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Uma em cada 10 crianças no Brasil não voltará às aulas, diz Unicef

No Dia Internacional da Educação, relatório aponta que fechamento das escolas na pandemia afetou a saúde mental das crianças e aumentou o risco de abusos

Por Wender Starlles Atualizado em 24 jan 2022, 18h13 - Publicado em 24 jan 2022, 17h59

Segundo relatório divulgado nesta segunda-feira (24), Dia Internacional da Educação, uma em cada dez crianças de 10 a 15 anos não planeja voltar a estudar em 2022. A informação foi divulgada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef).

O estudo aponta que em vários estados brasileiros, três em cada quatro crianças no 2º ano escolar estão fora dos padrões de leitura – o número é acima da média verificada antes da pandemia, de uma em cada duas crianças.

Em países de baixa e média renda, o fechamento de escolas trouxe uma cifra das mais tristes: 70% das crianças de 10 anos se tornaram incapazes de ler ou entender um texto simples. O índice é 17% maior do que o avaliado no período pré-pandemia.

Na Etiópia, por exemplo, a estimativa é que crianças da escola primária aprenderam de 30% a 40% do conteúdo de matemática.

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“Caso medidas eficazes para conter o impacto da covid-19 na educação não sejam tomadas, a proporção de crianças que abandonam a escola sem saber ler aumentará de 53% para 70% em países em desenvolvimento”, constatou António Guterres, secretário-geral da ONU, em pronunciamento nesta manhã.

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“O fechamento de escolas continua a atrapalhar a vida de mais de 31 milhões de alunos exacerbando uma crise global na aprendizagem”, comentou.

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O líder da ONU destaca que a pandemia provocou um caos na educação em todo mundo. Porém, os impactos podem ser sentidos em áreas que vão além da educação e da aprendizagem.

O relatório da Unicef indica que o fechamento das escolas também afetou a saúde mental das crianças, reduziu o acesso a uma fonte regular de nutrição e aumentou o risco de abusos.

“Mais de 370 milhões de crianças em todo o mundo ficaram sem a merenda escolar durante o fechamento das escolas, perdendo o que é, para algumas crianças, a única fonte confiável de alimentação e nutrição diária”, destacou a Unicef.

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