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6 livros para quem quer estudar Artes Cênicas

As obras são fundamentais para seguir na carreira, entrar a fundo em um personagem e para pesquisa

Por Giulia Gianolla Atualizado em 29 set 2021, 20h50 - Publicado em 29 set 2021, 19h03

Em algum momento da sua vida, seja na infância, assistindo ao seu filme favorito ou na hora de escolher um curso no vestibular, você deve ter se perguntado como é trabalhar nos palcos ou nas telonas. A carreira nas Artes Cênicas tem muitos campos de trabalho possíveis. A maioria deles gira em torno da ‘magia’ de viver uma vida diferente. 

No entanto, se engana quem pensa que para ser um bom ator, basta atuar. Além da prática constante e do cuidado com a voz e o corpo, uma boa atuação demanda muito estudo. Qual é o limite entre o sentimento do ator e o do personagem? Como transmitir emoções reais sem ter, de fato, passado por elas? O profissional das Artes Cênicas aprende a responder essas questões. 

E para ajudar nos estudos,  GUIA separou seis livros para os apaixonados por teatro.

1 – O Trabalho do Ator: Diário de um Aluno, Konstantin Stanislavski 

O russo Konstantin Stanislavski viveu entre 1863 e 1938. Ele desenvolveu o método sistema Stanislavsvki de atuação. Ações físicas, espírito interior e imaginação são palavras chaves e integradas
O russo Konstantin Stanislavski viveu entre 1863 e 1938. Ele desenvolveu o método sistema Stanislavsvki de atuação. Ações físicas, espírito interior e imaginação são palavras chaves e integradas. Pinterest/Divulgação

Seria impossível fazer uma lista de livros sobre teatro sem trazer alguma obra de Stanislavski. O ator, diretor e pedagogo russo criou um sistema de atuação que domina até hoje o estudo de personagem de atores em todo o mundo. Suas primeiras obras foram publicadas entre as décadas de 1920 e 1940 e foram traduzidas para diversos idiomas. 

Nesta coletânea, Jean Benedetti reuniu A preparação do ator e A construção da personagem em um só volume. Benedetti foi fiel às obras originais, mas colocou os livros de foma mais didática. Compre aqui

2 – Como parar de atuar – Harold Guskin 

Harold Saul Guskin foi um ator, diretor e coach norte-americano
Harold Saul Guskin (1941 – 2018) foi um ator, diretor e coach norte-americano. Twitter/Divulgação

Ator e preparador de elenco por mais de 30 anos, Harold Guskin trabalhou com grandes nomes do cinema americano: Glenn Close, Kevin Kline, Rachel Weisz, Bridget Fonda, entre outros. Neste livro, Guskin reúne insights e explicações sobre a boa atuação — ou melhor, a não atuação. Com exemplos reais e a apresentação de estratégias, o autor ensina métodos para se desprender de estereótipos da atuação, ativando instintos e impulsos menos calculados. 

Assim, ele oferece conselhos para o desenvolvimento ou até a renovação de um papel, que não permanece estático no tempo. Dá dicas de atuação em cenas de forte conteúdo emocional, profundidade de interação com o público e adaptação para as telas. Compre aqui.

3 – Dicionário de teatro – Patrice Pavis

Patrice Pavis
Patrice Pavis foi professor de estudos de teatro na Universidade de Kent, em Canterbury. Pinterest/Divulgação

Em 560 verbetes, traduzidos por professores e pesquisadores do campo, o francês Patrice Pavis traz uma reunião de reflexões sobre ideias do teatro. O livro sintetiza grandes questões da dramaturgia, da encenação, da estética, da semiologia e da antropologia.

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Nesse caminho, passeia pela história, teoria e prática da atuação, dando um panorama da arte dos palcos. A obra serve mesmo como um dicionário de referência, que o leitor deve consultar sempre para reavivar suas noções da atuação de maneira rápida, mas com qualidade. Compre aqui

4 – Manual mínimo do ator – Dario Fo

Dario Fo
Dario Luigi Angelo Fo (1926 – 2016) foi um escritor, dramaturgo e comediante italiano. Recebeu o Nobel de Literatura de 1997. Micheline Pelletier/Corbis/Getty Images

Dario Fo foi um ator italiano conhecido como um dos dramaturgos contemporâneos mais amplamente interpretados no teatro mundial. Ganhador do Prêmio Nobel de Literatura de 1997, ele baseou muito de seu trabalho na ideia da improvisação e da comédia antes considerada ilegítima no teatro.

Em Manual Mínimo do Ator, Fo constrói uma referência principalmente na arte do teatro popular, seus métodos e narrativas, que devem sensibilizar o espectador e motivá-lo a ficar atento à sequência. Bem-humorada e cheia de exemplos, a obra tem a proposta de associar o teatro à ideia mais ampla de cultura, mostrando como os procedimentos da representação fazem parte de um contexto maior e mais complexo. Compre aqui

5 – 40 questões para um papel – Jurij Alschitz 

Jurij Alschitz
Jurij Leonowitsch Alschitz é um diretor de teatro russo-alemão, pedagogo interino e pesquisador especializado em prática de teatro aplicada. YouTube/Reprodução

O livro do ator e diretor Jurij Alschitz tem como ponto de partida um propósito: trazer perguntas, não respostas irrefutáveis. Ele propõe desmontar o processo de criação de modo a reorganizar e redescobrir o personagem ao longo do estudo.

Na obra, o autor reforça que todos os métodos — inclusive o seu próprio — não devem ser vistos como ‘dogmas’, mas sim como propostas, sempre abertas à discussão. É um convite a testar os limites e detalhes de cada personagem em 40 perguntas. Assim, seria possível encontrar uma maturidade cênica capaz de transmitir ao público a verdade de cada história. Compre aqui

6 – O Ator Invisível –  Yoshi Oida 

Yoshi Oida 
O ator e escritor japonês Yoshi Oida em uma cena de filme. Imdb/Divulgação

Escrito por Yoshi Oida, ator e diretor japonês, este livro se propõe a unir a ideia do teatro ocidental com a oriental, permeando rituais e interpretações diferentes sobre a arte da atuação. A grande ideia desenvolvida aqui é a de que o público não deve, jamais, ver o ator em cena, e sim seu personagem em sua completude. Para isso, é necessário ter controle, para definir e expor as emoções em profundidade. 

Ao longo dos capítulos, Oida discorre sobre a relação entre criação interna e externa, em que medida devem ser iguais ou diferentes, e sobre a auto-observação necessária para um bom trabalho de ator. Trabalha também a relação com o público, que, segundo o autor, participa da arte e deve estar em equilíbrio com o sentimento em cena, como na dinâmica do Yin/Yang. Compre aqui.

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