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Enem 2021: o que esperar do segundo dia de prova

Em matemática, muito raciocínio lógico. Em física, o centenário de um fenômeno descoberto por Einstein. Veja também apostas para química e biologia

Por Juliana Morales Atualizado em 25 nov 2021, 17h02 - Publicado em 25 nov 2021, 16h57

Apesar das recentes polêmicas envolvendo tentativas de censura de temas sensíveis ao atual governo, o primeiro dia do Enem 2021, realizada no último domingo (21), atendeu às expectativas dos professores em relação aos conteúdos, sem grandes novidades. Além das 90 questões, 45 de Ciências Humanas e 45 de Linguagens, os candidatos tiveram que escrever uma redação cujo tema foi “Invisibilidade e registro civil: garantia de acesso à cidadania no Brasil.

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Agora, os candidatos se preparam para o próximo desafio. No domingo (28), serão 45 questões de Ciências da Natureza e 45 questões de Matemática. O GUIA conversou com professores do Sistema de Ensino pH para entender o que os estudantes devem esperar do segundo dia de provas e em quais assuntos focar. Confira dicas para essa reta final!

Matemática

Ricardo Suzuki, autor de Matemática do pH, acha que a prova deverá exigir do candidato a capacidade de interpretação de dados e de enunciados. E que deverá cobrar a principal habilidade requisitada pelo Enem nos últimos anos: o raciocínio lógico matemático. Ou seja, o desafio deverá ser encontrar saídas lógicas para o problema proposto.

Suzuki esclarece que, ao contrário do que muitas pessoas acham, para ir bem na prova de matemática do Enem não basta saber as fórmulas, é necessário que o participante tenha conhecimento teórico e conceitual.

“Uma dica para resolver bem e mais rápido as questões é ler a pergunta primeiro e só depois o enunciado. Assim, o estudante já sabe qual é a informação que ele está procurando no enunciado”, aconselha.

Em relação aos assuntos, Suzuki aponta os que devem aparecer na prova, de acordo com o histórico.

– Porcentagem;

– Razão, proporção e regra de 3;

– Equações de primeiro e segundo grau;

– Funções;

– Geometria plana;

– Geometria espacial.

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Física

Raphael Barbosa, autor de Física do pH, acredita que o escopo da prova vai ser semelhante ao da última edição. Mas faz uma aposta: em 2021 é comemorado os 100 anos da conquista do prêmio Nobel por Albert Einstein pela explicação do fenômeno do efeito fotoelétrico. A prova pode usar esse gancho para cobrar o conteúdo. “Efeito fotoelétrico é um assunto de Física moderna que já ‘pipocou’ no Enem em mais de uma oportunidade e tem uma quantidade incrivelmente grande de aplicações no nosso cotidiano”, explica Barbosa.

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Outro tema importante, segundo o professor, é energia. A prova pode cobrar de forma ampla, tratando do consumo de energia elétrica, conservação ou não de energia mecânica. Dentro desse contexto de energia, ele ainda destaca outro assunto que tem aparecido muito: calorimetria.

Por fim, Barbosa aponta um tópico famoso no Enem desde 2009, a Física Ondulatória, mais precisamente os fenômenos. “Então, os alunos devem levar para a prova uma ideia minimamente sólida de fenômenos ondulatórios também”, diz.

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Química

“Se pensarmos no que estamos vivendo, no contexto da pandemia, uma aposta são compostos orgânicos relacionados a imunizantes“, diz Pedro César Fiorett, autor de Química do pH.

Traçando um perfil da prova nos últimos 5 anos, Fiorett ainda destaca alguns temas para o aluno dar uma atenção especial:

– Questões ambientais;

– Métodos de separação de misturas;

– Estequiometria

– Eletroquímica (eletrólise, pilha e complicações);

– Radioatividade;

– Funções da química orgânica, envolvendo as principais: álcool, fenol, éter, aldeído, cetona, ácido.

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Biologia

Cícero Melo, autor de Biologia do pH, acha improvável que a Covid-19 seja abordada no exame, uma vez que existe todo um processo complexo e demorado para definir e aprovar novas questões. No entanto, o professor aponta que existem assuntos que estão correlacionados à doença e que poderão cair, ou seja, o Enem pode trabalhar temas que se relacionam indiretamente com a pandemia.

“O exame pode abordar novas tecnologias de vacina utilizando o vírus como vetor não replicável. Há a possibilidade de utilizar também Biotecnologia para falar de vacina de RNA mensageiro. Além de questões que falam sobre agentes causadores de outras doenças”, exemplifica.

Pensando em temas tradicionais da disciplina no Enem, Melo aponta Ecologia como o assunto mais provável: “é um tema que normalmente pega 5 questões das 15, ou seja, 1/3 da prova”. Segundo o professor, das 10 questões que sobram, o Enem distribui entre os seguintes temas: Fisiologia Humana, Programa de Saúde, Biologia Molecular (DNA, RNA, etc), Biotecnologia e Genética Molecular. “Lembrando que o exame sempre acaba contextualizando esses conteúdos, há sempre uma relação com uma situação-problema”, completa.

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