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Unicamp não foge de temas polêmicos e mantém qualidade no segundo dia

Professores elogiam a temática atual e o nível da prova

Por Juliana Morales Atualizado em 7 jan 2021, 23h19 - Publicado em 7 jan 2021, 20h19

Nesta quinta-feira (7), foi a vez de candidatos de Biológicas e Saúde realizarem a primeira fase da Unicamp 2021. A prova abordou temas fortes como epidemia, coronavírus, eleições americanas, feminismo negro e ditaduras. Uma questão sobre gênero neutro e um enunciado com texto da escritora Fernanda Young intitulado “A cafonice detesta a arte” foram destaques da prova e geraram reações na internet.  

“Foi uma prova bem atual e surpreendeu positivamente ao abordar, nas diferentes áreas do conhecimento, temas que aconteceram em 2020. O aluno que estava fazendo a prova, com certeza, foi revivendo muitos momentos do ano passado”, observa Luis Gustavo Megiolaro, diretor-adjunto de Unidades Escolares do Poliedro.

De acordo com Daniel Perry, diretor do Curso Anglo, a prova de hoje manteve, em geral, o mesmo estilo e dificuldade do primeiro dia. Como esperado, o exame foi analítico e exigiu do estudante uma leitura atenta do enunciado. A promessa de uma prova mais acessível e com bastante interpretação se cumpriu novamente.

Daniel Cecílio, diretor do Curso Pré-Vestibular da Oficina do Estudante, também viu pontos bem semelhantes nos dois dias da primeira fase, mas ressalta que algumas disciplinas, como Química e Geografia, tiveram um nível maior de dificuldade. “Os professores acreditam que essa maior dificuldade explica-se pelo fato de os candidatos de Medicina estarem prestando a prova, e ter sido uma maneira de impedir que a nota de corte fique muito alta”.

  • Apesar desse ponto, em geral, ele acredita que os dois dias de avaliação foram coerentes com o nível de prova da Unicamp. “Percebe-se que a Comvest tem um cuidado na elaboração de seus exames. Mesmo com as mudanças devido à pandemia, fez uma prova contextualizada e inteligente”, afirma Cecílio.

    Confira uma análise de cada disciplina:

    Matemática

    A prova de matemática seguiu as tradições e teve questões diretas. “Foi um pouco menos contextualizada do que o primeiro dia, o que pode ter levado a ser um pouco mais difícil”, observa Perry. As questões cobraram conhecimentos dos alunos de geometria espacial, sequências, trigonometria, função quadrática.

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    Física

    A prova de Física abordou temas como gravitação, energia, pressão, eletricidade, termodinâmica. Assim como no dia, anterior teve uma contextualização e aplicação simples de conceitos, como conta o Luís. “Os alunos com uma aplicação básica de fórmulas conseguia resolver as questões. As três primeiras foram mais complexas e o restante era até mais simples do que a da prova do dia anterior”.

    Química

    Química manteve um grau de dificuldade alto. Foi uma prova bastante interpretativa, com leituras de gráficos, e também puxando a Matemática, cobrou alguns cálculos. Caíram temas como concentração, solubilidade, gases, usando como gancho nos enunciados o coronavírus também.

    História

    A avaliação de História exigiu uma leitura rigorosa dos estudantes. Com uma abrangência diversa, tratou de História Antiga à História Contemporânea, Brasil Colônia e Brasil República. Passou por temas como Roma, epidemia de sífilis, identidade nacional, contribuição cultural africana para formação do Brasil, fascismo, ditadura militar e feminismo negro e a criação do SUS.

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