo ou no corpo na mensagem. Coloque seu nome completo, idade e cidade. Ele poderá ser avaliado e publicado aqui no blog.

Importante: apenas uma redação será corrigida, mas lembre-se de que a melhor forma de se preparar para a prova de redação é treinando, certo?

 

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Categoria: Proposta

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Análise da redação para a proposta sobre felicidade

Ana Prado | 10/06/2014

Com base na proposta de redação extraída do vestibular 2014 da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (Puc-Rio), o estudante deveria escrever um texto dissertativo/argumentativo sobre felicidade.

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Leia o texto escolhido:

Felicidade Interior

Geralmente, felicidade é definida como algo inalcançável, surreal, ou até mesmo como um estado de espírito. Cada pessoa elege seu ponto clímax na vida, sendo este a realização plena e contínua e seja ele no relacionamento, no sucesso profissional, na formação de uma família, ou até mesmo, em bens materiais. Em vista disto, a importância do bem-estar cotidiano, promovido muitas vezes pela autoestima, fica em segundo plano.

Felicidade é aquilo que cada pessoa julga como o “clímax” de sua própria vida, entretanto, de longa duração, ou seja, se estabelece um período de tempo e um limite, em que é preciso ter alcançado a felicidade, associando-a, muitas vezes, à perfeição. Antes do limite – imposto pelos próprios indivíduos, procura-se pela realização dos sonhos e o famoso estado pleno de espírito, onde nada mais na vida possa dar errado, e também imagina-se que, quando atingido o ápice, a vida torna-se um mar de rosas interminável.

Há quem diga que felicidade é provida por dinheiro, bens materiais e artigos de luxo. Isso tudo é atribuição de valores para algo que não tem valor. Já outros, acreditam que ela se encontra no privilégio da saúde, na família reunida, nos amigos, etc. Ou seja, cada pessoa define felicidade baseando-se em suas próprias crenças, desejos e sonhos.

Cada pessoa tem seus objetivos e para cada uma há uma “felicidade” diferente. Ser feliz para  uma criança, com certeza não é o mesmo para um adulto. A vida muda constantemente, e o que era antes muito almejado, hoje já nem mesmo se cogita; por isso a ideia de que felicidade é inalcançável.

Engana-se quem pensa que nunca atingirá seu “clímax”, basta um impulso psicológico, e nem tudo é Não existe receita para a felicidade. É preciso querer viver sempre bem, procurar entender o lado bom das mudanças e o aprendizado que acompanha toda a dificuldade. Saber enxergar tudo que há de bom em cada “tempo ruim” possível, e principalmente ter uma pitada de senso de humor. Nada melhor do que aprender com as falhas. Felicidade não é inalcançável, tampouco definível, é muito mais interior do que exterior.

Leia agora a análise da professora de redação da Oficina do Estudante, Ednir Barboza:

A proposta feita pela PUC- RJ é bastante aberta, ou seja, o aluno poderia discorrer sobre o tema como quisesse. Poderia dizer que a felicidade não existe; ou que existe, mas é inalcançável; que existe e está ao alcance de todos; que só os ricos são felizes; que só os pobres conhecem a verdadeira felicidade… Não havia nenhuma instrução que direcionasse a discussão sobre o tema. Porém, havia um limitador: o texto deveria ser dissertativo-argumentativo, entre 25 e 30 linhas.

Portanto, qualquer que fosse a abordagem do aluno sobre o tema, este deveria estar contido numa forma, que é a dissertação. E a dissertação pressupõe: introdução (em que se aborda o assunto e se expõe a tese/ponto de vista que será defendido pelo autor do texto); desenvolvimento (em que se argumenta para defender o ponto de vista escolhido); e a conclusão (em que se retoma a tese inicial e a reforça apoiada nos argumentos apresentados). Isso mostra que a liberdade de explorar o texto termina na forma de apresentá-lo.
Pois bem, vamos à análise do texto.

Ela começa corretamente seu texto, apresentando uma definição particular do que é felicidade. Inicia o parágrafo com a palavra geralmente; teria sido mais elegante dizer: Costuma-se definir felicidade como… ou  É comum definir-se felicidade como… Porém, nessa apresentação, ela usa dois termos ambíguos, que mereceriam uma melhor definição: “surreal” e “ponto clímax”. Sem a explicação, fica complicado para o leitor apreender, exatamente,  o que quis dizer. Ainda na sequência, ela termina o parágrafo de forma incoerente com o que vinha dizendo. Por que a realização plena e contínua não leva à alta autoestima e ao bem-estar cotidiano? Portanto, nesse parágrafo, há indefinição do propósito com que ela vai discutir o tema. Ou seja, a tese não foi claramente enunciada.

Ao iniciar o segundo parágrafo, não faz a ligação com o primeiro. Ela continua explicando o que é felicidade para as pessoas; deveria, então, ter começado com uma palavra de coesão: por isso, além disso, ademais… O que se vê nesse parágrafo é uma repetição do já foi dito no anterior, embora com alguma progressão de ideias. Não deveria ter repetido a palavra clímax, cujo significado continua vago.  Neste parágrafo, aparece outra expressão que carece de maior explicação: o famoso estado pleno de espírito; é preciso esclarecer ao leitor que estado é esse e por que é famoso.

O mesmo procedimento acontece na passagem do 2º para o 3º parágrafo: ela não faz a coesão. Poderia escrever: Há quem diga, também, que… Essas palavras de coesão indicam ao leitor que caminho vai seguir a argumentação. Ainda neste parágrafo, aparecem definições de felicidade, tema da redação, mas a autora não conclui, nem as analisa, com argumentos, ou exemplos, valorizando-os ou reprovando-os. Fica faltando, portanto, a argumentação.

O mesmo sucede no 4º parágrafo. Fala sobre conceitos variados de felicidade, mas não se convence ou não procura convencer o leitor do que se trata esse sentimento. Portanto, ela fez uma dissertação expositiva e não argumentativa.

No último parágrafo, onde ela deveria condensar todas as suas argumentações comprovando sua tese, ela dá uma “receita” de felicidade que não cabe neste tipo de texto.

Concluindo: o texto não é ruim, mas não cumpre, adequadamente, a proposta que é dissertativo-argumentativa, uma vez que não defende um ponto de vista, simplesmente  expõe vários conceitos sem argumentar sobre eles.

É certo que ninguém, ou quase ninguém consegue definir ou dizer o que é felicidade, mas essa era a proposta e o texto deveria defender, pelo menos, que esse é um conceito sobre o qual muitos falam e poucos sabem o que é.

Nota 6,0  (de zero a 10)

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Nova proposta de redação: relação homem-natureza

Ana Lourenço | 29/05/2014

A proposta desta semana foi retirada do vestibular 2011 da Universidade Federal do Acre (UFAC).

desmatamento

Para o desenvolvimento do tema “A relação homem-natureza”, leia atentamente os fragmentos de textos apresentados a seguir. O fragmento 1 foi retirado da reportagem intitulada “R$ 7 bilhões para salvar a Amazônia” publicada na Revista Época, em 30/7/08. O fragmento 2 é parte de uma reportagem intitulada “Twitteiros fazem manifestação inédita contra queimadas no Brasil”, publicada no dia 26/9/2010:

Fragmento 1: 

R$ 7 bilhões para salvar a Amazônia

“[...] cientistas e economistas dos nove principais institutos de pesquisa e ONGs ambientalistas do país, como Imazon, WWF, Greenpeace, Instituto Socioambiental e Ipam, se juntaram para responder à seguinte pergunta: quanto custa frear a destruição da Amazônia? A resposta que eles encontraram, divulgada na quarta-feira passada no Congresso Nacional, é R$ 1 bilhão por ano. Não é um investimento tão alto. Só as usinas do Rio Madeira, em Rondônia, deverão custar R$ 17 bilhões [...]

[...] O desmatamento é um problema que o Brasil terá de enfrentar nas próximas décadas durante as negociações mundiais para o controle do clima. Não fosse por ele, o país seria um dos heróis mundiais na guerra contra as mudanças climáticas. O Brasil é um dos poucos países que podem se orgulhar de sua matriz energética. Mais de 80% de nossa eletricidade vem de usinas hidrelétricas. Essa energia não depende da queima de combustíveis fósseis e não gera resíduos radioativos. Também temos um dos programas de geração de combustíveis mais inovadores do mundo. Cerca de 45% de nossos veículos são movidos a partir de fontes renováveis, como o álcool ou o biodiesel, que não contribuem para o aquecimento do planeta. A média mundial é de menos de 15%. O país seria um dos mais isentos de culpa pelas mudanças climáticas se não fosse o desmatamento [...]”

Fragmento 2:

Twitteiros fazem manifestação inédita contra queimadas no Brasil

“#chega de queimadas. É esse o mais novo protesto na rede social Twitter. Iniciada ontem (25), a manifestação é um marco histórico na área ambiental: nunca antes uma campanha para denunciar os impactos das queimadas foi feito de maneira tão rápida e espontânea. [...]

[...] A situação mais crítica ocorre no Tocantins, onde as queimadas já destruíram 216 mil hectares do Parque Nacional do Araguaia. O instituto também considera crítica a situação no sul do Pará e em Rondônia. Além da destruição das florestas, as queimadas trazem prejuízos sociais e econômicos. Os aeroportos de Rondônia e Acre ficaram fechados por vários dias, por falta de visibilidade ocasionada pela fumaça. O tráfego nas estradas também foi afetado, principalmente no período noturno [...]

Em Rondônia os ribeirinhos estão com dificuldades para navegarem no Rio Madeira, já que além da baixa do rio, ocasionada pelo período de seca, a visibilidade é praticamente zero. Na região urbana a cidade está tomada por neblina, e a fumaça, em certos momentos chega a tomar conta das residências. Os atendimentos nos postos de saúde e nas policlínicas aumentaram substancialmente: apenas no Hospital Infantil Cosme e Damião, o atendimento a crianças que apresentam problemas respiratórios subiu 70% [...]”

A RELAÇÃO HOMEM-NATUREZA

Vidas secas, romance de Graciliano Ramos publicado em 1938, já tematizava sobre a relação homem-natureza, ou seja, como o meio-ambiente pode influir na vida do ser humano. Os fragmentos anteriores também trabalham essa questão. O primeiro, embora trate da questão da destruição da Amazônia, apresenta uma possibilidade de salvação, cujo custo seria de R$ 1 bilhão por ano, como aponta a reportagem.

A partir da releitura dos fragmentos de textos, manifeste sua opinião em um texto argumentativo/dissertativo sobre o tema.

INSTRUÇÕES:

• Redija seu texto de acordo com a norma culta escrita da língua. Dê um título.

• A redação deve ter entre 7 e 25 linhas.

• Não copie trechos da proposta.

Você pode enviar seu texto até quinta-feira, dia 5 de junho, para o e-mail: redacaoguia@gmail.com. Seu texto pode ser enviado em um anexo ou no corpo na mensagem.

Coloque seu nome completo, idade e cidade. Ele poderá ser avaliado e publicado aqui no blog.

Importante: apenas uma redação será corrigida, mas não fique chateado. Lembre-se de que a melhor forma de se preparar para a prova de redação é treinando, certo?

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Categoria: Redação

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