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Direito, Medicina e Poli querem cotas na USP, mas recusam plano do governo

Faculdades são as que apresentam menor proporção de estudantes de escola pública

Por da redação Atualizado em 16 Maio 2017, 13h54 - Publicado em 12 abr 2013, 18h42

As faculdades de Medicina, Direito e a Escola Politécnica da Universidade de São Paulo rejeitaram o projeto de cotas proposto pelo governo estadual, o Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Público Paulista (Pimesp). As unidades são a favor da adoção de uma política de cotas, mas não como o Pimesp projeta. A proposta deverá ser reformulada antes de ser aprovada.

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O Pimesp foi lançado em dezembro e participaram de sua formação os três reitores das universidades estaduais de São Paulo: USP, Unicamp e Unesp, a pedido do governador Geraldo Alckmin. A ideia propõe que, em três anos, 50% das matrículas em cada curso sejam realizadas por alunos de escola pública, com um percentual reservado para negros, pardos e indígenas. A proposta seguiu para debate nas instituições, antes de passar pelos Conselhos Universitários, responsáveis por aprovar ou não o programa.

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As unidades mais tradicionais da USP, Medicina, Direito e Engenharia, estão entre os cursos que menos recebem estudantes de escola pública na universidade. O porta-voz do Pimesp, Carlos Vogt, admite que o programa precisa passar por mais discussões antes de ser adotado. A meta do governo era colocá-lo em vigor no próximo vestibular.

Polêmica com o "college"

As unidades em questão discutem o fato de que o Pimesp propõe a criação de um "college", um curso semipresencial de dois anos que seria feito por parte dos cotistas. A Faculdade de Direito pede mais estudos sobre a necessidade desse curso preparatório para entrar na USP. Já a Faculdade de Medicina, por exemplo, propõe que a USP crie um programa de avaliação continuada avaliar os alunos ainda nas escolas.

*Com informações do jornal O Estado de S. Paulo

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