Guia do Estudante

Análise da redação: a favela e a realidade urbana, retirada do vestibular 2011 da UESC

Mariana Nadai | 17/05/2013

- Confira o tema da redação: a favela e a realidade urbana

A redação

Estamos diante de um desafio, e não mais diante de um problema dos outros

Por muito tempo, e ainda hoje, as favelas são as maiores referências de desigualdade social que vivemos. Mas, infelizmente, essa realidade envolve muito mais do que um crescimento acelerado de favelas por todos os cantos.

O primeiro item que deve ser levado em consideração e que contribui de maneira significativa com o crescimento das favelas é o modo que a política tem se posicionado em relação a este fator. Onde estão os investimentos para que o cidadão tenha uma condição digna de moradia e social?

Boa parte da população conseguiria associar rapidamente uma resposta a esta pergunta. Os investimentos para que o cidadão esteja incluso em condições dignas de moradia e na sociedade propriamente dita estão no papel.

Vejamos como exemplo, um adolescente de dezesseis anos que mora em uma favela. Certamente ele enfrentará grandes dificuldades para poder se formar na escola, sendo que precisa se deslocar de uma maneira praticamente desumana para o trabalho, trabalho esse que o ajuda a compor uma renda familiar. Este jovem tem grande possibilidade de dar continuidade ao que viveu durante seus dezesseis anos, tendo grande tendência a sofrer com uma desmotivação até que decida não mais se sujeitar a viver num desgaste físico e emocional, projetando sua vida a um comodismo, construindo sua casa na mesma favela onde viveu e manter um circulo vicioso.

A população mais prejudicada de uma sociedade espera que esse problema seja visto e sentido por quem tem o poder de fazer alguma diferença. É preciso tratar essa questão como algo extremamente importante e urgente, afinal, as pessoas que se instalam nas favelas cada vez mais e que as fazem crescer, consequentemente, não sou culpadas por estarem ali.

A análise

A dissertação é bem fraca, pois o texto pouco ou quase nada tem do aspecto argumentativo que é peculiar da dissertação e que, portanto, deveria estar presente.

A produção textual até começa bem. O primeiro parágrafo (“Por muito tempo, e ainda hoje, as favelas são as maiores referências de desigualdade social que vivemos. Mas, infelizmente, essa realidade envolve muito mais do que um crescimento acelerado de favelas por todos os cantos.”) traz boas afirmações com riquíssimo potencial para um bom trabalho argumentativo, mas isso não se consolida ao longo do texto.

O segundo parágrafo, também introdutório, começa a levantar o que seria uma das causas da existência das favelas (a falta de investimentos para a construção de moradias dignas para o cidadão, ou ainda, a presença de planos relativos a isso, mas que ficam somente no papel), porém esse tópico não vai adiante, não progride, não resulta em trabalho argumentativo.

O aluno poderia ter “respondido” a questões implicitamente presentes nas próprias afirmações iniciais, questões como “por que as favelas são as maiores referências de desigualdade social em que vivemos?” ou também “por que as favelas refletem mais do que um crescimento acelerado das grandes cidades?”. Se as respostas a essas perguntas estivessem presentes na sua dissertação, o autor não só teria feito um bom texto quanto ao aspecto de gênero, como também teria elaborado uma boa construção textual no quesito temático, inclusive atendendo – extremamente mais e melhor – as próprias instruções da proposta (Instrução “2” – Enfoque a favela num sentido mais amplo da realidade urbana. E “3” – Discuta causas e consequências da existência do fenômeno social dentro das cidades brasileiras).

O cumprimento dessas instruções não se faz presente neste texto. Além disso, grande parte do problema temático e argumentativo dessa produção advém da “escolha” feita pelo autor ao apresentar seus “argumentos” (efetivamente, nem são argumentos) sob a forma de “exemplo” em todo o quarto parágrafo. Esse modo de expor as ideias as tornou deterministas e, portanto, por si sós, fracas, frágeis; como consequência, quase nada produtivas quanto à discussão temática esperada.

O último parágrafo – além de apresentar vários problemas (como o da não retomada, o da presença de ideias novas, não explicadas, não desenvolvidas) e de não ser, efetivamente, uma conclusão traz um “ato falho”, no mínimo curioso: o da presença do “sou” – provavelmente, um equívoco cometido pelo autor ao usar a forma verbal de primeira pessoa do singular do verbo “ser” quando, na verdade, pretendia efetuar uma simples conjugação verbal (verbo “são” concordando com o sujeito “pessoas”).

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Nova proposta de redação: a delação premiada

Ana Prado | 16/05/2013

A proposta de redação desta semana foi tirada do vestibular 2013 da Universidade de Brasília (UnB). Leia os textos abaixo e siga as instruções.

 

Os textos motivadores — de épocas e gêneros distintos — apresentam diferenças significativas no que se refere a elementos estruturais, mas mantêm certas semelhanças, que podem ser atribuídas aos elementos temáticos — denúncia, delação, traição —, que, inter-relacionados, remetem a uma trama, com características recorrentes no que se refere a comportamentos humanos envolvidos na delação, na traição. As ações intentadas trazem, de um lado, frustração, infortúnios, castigos e, de outro, vantagens, benefícios ou, mesmo, prêmios.

Com base nos textos motivadores, redija um texto expositivo-argumentativo a respeito das relações e dos comportamentos envolvidos na delação premiada. Em seu texto, explicite objetivamente sua opinião, abordando, necessariamente, os seguintes aspectos:

- sistema que caracteriza as trocas: o “toma lá dá cá” e suas consequências;

- valores éticos envolvidos no acordo de delação premiada.

Caso apresente argumento, justificativa ou exemplo extraído dos textos motivadores, apresente a necessária referência.

 

Você pode enviar seu texto até segunda-feira, dia 20 de maio, para o e-mail: redacaoguia@gmail.com. Coloque seu nome completo, idade e cidade. Ele poderá ser avaliado e publicado aqui no blog.

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Categoria: Proposta

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Nova proposta de redação: formas de violência

Ana Prado | 08/05/2013

A proposta de redação desta semana foi tirada do vestibular 2010 da Universidade do Estado da Bahia (UNEB). Leia os textos abaixo e siga as instruções.

 

Nesses últimos meses, estamos sendo bombardeados por uma avalanche de notícias sobre fatos de violência nas diversas partes do mundo. A violência já faz parte do nosso cotidiano, convivemos com ela, relativizando seus efeitos. Violência de todos os tipos, explícita e implícita, interpessoal e institucional, guerras internacionais e domésticas, balas perdidas, sem teto, sem terra e sem emprego… Violência de diversas faces, até oculta e anônima, mas que atinge sempre algo, ou melhor, alguém concretamente: a pessoa humana.

(NESSES ÚLTIMOS meses… Revista de Educação. Salvador: CEAP, n. 25, p. 5, jun. 1999. Editorial.)

Observe que o texto em destaque foi extraído de um editorial da Revista de Educação, publicada pelo CEAP, em junho de 1999. Reflita sobre a síntese apresentada, focalizando a violência no mais amplo sentido da palavra e, a partir disso, produza um texto argumentativo em que você discorra sobre, pelo menos, uma forma de violência contra a pessoa humana, quer aconteça de modo continuado, quer de modo ocasional, e as consequências dela decorrentes.

 

OBSERVAÇÕES:

1) Use a modalidade escrita padrão da língua portuguesa.

2) Apresente articulação entre os seus pontos de vista e fatos ou acontecimentos.

3) Defenda o seu ponto de vista e elabore proposta de solução do problema discutido.

4) Apresente, em sua Redação, juízos de valor, numa perspectiva de maior objetividade possível, com justificativas que deem credibilidade ao seu texto.

 

Você pode enviar seu texto até terça-feira, dia 14 de maio, para o e-mail: redacaoguia@gmail.com. Coloque seu nome completo, idade e cidade. Ele poderá ser avaliado e publicado aqui no blog.

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Categoria: Proposta

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Análise da proposta de redação: “os muros visíveis e invisíveis que separam as pessoas” – retirada do vestibular 2010 da UFBA

Mariana Nadai | 07/05/2013

Selecionamos duas redações para serem analisadas pelos professores do cursinho Oficina do Estudante. O tema proposto foi retirado do vestibular 2010 da UFBA e pedia para que os estudantes realizassem um texto argumentativo que discutisse a desigualdade reveladora de muros visíveis e invisíveis no Brasil, sugerindo alternativas de mudança. Confira as análises.

Texto 1:

Pelo poder da não invisibilidade

A câmera focaliza uma mãe e seu filho descendo uma rua arborizada de calçadas bem feitas. A criança questiona a mãe sobre um menino parado no meio do caminho, sujo e maltrapilho. A mulher se encarrega de afirmar para o garoto que não tem nada ali, como nós vemos, mas é só quando somos convidados a ver o ponto de vista da criança é que percebemos que fomos enganados, com uma das constatações mais simples: o garoto ainda não sabe fingir.

A invisibilidade que as pessoas adquirem sem serem personagens de história de super-herói já foi retratada em propagandas publicitárias no horário nobre. Já foi tema de livros, filmes e exposições. O pior cego é aquele que não quer enxergar, e nós mal estamos habituados a olhar para os dois lados da rua na hora de atravessarmos o semáforo.

Quando aplaudimos a queda de um ou outro tijolo, temos que nos encarregar de destruir aquele que também vem a existir em nossas mentes. É preciso estar preparado para outro pedaço do mundo até então desconhecido. Saber que mudar de janela, ou atravessar uma linha antes riscada no chão, nos insere em uma realidade diferente. Porque o novo – mesmo que já exista há muito tempo – aos olhos de quem avista pela primeira vez é sempre assustador.

Para colocar todos os muros abaixo, é preciso inserir. Engolir o desconforto e ter a certeza de que não podemos nos limitar a cuidar só do que possuímos a nota fiscal. É preciso cuidar das pessoas e dar a elas a mesma oportunidade de quem mora deste ou do outro lado da barreira. A partir daí o visitante pode escolher se vai ou se fica, mas quem é bem recebido uma vez, se torna visitante assíduo até já se achar dono das mesmas terras.

Só haverá espaço para solução quando começarmos a construir pontes ao invés de muros e formos aqueles que tudo querem enxergar e nada esconder debaixo dos nossos tapetes ou camas.

A análise:

O tema proposto da redação era “muros visíveis e invisíveis que separam as pessoas”, em um texto argumentativo em prosa. Porém, o estudante da redação acima passa pela questão dos muros de maneira muito superficial e apenas no final do texto. A maior parte do texto é dedicado a discussão de como as pessoas não enxergam o que é diferente ou inaceitável socialmente. Como no penúltimo parágrafo há uma referência do muro, não pode se dizer que houve fuga do tema, mas foi apenas nesta parte do texto que ficou visível a relação do texto com a proposta. Com relação a argumentação, o autor apresenta questões interessantes, que poderiam ser bem trabalhadas, mas não desenvolve seus argumentos de forma a convencer seu leitor.

Outra questão que estava clara na proposta era a obrigatoriedade em apresentar soluções para o tema, o que você apresentou de maneira genérica e pouco esclarecedora. Este é um erro comum em redações de vestibular, mas o candidato não pode se esquecer de que convencer seu interlocutor a fazer o que é proposto faz parte do cumprimento da proposta.

Texto 2:

As Paredes Visíveis e Invisíveis que Separam as Pessoas

Em uma casa as paredes têm como função a divisão dos cômodos, restringindo o acesso e visualização da mobília de determinado cômodo e permitindo uma certa privacidade a seus moradores. Literalmente o significado da palavra parede seria essa, por tanto são paredes visíveis que separam as pessoas, com suas cores e texturas.

Ao decorrer de sua vida o ser humano constrói e destrói paredes sem se dar conta, pois são invisíveis a seus olhos, mas sua forma de pensar as determinam, nestas não há cores ou texturas. Porém afetam os outros indivíduos ao seu redor, dependendo de sua formação, do seu convívio e posição social.

Um grupo de pessoas ao agirem ou pensarem que seus semelhantes são diferentes deles pelo simples fato de não desfrutarem as regalias de uma camada social rica, estão criando uma parede invisível no âmbito econômico para separá-los destas pessoas que eles julgam inferiores. O preconceito das classes mais ricas pelas mais pobres há muito tempo esta presente na vida do homem deste as antigas civilizações.

A discriminação étnica perpetuou até os dois últimos séculos do milênio passado na forma mais sub-humana possível a escravidão, em que os negros escravizados sofriam as mais absurdas ações de seus senhores por se julgarem como etnia superior, como se fosse motivos para justificar tais atrocidades. Outro exemplo foi o extermínio de milhares de Judeus durante a II Guerra Mundial.

As principais paredes que dividem os seres humanos, não são paredes visíveis e sólidas, e sim os preconceitos que cada pessoa tem sobre os seus semelhantes seja por diferenças econômicas, étnicas, religiosas enfim são barreiras que para serem ultrapassadas, demanda do bom senso de cada um, para que as relações humanas sejam menos hostis e conflituosas.

A análise:

O autor do texto escolheu uma dissertação clássica como tipo textual para sua proposta. Com relação ao cumprimento da proposta, o autor apresentou uma argumentação simples, mas muito bem feita, mostrando desde a introdução do que iria tratar e dando conta de seu recorte, utilizando-se de diferentes exemplos e associando os muros visíveis aos invisíveis de maneira clara.

Já na conclusão, o autor não se saiu muito bem, apresentando um fechamento generalizado e nenhuma proposta efetiva para solução do problema. Como esta proposta de solução fazia parte da proposta, o autor poderia receber uma pontuação média. É preciso tomar cuidado!

Outra questão que precisa ser trabalhada é a pontuação e o uso de conjunções. O mau uso dos elementos coesivos e textuais pode diminuir a nota do candidato em quesitos como modalidade e coesão/coerência, a depender da planilha de correção do vestibular

*análises feitas pela professora Thalita Cristina Souza Cruz, mestre em Linguística pela Universidade Estadual de Campinas e corretora de redações da Oficina do Estudante.

 

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Análise da proposta de redação: o que você acha da meia entrada para estudantes? – tema do vestibular 2012 da UFPR

Mariana Nadai | 02/05/2013

Selecionamos duas redações para serem analisadas pelos professores do cursinho Oficina do Estudante. Ao final das análises, mostramos como deve ser o estilo de texto em forma de carta ou e-mail, indicado nesta proposta de redação. Confira as análises a seguir:

Texto 1:

Senhor Editor do Departamento de Cartas da Revista Superinteressante.

Na última edição da Revista Julho/2011 – onde fala sobre a meia entrada para estudantes, acho válido algumas afirmações, mas não concordo com outras. Afinal a venda de ingressos pela metade do preço atrai mais pessoas, e isso acaba aumentando o lucro, apesar de ser 80% o número de pagantes.

Por outro lado, os empresários responsáveis por esses locais deviriam entrar em acordo para que pelo menos 50% pagasse meia e não 80% como é atualmente, e a outra metade pagasse  inteira, talvez isso diminuía o prejuízo.

Mas também o empresário tem outras alternativas como elevar os preços de serviços que são oferecidos pelo local, como Alimentação, Estacionamento entre outros, isso ajuda a minimizar as consequência.

Bom isso é o que o penso sobre a meia entrada para os estudantes.

P.R.S.R, Maringá – Paraná

 Análise do texto 1:

O texto em questão merece ser avaliado como “regular”.

Trata-se de uma produção textual dentro do gênero solicitado pela proposta: uma carta de leitor. Apesar de as características presentes serem suficientes para definirem o texto como pertencente a este gênero, elas estão mal trabalhadas, estão superficialmente colocadas.

A interlocução, por exemplo, fica restrita ao vocativo, somente no início e no alto do texto (“Senhor Editor do Departamento de Cartas da Revista Superinteressante”); depois disso, ao longo da carta, essa marca de interlocução desaparece e o texto se aproxima de um relato. Não há mais passagem nenhuma de interpelação, de referência ao “Senhor Editor Chefe”; não há vocativos, não há marcas explícitas de que aquela carta foi escrita exclusivamente para uma determinada pessoa/profissional/grupo de profissionais/representante de uma seção de cartas.

Em contrapartida a essas ausências, há, no texto, o predomínio de informações “jogadas”, mal fundamentadas, pouco desenvolvidas, superficialmente dispostas, o que mostra um cumprimento precário das instruções da proposta (“a-manifestar um ponto de vista em relação à questão tratada; b- retomar argumentos do infográfico para dar sustentação a sua opinião”). Com erros de linguagem padrão e com passagens pouco claras, o aluno apenas escreve que “acho válido algumas afirmações, mas não concordo com outras. Afinal a venda de ingressos pela metade do preço atrai mais pessoas, e isso acaba aumentando o lucro, apesar de ser 80% o número de pagantes”. Ao final desta última frase, a expressão nem explica a que tipos de pagantes (que pagam meia ou a entrada inteira?) se refere. O argumento de que a meia entrada atrairia mais pessoas e, portanto, aumentaria o lucro é bom, todavia, quase nada desenvolvido, quase nada explicado.

No próximo parágrafo, a carta argumenta que os proprietários “deveriam entrar em um acordo” sem explicar, com qualidade, como seria esse acordo, como ele funcionaria, por quem ou por qual instituição ele seria regido.

No terceiro parágrafo, outro exemplo do fraco desenvolvimento do texto, sem contar a fragilidade do argumento em si: “o empresário tem outras alternativas como elevar os preços de serviços que são oferecidos pelo local, como Alimentação, Estacionamento entre outros, isso ajuda a minimizar as consequência.”

O último parágrafo, assim como os outros, fraco e “quase infantil” – “Bom isso é o que o penso sobre a meia entrada para os estudantes” – é reflexo do desempenho regular de todo o texto; justificando, assim, a avaliação por ele recebida.

A autoria da carta – que deveria ser de um leitor – quase não aparece; essa imagem não é trabalhada. Não há cabeçalho, não há qualidade, enfim, nem no que se refere às características típicas do gênero, nem no que se refere ao cumprimento das exigências, interligadas, inclusive, com a utilização (que é ruim nesta produção textual) das informações presentes na coletânea (o texto e o infográfico).

Enfim, texto “regular” que merece, por isso, uma reescrita. Em uma segunda versão, o aluno terá chances de melhorar os pontos fracos apontados. Bom trabalho de releitura e de…reescrita!

Texto 2:

Quer pagar quanto?

Imagine essa pergunta sendo feita na hora de comprar ingressos para eventos culturais, à resposta seria simples e objetiva: o mínimo possível. Infelizmente isso não tem previsão de acontecer, mas há um mínimo possível, se não houvesse a meia-entrada os ingressos seriam mais baratos.

Com essa proposta, de não ter mais meia-entrada na compra de ingressos, não quero aqui propor o fim do benefício que foi uma vitória conquistada ainda na época de 1940 pela União Nacional dos Estudantes, mas defender um reajuste no desconto, que ajudaria todas as partes, estudantes e quem paga inteira. É bem logico que os produtores de eventos têm que manter sua margem de lucro em alta e para isso aumentam os preços dos ingressos e sobra para pagar a maior conta quem não pode contar com a vantagem da meia-entrada.

Sou estudante, mas meu pai não é, e se me perguntarem um dia quanto eu quero que custe um ingresso, eu vou responder: quero um preço que seja justo para mim, que sou estudante, e que também não seja injusto para quem não é.

I.M.M, Brasília – DF

Análise 2

O texto “Quer pagar quanto?”, infelizmente, merece a anulação. A proposta – a partir da qual o aluno deveria produzir a sua redação – exigia que se escrevesse uma carta de leitor. As instruções eram claras: “(…) escreva uma carta dirigida à seção ‘Cartas’ da revista Superinteressante, manifestando sua opinião sobre a existência da meia-entrada”.

Uma “carta dirigida à seção ‘Cartas’ da revista” nada é mais é do que uma carta de leitor, ou seja, uma missiva endereçada a um órgão da imprensa (revista, jornal, periódicos e afins; neste caso específico, seria destinada à revista Superinteressante) escrita por um leitor, com o objetivo de comentar, criticar, dar a sua opinião acerca de determinada matéria. Trata-se, portanto, de um gênero textual com características claras: autoria explícita e nítida (um leitor da revista), com interlocução também explícita e nitidamente definida (para a seção “Cartas” da revista que, poderia, inclusive, ser “personificada”; ou seja, o autor poderia se dirigir nominalmente a um jornalista, por exemplo, que seria o responsável pela seção de recebimento de cartas. Ou ainda poderia se dirigir a um grupo de jornalistas, aos “responsáveis pela seção”, ilustrando de outro modo. Outra opção seria se dirigir, simples e diretamente, “À seção Cartas”).

No texto “Quer pagar quanto?” não há nada, nenhum indício que configure a autoria e a interlocução típicas desse tipo de texto, a carta de leitor, que, inclusive, não possui título. Sendo assim, o próprio fato de haver um título nesta redação é forte prova de que o aluno, infelizmente, não entendeu a exigência da proposta redacional e não produziu um texto conforme as orientações presentes. O que existe sempre em cartas – e que também está ausente no texto em questão – é o cabeçalho.

A produção textual “Quer pagar quanto?” até cumpre com outras duas exigências da proposta (“a-manifestar um ponto de vista em relação à questão tratada; b- retomar argumentos do infográfico para dar sustentação a sua opinião”), mas o fato de o texto não ter nada que o caracterize como uma carta é motivo grave o suficiente para a anulação.

É preciso atentar-se para o importante fato de que, em uma prova de redação de vestibular, muito mais importante do que escrever bem, é ler extremamente bem. Só existe uma escrita merecedora de boa avaliação no exame vestibular se ela for precedida de uma leitura de boa qualidade. Simples assim: primeiro, é preciso ler para, depois, só depois, escrever.

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Nova proposta de redação: o tempo

Ana Prado | 01/05/2013

A proposta de redação desta semana foi tirada do vestibular 2009/1 da Universidade de Brasília (UnB). Leia os textos abaixo e siga as instruções.

Considerando que os textos apresentados acima têm caráter unicamente motivador, redija uma dissertação, apresentando argumentos que se contraponham à seguinte concepção de tempo expressa pelo poeta clássico Ovídio: o tempo, esse devorador de coisas.

 

Você pode enviar seu texto até terça-feira, dia 7 de maio, para o e-mail: redacaoguia@gmail.com. Coloque seu nome completo, idade e cidade. Ele poderá ser avaliado e publicado aqui no blog.

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Novo tema para redação: a TV e o isolamento

Ana Prado | 25/04/2013

A proposta de redação desta semana também foi tirada do vestibular 2011 da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). Leia os textos abaixo e siga as instruções.

“Televisão é um meio de entretenimento que permite a milhões de pessoas assistirem à mesma coisa ao mesmo tempo – ainda assim continuarem solitárias.” T. S. Eliot

(SCLIAR, Moacyr. A língua de três pontas: crônicas e citações sobre a arte de falar mal. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2001. p. 113).

Com base no pensamento de T. S. Eliot e em sua experiência como telespectador, produza um texto argumentativo sobre o tema: A TV isola o homem de seu ambiente, e aí começa o processo de separação e solidão.

OBSERVAÇÕES:

1) Utilize a norma culta escrita da língua portuguesa.

2) Trabalhe seu texto respeitando o recorte temático.

3) Analise a relação: TV, veículo de comunicação de massa x solidão humana.

 

Você pode enviar seu texto até terça-feira, dia 30 de abril, para o e-mail: redacaoguia@gmail.com. Coloque seu nome completo, idade e cidade. Ele poderá ser avaliado e publicado aqui no blog.

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Novo tema de redação: a favela e a realidade urbana

Ana Prado | 17/04/2013

A proposta de redação desta semana foi tirada do vestibular 2011 da Universidade Estadual de Santa Cruz (UESC). Leia os textos da coletânea e siga as instruções.

“A favela não é um problema, nem uma solução. A favela é uma das mais contundentes expressões das desigualdades que marcam a vida em sociedade em nosso país, em especial nas grandes e médias cidades brasileiras. É nesse plano, portanto, que as favelas devem ser tratadas, pois são territórios que colocam em questão o sentido mesmo da sociedade em que vivemos. O significado da apropriação e uso do espaço urbano deve estar na primeira página de uma agenda política de superação das más condições de vivência no nosso mundo. Estamos diante de um desafio, e não mais diante de um “problema dos outros”.

(SOUZA e SILVA, Jailson; BARBOSA, Jorge Luiz. Favela: alegria e dor na cidade. Rio de Janeiro: Senac Rio, 2005. p. 91).

Produza um texto dissertativo-argumentativo em que você desenvolva as ideias contidas no fragmento em destaque e que tenha como título a frase: “Estamos diante de um desafio, e não mais diante de um problema dos outros”.

OBSERVAÇÕES:
1) Utilize a modalidade padrão da língua.
2) Enfoque a favela num sentido mais amplo da realidade urbana.
3) Discuta causas e consequências da existência do fenômeno social dentro das cidades brasileiras.

 

Você pode enviar seu texto até segunda-feira, dia 22 de abril, para o e-mail: redacaoguia@gmail.com. Coloque seu nome completo, idade e cidade. Ele poderá ser avaliado e publicado aqui no blog.

 

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Nova proposta de redação: muros visíveis e invisíveis que separam as pessoas

Ana Prado | 09/04/2013

A proposta de redação desta semana foi tirada do vestibular 2010 da Universidade Federal da Bahia (UFBA). Leia os textos da coletânea e siga as instruções.

Os três fragmentos oferecidos para a sua reflexão apresentam situações distintas, mas que se identificam ao tratarem dos muros visíveis e invisíveis que separam as pessoas.

A partir de uma análise das ideias desses fragmentos, produza um texto argumentativo — na forma de prosa que julgar conveniente — em que você discuta a desigualdade reveladora de muros visíveis e invisíveis no Brasil, sugerindo alternativas de mudança.

Você pode enviar seu texto até segunda-feira, dia 15 de abril, para o e-mail: redacaoguia@gmail.com. Coloque seu nome completo, idade e cidade. Ele poderá ser avaliado e publicado aqui no blog.

Importante: apenas uma redação será corrigida, mas não fique chateado. Lembre-se de que a melhor forma de se preparar para a prova de redação é treinando, certo?

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Nova proposta de redação: Prisões são a melhor solução?

Ana Prado | 01/04/2013

A proposta de redação desta semana foi tirada do Vestibular de Inverno 2012 da Universidade de Passo Fundo (UPF).

Analise os dois textos a seguir e siga as instruções.

Texto 1


Imagens: Jornal Zero Hora, 05/4/2012

Texto 2

 A atual situação do Presídio Central em Porto Alegre/RS, exposta nas imagens acima, aquece o debate sobre o sistema carcerário no Brasil. Na avaliação do juiz Sidnei Bruzusca, da Fiscalização dos Presídios da Vara de Execuções Criminais (VEC) de Porto Alegre e da Região Metropolitana, o atual modelo é inadequado. “É barato para o estado e caro para a sociedade. Ele retroalimenta o crime organizado”, afirma Bruzusca, em entrevista ao Jornal Sul21, em 28/04/2012.

 

Com base nas informações dos textos acima e no seu conhecimento acerca do assunto, redija um texto dissertativoargumentativo, concordando com a avaliação do juiz acerca do atual modelo prisional ou discordando dela: É barato para o estado e caro para a sociedade”.

Você pode enviar seu texto até quinta-feira, dia 4 de abril, para o e-mail: redacaoguia@gmail.com. Coloque seu nome completo, idade e cidade. Ele poderá ser avaliado e publicado aqui no blog.

Importante: apenas uma redação será corrigida, mas não fique chateado. Lembre-se de que a melhor forma de se preparar para a prova de redação é treinando, certo?

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