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A história das irmãs Brontë, autoras de clássicos que tiveram a vida marcada por tragédias

Mergulhadas no universo literário desde cedo, criaram obras pioneiras para a época e que fazem sucesso até hoje

Por Redação
9 mar 2026, 15h00 • Atualizado em 9 mar 2026, 18h07
Anne, Emily e Charlotte Brontë. Quadro do seu irmão Branwell (c. 1834). Ele pintou-se entre as irmãs, mas retirou a imagem mais tarde para não sobrecarregar o quadro.
Anne, Emily e Charlotte Brontë. Quadro do seu irmão Branwell (c. 1834). Ele pintou-se entre as irmãs, mas retirou a imagem mais tarde para não sobrecarregar o quadro (Branwell/Wikimedia Commons)
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  • Com toda a repercussão em torno do filme O Morro dos Ventos Uivantes, o nome de Emily Brontë voltou aos holofotes. Para quem conhece um pouco da trajetória da autora, sabe que essa veia literária é de família. Afinal, suas irmãs, Charlotte e Anne também lançaram clássicos e deixaram sua marca na história.

    Criadas em uma vila isolada na Inglaterra do século 19, Charlotte, Emily e Anne Brontë transformaram solidão, luto e imaginação em alguns dos romances mais importantes da literatura ocidental.

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    Uma casa no meio dos ventos

    As irmãs cresceram em Haworth, uma pequena vila no norte da Inglaterra que parecia realmente um cenário de filme de época com paisagens abertas e selvagens.

    O pai delas era pastor anglicano e a mãe morreu quando as meninas ainda eram pequenas. Duas irmãs mais velhas também faleceram cedo, depois de estudarem em um internato conhecido pelas condições precárias. Perda e isolamento não eram abstrações literárias: eram parte da vida cotidiana.

    Mas é importante não romantizar o sofrimento. Elas não eram “selvagens trancadas numa torre”. Tiveram educação formal por um período, e mantiveram contato com o mundo editorial. Ainda assim, cresceram em um ambiente relativamente fechado e isso teve impacto direto na formação delas.

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    Crianças que criavam reinos imaginários

    Sem muitas distrações externas, os irmãos Brontë (vale lembrar que elas também tinham um irmão, Branwell) passaram a infância inventando mundos fictícios complexos, com mapas, política, guerras e personagens recorrentes.

    Muito antes de publicarem romances, já escreviam histórias em cadernos minúsculos, quase ilegíveis a olho nu. Era uma prática literária intensa, quase como um “laboratório criativo” doméstico.

    Essa infância imaginativa ajuda a entender a densidade emocional e a força dramática dos livros que viriam depois.

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    Publicar um livro sendo mulher no século 19? Melhor usar outro nome

    Em 1847, as três irmãs lançaram seus romances usando pseudônimos masculinos: Currer, Ellis e Acton Bell. E isso não era exagero, afinal, mulheres escritoras eram frequentemente tratadas com desconfiança ou desprezo.

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    As narrativas eram intensas, moralmente ambíguas e emocionalmente violentas para os padrões da época.

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    Tragédia e consagração

    A história das irmãs também é marcada por perdas rápidas. Emily e Anne morreram jovens, poucos anos após a publicação de seus livros. Charlotte viveu um pouco mais, viu o sucesso crescer e ajudou a consolidar o legado das irmãs.

    O “mito das Brontë”, as jovens geniais isoladas, ajudou a eternizar a imagem delas. Mas por trás da lenda havia trabalho disciplinado, leitura intensa e ambição literária. 

    Abaixo, conheça um pouco mais sobre a trajetória literária de cada uma delas.

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    A força de “Jane Eyre”

    Publicado por Charlotte Brontë, Jane Eyre acompanha uma governanta pobre, órfã e independente que se apaixona pelo enigmático Sr. Rochester. A obra faz uma crítica às limitações impostas às mulheres, e traz elementos do romance gótico e do realismo psicológico.

    Jane não é passiva. Ela sente, sofre, ama, mas decide. E isso era revolucionário para a época.

    O amor sombrio de “O Morro dos Ventos Uivantes”

    Único romance de Emily Brontë, “Wuthering Heights” (em português, “O Morro dos Ventos Uivantes”) é uma história de amor – mas nada romântica no sentido convencional.

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    Heathcliff e Catherine vivem uma relação marcada por obsessão, orgulho e destruição. O livro foi considerado perturbador quando lançado. Hoje, é visto como uma obra-prima pela complexidade psicológica e pela estrutura narrativa inovadora.

    O Morro dos Ventos Uivantes

    o morro dos ventos uivantes

    Anne Brontë: a mais realista e talvez a mais ousada

    Menos lembrada do que suas irmãs, Anne Brontë escreveu “The Tenant of Wildfell Hall” (“A Inquilina de Wildfell Hall”), um romance que aborda alcoolismo, violência conjugal e o direito de uma mulher abandonar o marido.

    Dá para imaginar o barulho – e incômodo – que isso gerou em pleno século 19? Muitos críticos hoje veem Anne como uma das primeiras vozes feministas da literatura inglesa.

    A inquilina de Wildfell Hall

    A inquilina de Wildfell Hall

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    A história das irmãs Brontë, autoras de clássicos que tiveram a vida marcada por tragédias
    Repertório Cultural
    A história das irmãs Brontë, autoras de clássicos que tiveram a vida marcada por tragédias
    Mergulhadas no universo literário desde cedo, criaram obras pioneiras para a época e que fazem sucesso até hoje

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