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8 mulheres negras que fizeram história no Brasil

Elas tiveram trajetórias repletas de luta e se destacaram em diferentes momentos no país

Você sabe quem foi a primeira mulher a publicar um romance no Brasil? Ou então quem foi a primeira negra a ser eleita para o cargo de deputada federal por aqui? Muitas mulheres, embora tenham feito história e deixado um belo legado, têm suas trajetórias pouco valorizadas no país. 

Por isso, separamos nove mulheres negras que se destacaram na política, na luta por igualdade racial e de gênero, na literatura e em diversas outras áreas para inspirar você e mostrar um lado da história poucas vezes abordado em sala de aula. Confira:

Dandara

 (Reprodução/Reprodução)

Dandara lutou contra o sistema escravocrata e se tornou um dos maiores nomes da resistência quilombola do país no século 17. Foi esposa de Zumbi dos Palmares, líder do Quilombo dos Palmares e cuja morte inspirou o Dia da Consciência Negra. Sabia técnicas de capoeira e liderou a parte feminina do exército de Palmares. Embora existam poucos dados sobre sua vida, acredita-se que ela tenha nascido no Brasil e que se suicidou, em 1694, após ser presa na queda do quilombo, para não precisar voltar à condição de escrava.

Maria Firmina dos Reis 

Nascida em São Luís (MA), foi a primeira romancista brasileira a ter um livro publicado no país. Sua obra Úrsula foi lançada em 1860 e abordava a questão abolicionista no enredo. Mas essa não foi a única área a ter o pioneirismo da autora. Ela também foi a primeira mulher a ser aprovada em um concurso público no Maranhão, para o cargo de professora de primário. Além disso, Maria Firmina fundou a primeira escola mista gratuita na região. 

Antonieta de Barros

 (Reprodução/Reprodução)

Filha de uma ex-escrava, Antonieta de Barros nasceu em Santa Catarina e, além de jornalista e professora, foi a primeira deputada estadual negra do país e a primeira deputada mulher do estado, em 1934.

Defendia e lutava pela igualdade racial e de gênero no país e atuava em prol de questões políticas relacionadas à educação de qualidade para as mulheres. Criou o jornal A Semana, dirigiu a revista Vida Ilhoa e atuava na Frente Brasileira para o Progresso Feminino. 

Carolina Maria de Jesus

 (Reprodução/Reprodução)

Carolina Maria de Jesus nasceu em 1914, em Sacramento (MG). De família pobre, frequentou a escola por apenas dois anos e se mudou para São Paulo, em 1937, em busca de melhores condições de vida. Trabalhando como catadora de papel, morava na favela do Canindé e escrevia sobre o seu dia a dia em um diário. Seus relatos deram origem ao livro Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada.

Publicada em 1960 e vendida em mais de 40 países, a obra fez da autora uma das maiores referências da literatura brasileira. 

Tereza de Benguela

 (Internet/Reprodução)

Tereza de Benguela foi líder do Quilombo Quariterê, em Mato Grosso, e posteriormente recebeu o título de rainha Tereza. Ela se destacou por instituir uma espécie de parlamento no quilombo, onde se discutiam as regras da comunidade.

Em 1770, ela foi morta por soldados do Estado. Em sua homenagem, no dia 25 de julho se celebra o Dia Nacional de Tereza Benguela e da Mulher Negra no Brasil.

Ruth de Souza

 (Reprodução/Reprodução)

Nascida no Rio de Janeiro, Ruth de Souza foi a primeira atriz negra a atuar no Theatro Municipal do Rio de Janeiro, com a peça Imperador, em 1945. Além disso, Ruth foi a primeira brasileira a ser indicada ao prêmio de Melhor Atriz em um festival internacional de cinema, por sua atuação no filme Sinhá Moça. Isso ocorreu no Festival de Internacional de Veneza, em 1954.

Além do teatro e do cinema, ela também se destacou na televisão ao participar de programas de variedades e musicais, assim como por ter sido a primeira negra a protagonizar uma novela, A Cabana do Pai Tomás, da TV Globo, em 1969.

Tia Ciata 

 (Reprodução/Reprodução)

Hilária Batista de Almeida, a Tia Ciata, ficou conhecida por ceder o quintal para a reunião de diversos artistas que deram origem ao samba, tornando-se um dos maiores nomes da cultura brasileira do início do século 20. Conhecida por ser o berço do samba no Brasil, sua casa ficava na região do Centro do Rio de Janeiro que ganhou o nome de Pequena África por reunir ex-escravos que moravam nos morros próximos. Lá, eles faziam festas, cantavam e tocavam samba. Na época, esse estilo musical sofria repressão, mas Tia Ciata era conhecida e respeitada entre as autoridades.

Dona Ivone Lara

 (Reprodução/Reprodução)

Yvonne da Silva Lara foi a primeira mulher a compor um enredo de escola de samba: Os Cinco Bailes Tradicionais da História do Rio, em 1965, para a Império Serrano. Formou-se em Enfermagem, mas foi na música que se destacou. Ela costumava compor sambas, mas os apresentava como se fossem de um primo, já que uma obra criada por um homem tinha mais chances de ser aceita e reconhecida. Dona Ivone Lara abriu espaço para que outras mulheres conseguissem participar de rodas de sambas.

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