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Como se faz uma vacina?

Saiba como o assunto, um dos mais quentes do ano, pode aparecer nos vestibulares

As vacinas são produzidas com componentes dos próprios micro-organismos que causam a doença. Em geral, são versões enfraquecidas ou mortas desses micro-organismos, que ativam os anticorpos ao serem injetadas. Assim, na próxima vez em que a pessoa for infectada, seu corpo já terá a memória de defesa, ou seja, os anticorpos específicos para combater o invasor, evitando o contágio.

Em alguns casos, não é o micro-organismo, mas, sim, uma toxina que ele produz que causa a doença, então a vacina atua para neutralizá-la. Quando é a quantidade do vírus que importa, o trabalho é para impedir a multiplicação. A vacina é produzida de acordo com a ação do vírus no corpo.

 

Elas podem ter diversas fórmulas. Existem vacinas que são produzidas com a injeção do vírus em ovos com embriões vivos. Eles vão se multiplicar e depois passam por tratamento para poderem ser utilizados. As vacinas da gripe, por exemplo, são refeitas todos os anos, já que o vírus sofre mutações anuais e o agente causador da doença muda. Dessa forma, a vacina precisará ser feita de acordo com o novo material genético para ter efeito.

Os processos de produção de uma vacina são fiscalizados pela Organização Mundial de Saúde e agências reguladoras dos países. Geralmente os primeiros testes são feitos em animais. Se der certo e eles não apresentarem reações, a vacina pode ser testada em pessoas.

Assunto de prova

No Enem 2019, a produção de vacina, inclusive, foi um dos temas cobrados na prova de Biologia. A questão tratava da comparação entre o tratamento tradicional e a vacina para combater a esquistossomose. Confira a resolução.

Questão 93 (caderno azul – 2° dia)

A esquistossomose (barriga-d’água) caracteriza-se pela inflamação do fígado e do baço causada pelo verme Schistosoma mansoni (esquistossomo). O contágio ocorre depois que larvas do verme são liberadas na água pelo caramujo do gênero Biomphalaria, seu hospedeiro intermediário, e penetram na pele humana. Após o diagnóstico, o tratamento tradicional utiliza medicamentos por via oral para matar o parasita dentro do corpo. Uma nova estratégia terapêutica baseia-se na utilização de uma vacina, feita a partir de uma proteína extraída do verme, que induz o organismo humano a produzir anticorpos para combater e prevenir a doença.

Instituto Oswaldo Cruz/Fundação Oswaldo Cruz (lOC/Fiocruz). Fiocruz anuncia nova fase de vacina para esquistossomose. Disponível em: http://agenda.fiocruz.br. Acesso em: 3 maio 2019 (adaptado).

Uma vantagem da vacina em relação ao tratamento tradicional é que ela poderá:
a) impedir a penetração do parasita pela pele.
b) eliminar o caramujo para que não haja contágio.
c) impedir o acesso do esquistossomo especificamente para o fígado.
d) eliminar o esquistossomo antes que ocorra contato com o organismo.
e) eliminar o esquistossomo dentro do organismo antes da manifestação
de sintomas.

A resposta correta é a alternativa “e”. Segundo a resolução dos professores do Anglo Vestibulares, “ao receber a vacina, o indivíduo produz anticorpos e estabelece memória imunológica contra o esquistossomo. Dessa forma, o parasita é atacado no momento em que entra no corpo humano, sendo eliminado antes que se instale no organismo e provoque os sintomas da doença”.

É importante ficar atento ao tema, ler e estudar os tópicos principais, além de resolver outros exercícios. A questão da produção de vacinas já é um tema que aparece nos vestibulares, e com o contexto de pandemia em que vivemos, há ainda mais chances. Veja mais conteúdos do GUIA que podem te ajudar:

 

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