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6 vereadoras que trazem mudança no perfil das câmaras brasileiras

Algumas pioneiras, outras recordistas em votos, vereadoras eleitas fazem história nas eleições de 2020

Por Giulia Gianolla Materia seguir SEGUIR Materia seguir SEGUINDO
Atualizado em 2 dez 2020, 13h41 - Publicado em 16 nov 2020, 20h58
Erika Hilton, mulher trans, negra e sexta mais votada em SP
Erika Hilton, mulher trans, negra e sexta mais votada em SP (Instagram/Reprodução)
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Por muito tempo, a política brasileira ficou marcada como um ofício de homens, majoritariamente brancos, majoritariamente mais velhos. Mas as eleições municipais de 2020 deram um passo importante para o aumento da diversidade nas câmaras brasileiras. Várias cidades elegeram pela primeira vez representantes da comunidade trans, mulheres negras e pessoas de origem periférica. São Paulo elegeu um número recorde de mulheres: foram 13 das 55 cadeiras (e é bom lembrar que foram só 6 na eleição de 2012). Em Porto Alegre, o número de mulheres também dobrou, de 5 para 11, mas participação de negros ainda é pequena, 5 dos 36 vereadores. Por outro lado, entre os prefeitos, só 12% dos eleitos em primeiro turno são mulheres, e o número de candidaturas não aumentou em relação a 2016. Ou seja: há um longo caminho pela frente.

Mas o GUIA separou 6 candidatas eleitas que personificam o aumento da representatividade em seus municípios:

Erika Hilton (São Paulo)

A primeira mulher trans eleita pela cidade de São Paulo é também a mulher mais votada no município. Erika Hilton (PSOL) recebeu 50.508 votos e ficou em 6º lugar na colocação geral de candidatos. Ela, que ao longo da campanha, levou o lema de “transformar a política”, se manifestou em seu Instagram sobre um novo perfil para a Câmara dos vereadores: “Essa cara é preta, é viada, é travesti, é de mulher. É a inovação e a juventude chegando.”

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Duda Salabert (Belo Horizonte)

A vereadora mais votada na história de Belo Horizonte é a professora de literatura Duda Salabert (PDT), com 37.613 votos. Primeira mulher trans eleita na capital mineira, é a idealizadora da ONG TransVest, que luta pela inserção de transexuais e travestis na sociedade pela educação. Na manhã após sua vitória, veio a público em suas redes e contou aos eleitores: “Estou na política, mas sou professora. Independente do cargo que eu estiver, continuarei dando aulas.”

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Carol Dartora (Curitiba)

A professora de História e doutoranda em Educação comemorou não só os 8.874 votos que recebeu para a Câmara de Curitiba, mas também o fato de ser a primeira mulher negra eleita para o Legislativo municipal. Entre suas bandeiras estão a redução do preço da passagem do transporte público e da violência contra a juventude negra, grande vítima de homicídios com armas de fogo no Brasil.

 

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Linda Brasil (Aracaju)

Assim como em BH, a pessoa mais votada em Aracaju foi uma mulher trans. Linda Brasil (PSOL) recebeu 5.773 votos, é mestra em Educação e defensora dos direitos humanos. “É uma responsabilidade muito grande, mas quando eu penso na importância, na representatividade, fico cada vez mais motivada a lutar”, disse ela em suas redes em uma live depois do anúncio de sua eleição.

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Bia Caminha (Belém)

Com 21 anos, Bia é a vereadora mais jovem da história de Belém. Eleita com 4.874 votos, é uma mulher negra, feminista e bissexual. Ainda na faculdade, cursa Arquitetura e Urbanismo na UFPA, é diretora da UNE e vice-presidente do PT Pará. No Instagram, a vereadora eleita disse: “Nossa caminhada por uma cidade mais justa, democrática, solidária e humana está apenas começando.”

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Talita Cadeirante (Taubaté)

A professora Talita é cadeirante e se tornou a mulher mais votada da Câmara de Vereadores do município, que fica no interior de São Paulo. Eleita aos 23 anos pelo PSB, recebeu 2.900 votos e celebrou no Instagram: “Vamos juntos por uma Taubaté mais inclusiva, com um novo jeito de caminhar.”

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