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Qual foi a vacina desenvolvida mais rápido na história?

Neste Dia Nacional da Vacinação, conheça a história da vacina da caxumba, criada pelo médico americano Maurice Hilleman

Por Juliana Morales - Atualizado em 16 out 2020, 19h08 - Publicado em 17 out 2020, 07h03

No Dia Nacional da Vacinação, comemorado neste 17 de outubro, não tem como não falar da ansiedade mundial por uma vacina que contenha o coronavírus e coloque um ponto final na pandemia. Em laboratórios ao redor do mundo todo, cientistas correm contra o tempo. Segundo a OMS, existem mais de 160 vacinas em desenvolvimento, das quais seis estão na fase 3, a última etapa de testes em humanos antes da aprovação, entre elas a da Sinovac, na China, e a da Universidade de Oxford, em parceria com AstraZeneca, do Reino Unido.

Normalmente, a produção de uma vacina para doença infecciosa demora de 10 a 15 anos. Por isso, uma possível futura vacina eficaz contra a covid-19, em menos de dois anos, será um dos maiores conquistas na história da imunização. E também quebrará o recorde de vacina mais rápida já desenvolvida: a da caxumba, que o médico americano Maurice Hilleman demorou apenas 4 anos para produzir – depois de coletar amostra da garganta da filha, que teve a doença.

A vacina desenvolvida mais rápido na história

Maurice Hilleman, famoso microbiologista americano, foi responsável pela criação de 40 vacinas para animais e seres humanos. Das 14 vacinas que são disponibilizadas normalmente a crianças, nove foram criadas ou desenvolvidas por ele, incluindo a da caxumba.

Em 1963, a filha de Maurice, Jeryl, que tinha cinco anos, começou a se sentir mal e o pai identificou que ela tinha caxumba, mas não sabia de qual cepa. A doença apresentava diferentes formas, alguma inofensivas, mas outras poderiam causar meningite e até perda de audição. O médico, então, coletou a amostra da garganta da filha e começou o desenvolvimento da vacina feita de vírus atenuado vivo, que é usada até hoje.

Após os testes em 1966, a vacina foi licenciada em dezembro de 1967. Como conta a reportagem da BBC, “nos anos 1960, os ensaios clínicos eram menores e mais rápidos do que hoje, com menos regulamentação”.

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Antes da criação de Hillerman, já existia uma vacina contra a caxumba, mas ela produzia imunidade apenas temporária, segundo os Centros de Controle de Doenças dos EUA.

Fique ligado!

Além de ser elemento essencial de saúde coletiva e mundial, a vacinação é um dos mais quentes do ano e tem grandes chances de aparecer nos vestibulares. Por isso, é bom ficar por dentro das principais questões sobre o tema. Temos mais conteúdos que podem te ajudar, confira!

 

 

 

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