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Rock, Axé, Choro: 7 documentários para conhecer música brasileira

Filmes apresentam os ritmos e a cultura brasileira

Por Wender Starlles Atualizado em 25 out 2020, 12h07 - Publicado em 25 out 2020, 08h00

A música é uma das expressões mais determinantes da cultura de um país. O Brasil é representado por gêneros, estilos e ritmos únicos que ajudam a compreender a história, as tradições, a miscigenação, a gastronomia, a religiosidade e a influência brasileira no mundo. Música brasileira que também é uma ótima fonte de entretenimento.

GUIA selecionou documentários  para enriquecer o repertório de quem deseja saber mais sobre choro, rock, música instrumental, bossa nova, axé, maracatu, manguebeat e rap feitos por aqui. Dá uma olhada.

Garoto – Vivo sonhando (2019)

É um filme sobre o músico brasileiro Annibal Augusto Sardinha (1915-1955), conhecido como Garoto. O artista foi um dos instrumentistas mais importantes do país. Durante anos, tocou na Rádio Nacional e gravou discos que viraram referência para várias gerações. Com muito talento ele criou uma nova maneira de tocar instrumentos de cordas. Além disso, é considerado fonte de inspiração da Bossa Nova.

Disponível no site do In-Edit Brasil.

O Barato de Iacanga (2019)

João Gilberto se apresenta para milhares de hippies no Festival de Àguas Claras O Barato de Iacanga, Netflix/Divulgação

Fã de MPB? Ama festivais? Então é obrigatório assistir o documentário dirigido por Thiago Mattar, sobre o Festival de Águas Claras, na cidade de Iacanga, interior de São Paulo. Na época, a imprensa descreveu o evento como o grande Woodstock brasileiro. Em 1975, o jovem Antônio Cecchin Jr, conhecido como Leivinha, pediu autorização aos pais para organizar um festival na fazenda de sua família. Milhares de hippies viajaram para a pequena cidade que teve problemas para abrigar a multidão de ‘malucos beleza”. Na primeira edição, 30 mil pessoas compareceram para ver a apresentação de nomes como Som Nosso de Cada Dia e Walter Franco. Devido ao sucesso de público da primeira edição, a ditadura militar proibiu que ele fosse realizado em sequência.  No entanto, o festival teve mais três edições e contou com a participação de lendas da música brasileira: Luiz Gonzaga, João Gilberto, Raul Seixas, Alceu Valença, Gilberto Gil, Egberto Gismonti e mais dezenas de artistas.

Disponível na Netflix.

AXÉ: O canto do povo de um lugar (2017)

Reprodução/Divulgação

Dirigido por Chico Kertész, a obra conta a história do nascimento da AXÉ Music, ritmo baiano que marcou a música popular brasileira e também influenciou na época os padrões estéticos estabelecidos na moda e dança. A narrativa passa cronologicamente por momentos importantes, desde a evolução do ritmo aos sucessos dos carnavais de Salvador, que conquistaram o mundo. Além disso, o longa metragem tem depoimentos de músicos consagrados como Bell Marque, Caetano Veloso Carlinhos Brown, Daniela Mercury, Gilberto Gil, Ivete Sangalo e Luís Caldas. Em 2017, foi vencedor da oitava edição do Festival de Filme Independente da Áustria, na categoria Melhor Documentário.

Disponível na Netflix.

Barão Vermelho: Por que a gente é assim? (2017)

Reprodução/Divulgação

O filme da cineasta Mini Kerti, narra a trajetória da banda que marcou a história do rock nacional e mostra fatos até então desconhecidos do grande público. Quem não conhece a carreira do grupo, não precisa se preocupar porque cumpre a função de passar pelos principais acontecimentos, discos e shows em ordem cronológica – da formação da banda em 1981 à saída de Cazuza. Contém depoimentos dos músicos Frejat, Guto, Dé Palmeira, Maurício, Sérgio Serra, Peninha, Fernando Magalhães, Rodrigo Santos e Dadi Carvalho, que falam sobre as diferentes composições da banda.

Disponível na Netflix.

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Brasileirinho (2005)

reprodução/Divulgação

De Mika Kaurismaki, com a colaboração de músicos como Maurício Carrilho, Luciana Rabello, Trio Madeira Brasil, Elza Soares, Teresa Cristina e outros, relata a trajetória do choro, o primeiro ritmo genuinamente urbano brasileiro. O gênero remonta o fim do século 19, no Rio de Janeiro, quando artistas pararam de tocar instrumentos no estilo europeu e decidiram misturá-lo com as melodias africanas. Em pouco tempo a sonoridade caiu no gosto da classe média e começou a ser ouvida nos salões de dança e palcos de teatros.

Disponível no YouTube.

Chico Science, Um Caranguejo Elétrico (2016)

Nação Zumbi/Divulgação

Acompanha a carreira de Chico Science, mentor do movimento contracultural manguebeat criado em Recife, capital de Pernambuco, no início da década de 1990, que misturava ritmos regionais, como o maracatu rural, o pop, o rock’n roll e hip-hop. A história é contada com auxílio de imagens de arquivo, gravações inéditas e depoimentos de nomes como Jorge Mautner, Arnaldo Antunes, Paralamas do Sucessos, Toca Ogan e outros. Essa mistura inusitada de gêneros musicais também resultou em uma maneira peculiar de se vestir. Os integrantes do movimento chamavam atenção por usarem chapéu de palha, óculos escuros, camisas estampadas, tênis e outros adereços coloridos.

Disponível no YouTube.

O Rap Pelo Rap (2014)

Reprodução/Reprodução

Olha só que interessante, esse documentário surgiu do Trabalho de Conclusão de Curso do diretor Pedro Fávero. A obra conta com 42 personagens, entre MCs, DJs e produtores, que ajudam a traçar um panorama do rap no Brasil. Eles falam abertamente sobre diversas questões culturais e trazem uma bagagem histórica sobre o ritmo.

Disponível no YouTube

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