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Como Shrek quebra estereótipos na infância

O filme completa 20 anos em 2021 e é um exemplo da inclusão

Por Giulia Gianolla 23 jun 2021, 16h40

Vamos combinar, um dos filmes que mais une gerações é Shrek. Apesar de ser amado por pessoas mais velhas e também pelas crianças, a animação da DreamWorks completa 20 anos em 2021. O filme já virou meme nas redes sociais, tema de festa de aniversário e é impossível não reconhecer a música tema sempre que ela toca:

A proposta do longa-metragem era reinventar os clichês dos contos de fadas, mas, de quebra, se tornou um grande exemplo da subversão de estereótipos de gênero e da inclusão. Vem ver alguns exemplos:

Princesas

Fiona, a princesa que “precisa ser resgatada”, sai do lugar comum de indefesa e tem suas próprias jornadas de ação e descoberta. Desde o primeiro filme, mostra ter vícios ditos masculinos, luta e defende seus amigos. No quarto filme, onde Shrek encara uma realidade paralela, ela assume até o papel de líder guerreira em uma comunidade de ogros.

As princesas dos contos de fadas clássicos também quebram seus estereótipos em Shrek. Principalmente no terceiro filme da série quando protagonizam cenas de ação, saem do papel ‘gracioso’ e assumem a liderança em algumas situações. Tudo isso sem que seja necessário haver uma fala sobre o lugar da mulher ou que o foco da narrativa seja alterado. 

Ogro

Shrek, Fiona e seus filhos trigêmeos
DreamWorks/Reprodução

“Ogros são como cebolas, eles têm camadas!” Ao longo dos filmes, a imagem tipicamente masculina de brutamonte raivoso do ogro se transforma na imagem do pai amoroso, marido apaixonado e amigo fiel. Na cena de início do filme, inclusive, há uma comparação implícita que retrata os humanos como os vilões – não o ogro. Enquanto Shrek pega uma colher para tomar sopa, os camponeses pegam armas para atacá-lo. Shrek aparece acendendo uma lareira e, logo em seguida, os camponeses acendem tochas. 

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Fada Madrinha

Diferente do que se espera, um dos vilões dos filmes de Shrek é uma mulher mais velha, mãe coruja e apaixonada por contos de fadas. A fada madrinha é a dona de uma grande corporação de poções e feitiços e lidera esquemas criminosos, de propina a sequestros.

Rei 

Farquaad é um rei autoritário e maldoso. No entanto, sua imagem não é o estereótipo intimidador: é baixinho, pouco inteligente e sem nenhuma habilidade para lutas. Apenas comanda que outros façam o ‘serviço sujo’ por ele – e mesmo assim, fracassa.

Príncipe encantado 

O príncipe, que salvaria o dia em outras animações clássicas, vira um adulto narcisista e dependente de sua mãe. Nada perfeito, ele falha na missão de salvar a princesa e de conquistar seu coração. Ao fim, vira ator de teatro.

Personagens transexuais

Doris, a irmã de Cinderella. Em Shrek, é uma personagem trans.
DreamWorks/Reprodução

A saga é admirada por parte da comunidade LGBTQIA+ por incluir personagens transgênero de modo natural. Dóris, uma das irmãs da Cinderela, é um bom exemplo: tem o corpo grande, musculoso e voz grossa, mas se encaixa entre as princesas no terceiro filme e vira dama de honra do casamento de Fiona. Fãs têm teorias que incluem Pinóquio, o Lobo Mal e outros personagens como parte da comunidade LGBTQIA+, mas Dóris segue sendo a representação mais confirmada.

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