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Retirada de estátuas é tema de redação da Unicamp 2021

Reportagem do GUIA preparava alunos para discussão central de proposta na segunda fase

Por Juliana Morales Atualizado em 11 fev 2021, 16h35 - Publicado em 8 fev 2021, 19h21

Os estudantes que realizaram a prova da segunda fase da Unicamp 2021, nesta segunda-feira, tinham a opção de fazer um discurso político sobre a derrubada de estátuas ou um texto de entrada para um diário, no papel de um trabalhador que ficou exposto ao coronavírus.

Quem optou pela primeira proposta tinha que se colocar no papel de um vereador em uma cidade de São Paulo, que volta à escola pública em que estudou para resolver uma situação polêmica: a derrubada ou não de duas estátuas de figuras históricas apresentadas como glórias passadas do Estado. Uma era do bandeirante Anhanguera e a outra do missionário jesuíta que fundou a cidade de São Paulo, Padre Anchieta. O assunto dividia opiniões entre os estudantes.

O candidato, então, precisava preparar um discurso político para ser proferido na assembleia dos estudantes. Nas orientações, a Comvest deixava claro que era necessário “fazer um balanço das duas visões em disputa” e “assumir uma posição sobre como agir diante do dilema da retirada ou não das estátuas, argumentando no sentido de convencer os estudantes ali presentes”.

Sobre o tipo de texto pedido, a coordenadora do Curso Poliedro CampinasGabrielle Gulgueira Cavalin, diz que foi uma opção bem interessante, com uma versão mais argumentativa, usando primeira pessoa e com a interlocução com a assembleia. “Foi uma proposta bastante atualizada, discurso político é um gênero que está muito em pauta no cenário político atual”, afirma.

  • Contexto do tema

    A própria proposta trazia o contexto do ano passado sobre a retirada de estátuas. Na situação hipotética trazida pela Comvest, o grupo de estudantes que se mobilizou para pedir a retirada das estátuas do pátio da escola se inspirou no movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam) que, em 2020, questionou monumentos erguidos em homenagem a colonizadores e escravagistas na Europa, Estados Unidos e África.

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    Um exemplo real do ano passado foi a derrubada de uma estátua em Bristol, na Inglaterra, que ocupava o lugar desde o século 19. Na cobertura dos protestos que resultaram na retirada do monumento um repórter da Rede Globo destacou que a figura que rodou rio abaixo, Edward Colston (1636-1721), era um traficante de escravos e foi responsável pela retirada de 84 mil pessoas da África no final do século 17.

    O ocorrido reacendeu um debate de anos sobre a destruição de monumentos históricos como forma de protesto. Mas, diferentemente de alguns anos atrás, o assunto começou a ganhar mais espaço e conseguiu ir  além da classificação de vandalismo, especialmente por parte da mídia.

    Diante da repercussão e relevância do tema, que não deixa de suscitar contradições, no ano passado, o GUIA preparou um conteúdo para ajudar os estudantes a argumentar sobre a questão em uma redação de vestibular. A reportagem explicou a origem e as demandas desses movimentos, como eles se expressam ao redor do mundo e as possíveis soluções. Confira aqui! 

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