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Como cai na prova: Probabilidade

O GUIA mostra qual a melhor forma de estudar o conteúdo que é bastante cobrado no Enem e outros processos seletivos

Figurinha certa nas provas de matemática do Enem, a probabilidade é o tema de uma ou duas questões a cada edição do maior exame aplicado no país. Segundo o professor do colégio Vértice, Sergio Corrêa, responsável pela disciplina, o assunto pode aparecer de duas formas: em problemas que cobrem o conceito e a definição de probabilidade e em exercícios que envolvem contas e, muitas vezes, noções de análise combinatória.

“O aluno pode ter que indicar, conforme o enunciado, casos possíveis. As questões do Enem são mais contextualizadas, requerem mais leitura e atenção ao que está sendo pedido. Tem que interpretar”, explica. Ele reforça também que o estudante precisará entender conceitos simples de análise combinatória, como a permutação simples: “é um requisito para os problemas de probabilidade”.

Enem 2016, primeira aplicação. Veja o gabarito no fim da página.

Enem 2016, primeira aplicação. Veja o gabarito no fim da página. (Enem/Reprodução)

Tipos de questões

O exame também pode explorar a probabilidade condicional, ou seja, a chance de um determinado evento ocorrer, considerando que outro evento distinto já tenha acontecido. Então, é comum encontrar, por exemplo, questões que deem uma pré-definição.

Enem 2015. Veja o gabarito no fim da página.

Enem 2015. Veja o gabarito no fim da página. (Enem/Reprodução)

O estudante pode se deparar, por exemplo, com um enunciado que fala sobre as seis faces e um dado: sabendo que o resultado é um número par, qual a chance de ser dois? “Nesse caso, nós sabemos que os casos possíveis seriam seis, mas o texto já diz ao aluno que o resultado é par”, mostra o professor.

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Em questões de análise combinatória, de acordo com Sergio, o aluno pode ter que indicar qual a probabilidade que um jogador de futebol que vai cobrar pênalti tem de não acertar o gol. Ele ainda lembra que, conforme a estrutura da prova, os exercícios requerem que o estudante realize poucos cálculos. Por outro lado, saber interpretar corretamente o enunciado e analisar os dados postos é essencial.

Enem 2013. Veja o gabarito no fim da página.

Enem 2013. Veja o gabarito no fim da página. (Enem/Reprodução)

“O aluno precisa ler com mais atenção as questões do Enem, porque elas serão sempre contextualizadas”, diz. Além disso, o professor destaca que é possível encontrar ainda problemas interdisciplinares, que trazem noções de geometria e figuras ou até mesmo de biologia.

Outros vestibulares

Ao contrário do Enem, os vestibulares mais tradicionais costumam trazer questões mais complexas, que envolvem raciocínio e a realização de mais contas. No entanto, os enunciados tendem a ser mais diretos. “O nível de dificuldade de provas da Fuvest e da Unicamp é maior”, diz.

Fuvest 2015. Veja o gabarito no final da página.

Fuvest 2015. Veja o gabarito no final da página. (Fuvest/Reprodução)

No entanto, o professor observa que a estrutura do exame tem se aproximado, cada vez mais, dos demais processos seletivos. Para ficar “craque” no assunto e chegar ao Enem preparado, Sergio ressalta que é importante que os candidatos treinem resolvendo exercícios sobre o tema.

“É assim que se estuda para matemática, quanto mais questões sobre probabilidade o aluno fizer, melhor preparado ele estará e poderá associar os problemas atuais com os que já caíram anteriormente”, observa.

Gabarito

Enem 2016 – Questão 152 – C

Enem 2015 – Questão 179 – E

Enem 2013 – Questão 146 – A

Fuvest 2015 – Questão 53‐ C

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