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Dia do café: saiba como a bebida age no cérebro e influencia nos estudos

Durante uma maratona de estudos, as moléculas de energia do cérebro vão se esgotando, o que causa sono e cansaço. É aí que o efeito do café entra em cena

Por Redação do Guia do Estudante
24 Maio 2023, 13h56

Imagine que você, estudante, vive uma rotina de estudos intensa e está prestes a entrar em uma aula online pós-almoço. O conteúdo é de História, e a noite anterior mal dormida não está ajudando no foco e na concentração. Os olhos começam a ficar pesados, os bocejos anunciam o inevitável: está morrendo de sono. É nesta hora que entra em cena a grande companheira das maratonas de estudo e dos trabalhos feitos na véspera da entrega, a xícara de café.

Mais do que um hábito cultural do brasileiro, a bebida é vista como um verdadeiro potencializador de produtividade para quem vive uma rotina mais puxada. De acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), cada brasileiro consome, em média, entre 3 e 4 xícaras do líquido diariamente.

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“Estudos já mostraram que o consumo da cafeína é seguro para a maioria das pessoas, em quantidades baixas ou moderadas”, explica o biólogo e professor Paulo Jubilut. Ele alerta que se for consumida de forma inadequada, no entanto, a bebida pode ter efeitos colaterais bem desagradáveis – alguns até mesmo perigosos à saúde. “Doses elevadas podem provocar taquicardia, ansiedade, tremores, alterações digestivas e insônia”.

Como o café age no corpo do estudante

Isto acontece porque no cérebro humano existe uma molécula de energia chamada ATP (trifosfato de adenosina), que age como um combustível para o corpo funcionar. Durante uma longa maratona de estudos, o cérebro vai esgotando essas moléculas, o que causa sono e cansaço.

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“Quando a cafeína entra no sistema, ela se liga a receptores específicos que enganam o cérebro e fazem parecer que não existe tanto cansaço. Mas na verdade é apenas a percepção de fadiga que diminui: o ‘combustível’ continua baixo”, explica o biólogo.

No entanto, o papel do café não é recarregar energia – para isso, nada substitui uma boa noite de sono. O especialista explica que dormir é essencial para que as moléculas de ATP se restabeleçam. Caso contrário, não há produção dessa energia, e, como consequência, não acontece o processo de restauração cerebral que acompanha o descanso.

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Beba com moderação

Apesar de a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) considerar seguro o consumo de até 400 mg de cafeína por dia (equivalente a três xícaras), cerca de 61% dos brasileiros ultrapassam essa recomendação. Além da quantidade apropriada, o biólogo aponta outros cuidados.

“É bom evitar a bebida após as 16 horas, já que a cafeína pode atrapalhar o sono à noite. Isso acontece porque a cafeína leva mais ou menos 7 horas para ser metabolizada pela metade, o que significa que mesmo horas após o consumo você continua sentindo os efeitos dela no corpo”, adverte.

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Além do café, outras bebidas e alimentos contêm cafeína, como chás, refrigerantes, energéticos, chocolates e alguns medicamentos. Embora a cafeína seja popular quando o assunto é produtividade, há outras estratégias para um bom desempenho cerebral, como dieta equilibrada, sono adequado e exercícios físicos.

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