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5 dicas para quem vai fazer cursinho pela primeira vez

A experiência será bem diferente do que você viveu no seu Ensino Médio. E está tudo bem

Ao terminar o Ensino Médio, muitos estudantes que não foram aprovados em uma universidade optam por continuar estudando em um curso pré-vestibular. E, por mais dedicado que você tenha sido no colégio, essa experiência exigirá um empenho diferente. 

Escola X cursinho

No colégio, parte dos alunos se acostuma a estudar apenas para passar em um exame ou em uma prova bimestral. Segundo Heitor Ribeiro, coordenador do Anglo Vestibulares, isso faz com que eles não tenham a preocupação em fixar o conteúdo e estudem apenas na véspera das provas, algo que é impossível para o vestibular. “Outra diferença é que o cursinho também acaba tendo um ritmo muito maior, uma vez que se trata de uma revisão do conteúdo dos três anos do Ensino Médio”, diz.

E já parou para pensar que o final do ano será totalmente diferente? No Ensino Médio, o estudante relaxa no final do ano, afinal é o período de férias. Para quem presta vestibular, essa é justamente a época em se precisa ter mais disposição, já que os vestibulares mais tradicionais e concorridos começam no final de outubro e terminam no meio de janeiro. “É uma mudança muito grande. O estudante precisa se preparar para isso, ter gás e vontade, e estar no auge da preparação dele até o fim”, explica Marcelo Fonseca, coordenador Geral do Curso Etapa. 

Confira 5 dicas para quem vai fazer cursinho pela primeira vez:

Rotina

A preocupação com a regularidade de seus horários é importante nesse momento. “O estudante deve fazer um planejamento e organizar sua carga horária de estudos, de forma responsável e respeitando seus limites: controlar a hora de dormir, de acordar, e alinhar os momentos de aula e de fazer as tarefas”, explica Heitor.

Segundo o coordenador, o cursinho exige que o aluno tenha maturidade e seja ativo no processo de aprendizagem. Assistir às aulas é muito importante, mas ele precisa fazer o seu trabalho individual de sentar e estudar. 

“É o famoso ‘aula dada, aula estudada’. É tudo muito rápido! Se o estudante perde o fio da meada, já era. Depois de assistir à aula, aquele dia deve ser dedicado a estudar, treinar e exercitar aquele conteúdo”, diz Marcelo. 

Faça simulados

Os benefícios de fazer os simulados propostos pelos cursinhos vai além do que apenas saber o estilo dos exames. “Muito mais do que o número de acertos, o simulado serve como forma de revisão, lugar para treinar estratégias de prova e também para você fazer uma análise daquilo que errou e buscar entender esses assuntos”, diz Heitor.

Essa análise é importante mesmo quando o estudante vai bem, porque é necessário verificar se esse “bem” é verdadeiro. “No simulado, chutar e acertar é erro. O vestibulando precisa analisar por que não sabia resolver aquela questão e correr atrás do conteúdo”, completa Marcelo. 

Tire suas dúvidas

É importante que o estudante tire suas dúvidas de verdade. Se não conseguem resolver um exercício, muitos apenas olham a resolução e passam para a próxima pergunta. Mas é fundamental resolver o exercício com o máximo de afinco e realmente entender o motivo de não ter conseguido acertar. 

Isso vale tanto para testes quanto para dissertativas. “Responda a pergunta como se fosse apresentá-la ao examinador. Letra bonita e resposta organizada, sintética e no espaço disponibilizado no vestibular. Não é esboço nem rascunho”, aconselha Marcelo. Depois, pegue a sua resposta e compare com a oficial. Se elas não baterem, estude e tente responder novamente. 

Treine a redação

A redação tem grande peso nos vestibulares e o estudante deve praticá-la ao longo do ano buscando constantemente o aperfeiçoamento. Nada de deixar para fazer redações apenas quando as provas se aproximarem.

Muito equilíbrio

Alimentar-se mal, deixar de ir ao médico e perder noites de sono são algumas atitudes que podem causar grandes estragos e prejudicar todo o esforço que o estudantes teve. Por isso é importante balancear toda a dedicação e garra com o bem-estar físico e mental.

O vestibulando precisa estar bem física, mental e emocionalmente. Se não estiver nesse estado vai ter um resultado aquém do que poderia. “Não é abrir mão de tudo, pensando que assim vai merecer uma vaga, mas ter uma rotina de boa alimentação, sono de qualidade, momentos de lazer e atividade física regular. Vestibular é eficiência, não sofrimento”, diz Marcelo.