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Há 73 anos, Anne Frank era capturada pelos nazistas

No dia 4 de agosto de 1944, tinha fim os dois anos de esconderijo da família Frank em Amsterdã

No dia 4 de agosto de 1944, tinha fim os dois anos de esconderijo da família Frank: o anexo secreto que ocupavam em Amsterdã, atrás de um escritório, foi invadido pela polícia alemã. Até hoje, não se sabe quem foi o informante que fez a denúncia. Com exceção do pai, Otto Frank, todos os ocupantes do anexo morreram no Holocausto. A tragédia, no entanto, deu origem a uma das obras mais icônicas do século 20: O Diário de Anne Frank, o livro que reúne os relatos feitos pela adolescente de 15 anos, filha de Otto, durante os dois anos em que passou confinada com sua família e mais outros companheiros, fugindo da perseguição nazista.

As anotações de Anne terminam no dia 1º de agosto, três dias antes da brusca invasão do esconderijo. Alguns meses depois, Anne e sua irmã, Margot, morreriam de tifo em um campo de concentração. De acordo com o relato dos funcionários do escritório, amigos da família, que os vinham protegendo nos últimos dois anos, aquela manhã do dia 4 começou como todas as outras. Veja como ocorreu a invasão (horários aproximados):

Anne-Frank-Capa
Imagem: Divulgação

8h – Miep Gies, uma das funcionárias, sobe ao anexo secreto para pegar a lista de compras com os pedidos da família.

Antes das 11h – Alguém faz a ligação anônima para o escritório da polícia alemã em Amsterdã, alegando que havia judeus escondidos na rua Prinsengracht, 263, endereço do escritório.

11h – Um homem com roupas civis adentra o escritório e aponta uma arma aos funcionários que trabalhavam na parte da frente. Logo depois, dois policiais entram na mesma hora e forçam os funcionários a mostrar completamente o interior do prédio.

11h15 – O marido de Miep, Jan, chega para o almoço. Miep o avisa de que algo está errado. Ele vai embora rapidamente.

11h30 – Outro funcionário, Johannes Kleiman, pede a Bep Voskuijl que vá à farmácia uma rua à frente e ligue para sua esposa, dando as notícias, e fuja em seguida.

13h – Um oficial alemão, chamado Karl Silberbauer, entra no escritório de Miep e a confronta.

13h30 – Miep ouve o som dos ocupantes do anexo descendo as escadas. De acordo com ela, era possível dizer, pelos passos, que eles estavam descendo como “cachorros apanhando”. Na mesma hora, Jan, do outro lado da rua, vê seus amigos entrando em um caminhão verde, levados pelos policiais.

17h – Os funcionários do escritório entram no esconderijo para verificar o que aconteceu. Todo o lugar está um caos, com roupas e objetos espalhados ou quebrados. Miep repara que o diário de Anne está jogado no chão do quarto de seus pais. Ela o pega, junto de um xale que pertencia à moça. Alguns anos depois, é Miep quem entrega o diário da filha a Otto Frank, que consegue publicá-lo em 1947.

De Anne, pouco temos além de algumas fotos e o registro de seus pensamentos, já lidos e relidos por todo o mundo. Já um vídeo gravado em julho de 1941 surpreendentemente registra Anne inclinada pela janela de sua casa, enquanto observa a moça que morava na porta ao lado se casando. A rápida filmagem é lembrança de que, um dia, Anne Frank viveu e sorriu, curiosa, diante de uma cena feliz. Muito melhor guardar essa imagem dela na cabeça, certo? Assista:

>> Saiba mais sobre o diário de Hélène Berr (e como essa história é parecida com a de Anne Frank)

*Com informações do site Mental Floss. Acesso aqui.

Comentários

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  1. Guilherme Junqueira de Almeida

    Triste história…

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