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Agronomia

O agrônomo ou engenheiro agrônomo trabalha para melhorar e conservar a qualidade e a produtividade de plantações e rebanhos

O agrônomo ou engenheiro agrônomo trabalha para melhorar e conservar a qualidade e a produtividade de plantações e rebanhos. Como conhece bem as técnicas de cultivo e criação, pode atuar em qualquer etapa da cadeia produtiva – do plantio à colheita, da criação de gado ao abate, e também no processamento e na venda dos produtos agropecuários. Monitora o preparo do solo, combate pragas e doenças e controla a colheita, o armazenamento e a distribuição da safra.

Para aqueles que preferem se voltar aos aspectos administrativos, financeiros e econômicos do setor agropecuário, há os cursos de Agronegócio (veja o verbete Agronegócios e Agropecuária, no capítulo Administração, Negócios e Serviços).

E você pode, ainda, ingressar na carreira como tecnólogo. Para atuar, é preciso obter o registro profissional no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Crea) da sua região.

Dúvida do vestibulando

QUAL A DIFERENÇA ENTRE AGRONOMIA, ENGENHARIA AGRÍCOLA E AGRONEGÓCIO?

Os três preparam profissionais para execução de diferentes tarefas na mesma área. Enquanto a Engenharia Agrícola é direcionada para a parte mecânica da agricultura, como planejamento, criação e manutenção de máquinas, entre outros, a Agronomia se volta para todas as etapas da agropecuária – do plantio e da criação de rebanhos à comercialização da produção. E o curso de Agronegócio cuida da gestão e economia das cadeias agroindustriais, visando ao aumento da eficiência dos negócios.

Fique de Olho

A TECNOLOGIA CHEGA AO CAMPO

Para melhorar a produtividade das lavouras e dos rebanhos, o monitoramento das terras e a qualidade da produção, o agronegócio brasileiro vem adotando soluções tecnológicas. Big data (para criar relatórios e previsões sobre ações executadas nas fazendas, como combate às pragas), drones (para rastreamento e mapeamento de propriedades) e plataformas de varejo eletrônico são ferramentas usadas por empreendedores rurais. Esta é uma boa notícia para agrônomos familiarizados com novas tecnologias. Veja também o curso Big Data no Agronegócio, na pág. 224.

O que você pode fazer

Administração rural Gerenciar unidades de produção de propriedades rurais, desde o planejamento das compras até o gerenciamento de equipamentos e recursos humanos.

Defesa sanitária Combater pragas e prevenir doenças em lavouras e rebanhos.

Economia e administração agroindustrial Planejar e gerenciar as operações de distribuição e venda de produtos agrícolas. Coordenar programas de crédito rural para cooperativas e pequenos produtores.

Engenharia rural Projetar obras em propriedades rurais, como nivelamento do solo e montagem de sistemas de irrigação.

Ensino Lecionar em escolas públicas ou particulares de educação profissional ou em faculdades.

Fitotecnia Acompanhar o cultivo e a colheita de safras, buscando aumentar a produtividade por meio da seleção de sementes, do emprego de adubos e do combate a pragas.

Indústria e venda de alimentos Supervisionar a estratégia de produção e de preços de alimentos de origem animal e vegetal.

Manejo ambiental Explorar os recursos naturais, visando à preservação ambiental, em atividades como elaboração de relatórios de impacto ambiental, recuperação de terras degradadas e coordenação de projetos de reflorestamento.

Melhoramento animal e vegetal Realizar pesquisas e desenvolver técnicas visando à melhoria da produção.

Produção agroindustrial Gerenciar a industrialização de produtos agrícolas. Pesquisar novas tecnologias e produtos.

Silvicultura Recuperar matas devastadas e cuidar do plantio e do manejo de áreas de reflorestamento.

Solos Preservar a fertilidade e controlar as propriedades físicas dos solos, prescrevendo seu manejo.

Zootecnia Controlar a produção de pastagens e grãos usados na agropecuária. Planejar criações animais.

Mercado de Trabalho

O agronegócio representa 23% do PiB brasileiro, segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Esalq-USP, e a agricultura é a principal responsável por esse desempenho.

O Ministério da Agricultura projeta que, em dez anos, a área do plantio de soja crescerá 30% em relação à atual. As lavouras de cana-de-açúcar, milho, flores ornamentais e oliveiras (para produção de azeitona e de azeite) também devem expandir. Os números positivos mostram que o agronegócio se mantém aquecido, elevando a procura por profissionais.

Como grande parte das exportações do Brasil é de commodities, vêm daí as melhores oportunidades para o agrônomo, em órgãos do governo, em empresas exportadoras ou importadoras, em indústrias de alimentos, sementes, adubos e equipamentos, ou em grandes propriedades rurais.

O gerente agrícola, responsável pela gestão das unidades de produção, também é requisitado. Ele cuida do planejamento das atividades agrícolas, do orçamento, do controle de custos e da logística de produção. Aumenta, ainda, a produção de alimentos orgânicos.

A expectativa é que este setor cresça 30% até o final de 2017. Há boa oferta de trabalho nas regiões com grandes extensões de terra dedicadas à produção agrícola, como Sudeste, Sul e Centro-Oeste. Há perspectiva de expansão agrícola na Região Norte, no Pará e em Tocantins, e no Nordeste, no Maranhão e no Piauí.

Curso

Os dois primeiros anos trazem matérias das áreas de Ciências Biológicas e Exatas, como biologia, bioquímica e estatística. Nos três anos seguintes, o forte são as disciplinas profissionalizantes, ministradas em subáreas como ciência do solo e agricultura. Mas há, também, aulas de gestão e administração. Boa parte da carga horária é dedicada a aulas práticas em laboratórios e fazendas experimentais. Estágio e trabalho de conclusão de curso são obrigatórios.

Atenção: embora a maioria dos cursos tenha o nome de Agronomia, o profissional formado recebe o título de engenheiro agrônomo.

 

Duração média: 5 anos.

Outro nome: Eng. Agron.

 

Legenda:

Estrelas da Avaliação do Guia do Estudante

★★★★★ - Excelente

★★★★ – Muito bom

★★★ - Bom

CPC – Conceito Preliminar de Curso ① ② ③ ④ ⑤ 

O CPC é o indicador do Ministério da Educação que mede a qualidade dos cursos. Ele varia de 1 (menor valor) a 5 (maior valor). Ele está informado na ficha do curso para todas as graduações que tinham esse indicador disponível (fonte: site do Inep, anos 2014, 2013 e 2012). 

Cifrões – Referem-se às faixas de preço da mensalidade:

$ - Até 500,00 reais

$$ - De 500,01 a 750,00 reais

$$$ - De 750,01 reais a 1.000,00 reais

$$$$ - De 1.000,01 a 1.500,00 reais

$$$$$ - Acima de 1.500,01 reais

n/i - Valor não informado