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Apagão do Lattes põe em risco dados importantes da pesquisa no Brasil

A plataforma está fora do ar desde sexta-feira (23)

Por Giulia Gianolla Atualizado em 28 jul 2021, 13h02 - Publicado em 27 jul 2021, 17h32

Principais sistemas federais de dados da pesquisa brasileira, as plataformas Lattes e Carlos Chagas estão indisponíveis desde a última sexta-feira (23). As duas estão sob a responsabilidade do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), entidade voltada para o fomento da pesquisa brasileira, ligada ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações. 

O apagão dificulta processos essenciais para a documentação e pagamento de bolsas para pesquisadores em todo o país. Nesta terça-feira (26), após suspeitas de que não haveria um backup para os dados perdidos durante o ocorrido, o CNPq liberou um informe com atualizações da recuperação. Mesmo assim, ainda não há previsão de retorno do sistema:

A publicação não cita o motivo do apagão no sistema, mas esclarece que o problema já foi diagnosticado e o processo de reparação foi iniciado. Segundo o órgão, “o CNPq já dispõe de novos equipamentos e a migração dos dados foi iniciada antes do ocorrido”.

O informe ainda indica que não haverá perda de dados da plataforma Lattes ou impacto na oferta de bolsas para pesquisa, já que existem backups para os conteúdos indisponíveis.

No entanto, todos os prazos de ações relacionadas ao fomento do CNPq estão suspensos, incluindo a prestação de contas. Todos os prazos de ofício foram prorrogados.

Repercussão

Nas redes sociais, personalidades e pesquisadores se manifestam a favor da restauração da plataforma e refletem sobre os motivos do apagão.

O apresentador e professor João Barbosa, que participou do BBB21, publicou:

O economista Gilberto Nogueira, o Gil do Vigor, disse:

André Azevedo da Fonseca, pesquisador da  Universidade Estadual de Londrina (UEL) disse:

Sabrina Fernandes, PhD em Sociologia, economista e youtuber do canal Tese Onze, ressaltou que, “para a maioria dos pesquisadores no Brasil, manter um lattes não é questão de vaidade, mas questão de sobrevivência e esperança no mercado de trabalho.”

A plataforma segue indisponível até a publicação desta matéria.

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