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Posts da categoria ‘Saúde’

Conheça os 23 cursos da área de Saúde

Amanda Previdelli | 20/02/2013

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Se você se preocupa em cuidar do próximo, então pode ter certeza que tem uma das características mais marcantes daqueles que seguem carreiras na área de Saúde.

 

O trabalho pode ser árduo e estressante e, até mesmo por isso, o profissional que apresentar facilidade de comunicação, equilíbrio emocional e sensibilidade pra questões sociais pode acabar se dando melhor na área.

Quem gosta da área e acaba se dando melhor nela também costuma gostar de lidar com pessoas, tem meticulosidade e atenção para detalhes, sabe relacionar eventos e fenômenos, tem interesse por questões científicas e sociais e apresenta facilidade de concentração.

As graduações mais procuradas são medicina, enfermagem, psicologia, educação física (licenciatura) e fisioterapia.

Confira os 23 cursos da área:

-          Biomedicina

-          Educação Física

-          Enfermagem

-          Esporte

-          Estética e Cosmética

-          Farmácia

-          Fisioterapia

-          Fonoaudiologia

-          Gerontologia

-          Gestão Desportiva e de Lazer

-          Medicina

-          Musicoterapia

-          Naturologia

-          Nutrição

-          Obstetrícia

-          Odontologia

-          Oftálmica

-          Psicologia

-          Quiropraxia

-          Radiologia

-          Saúde

-          Sistemas Biomédicos

-          Terapia Ocupacional

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Categoria: Saúde

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Vagner Pin, diretor da Pfizer, uma das maiores indústrias farmacêuticas do mundo, dá dicas sobre o curso e a carreira de Farmácia

Carolina Vellei | 21/12/2012

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Quem escolhe a carreira de Farmácia geralmente se imagina trabalhando em um laboratório, cercado por substâncias químicas. Pelo menos era assim que se imaginava Vagner Pin, quando se formou no curso, no fim da década de 1980. No entanto, o ramo farmacêutico oferece muitas possibilidades para o estudante. A vida levou Pin a escolher caminhos alternativos e hoje ele é diretor comercial da Pfizer Brasil, uma das maiores empresas farmacêuticas do mercado, segundo ranking da Revista Exame de 2012.

- Saiba tudo sobre a carreira de Farmácia na Guia de Profissões do GE

- Veja os 12 melhores cursos de Farmácia do Brasil

A escolha da profissão e da faculdade

Antes de decidir por Farmácia, Vagner Pin chegou a pensar em cursar Medicina, mas não se imaginava na função de atendimento ao público. “Queria algo que fosse mais dinâmico, onde eu pudesse produzir algo”, revela. O curso de Farmácia, logo descobriu, possibilitava o trabalho em fábricas, com a produção de medicamentos. O estudante, então, uniu seu interesse pela química à sua curiosidade para saber como eram feitos os remédios. “Ficava imaginando: ‘O que há por trás daquela caixinha de medicamento? ’ Queria ver aquilo sendo produzido e leva-lo à população”, conta.

Com a decisão tomada, era a hora de escolher a faculdade. Pin optou por estudar na Universidade São Francisco, em Bragança Paulista, no interior de São Paulo, por indicação de uma de suas primas, que já havia feito o curso na instituição. “Era a oportunidade que eu queria para sair de casa e estudar fora”, explica o profissional, que nasceu e cresceu na capital paulista.

No último ano de faculdade, Pin precisou escolher  uma especialização. Optou pelo ramo de Farmácia Industrial, pois sua grande vontade era trabalhar produzindo medicamentos. O curso tem, em média, duração de cinco anos. Ele conta que os quatro primeiros anos dão a base para o estudante e, com o conhecimento adquirido, é possível trabalhar em uma farmácia ou até mesmo ter a sua própria. Além de muita química, o estudante também  se depara com conceitos de administração, já que poderá ter seu próprio negócio.

O dia a dia da profissão

Durante a faculdade, Pin precisou cumprir estágio obrigatório. Começou trabalhando em uma farmácia de homeopatia e depois em uma farmácia tradicional. O estudante participava ativamente não só da manipulação das substâncias, como também de outros processos administrativos da farmácia. “Você aprende não apenas o atendimento, mas também como funciona o negócio. Onde deve ficar cada tipo de medicamento, quais são mais vendidos, como eles devem ser classificados”, conta.

Depois desta experiência, Pin finalmente realizou seu sonho de trabalhar em uma indústria. Para o melhor aluno da turma era oferecido um estágio na Fundação para Remédio Popular (FURP), empresa estatal que produz remédios para o governo de São Paulo. O farmacêutico tinha excelente desempenho acadêmico e foi escolhido para o trabalho. “Trabalhei lá durante quase um ano. Entrei direto na área de produção da FURP”, explica.

A FURP, assim como outras fábricas de medicamentos, e a Pfizer, é divida em três grandes áreas: produção, controle de qualidade e pesquisa e desenvolvimento.  Dentro da produção, o estudante passou por todas as subdivisões da área: produção de sólidos, mistura de componentes, granulação (onde se prepara a base para os remédios), área de capsulas, de comprimidos, além da de pomadas.

O dia a dia da indústria inclui uma lista de itens como base. A área de suplementos define quais medicamentos estão sendo requisitados e envia para a área de pesagem. Por sua vez, este setor separa os materiais e os envia à área de granulação, responsável por fazer a mistura das substâncias. Os medicamentos são produzidos em toneladas, por isso Pin explica que o rigor na fiscalização da produção é muito grande. A área de controle de qualidade recolhe amostras durante o processo para analisar se o produto está com a quantidade desejada de cada material.

A virada na vida profissional

“Eu me formei em uma época extremamente complicada. Com o plano Collor no começo da década de 1990 e a crise no mercado, não tinham muitas opções de trabalho e acabei saindo totalmente do segmento farmacêutico”, revela Vagner Pin. O momento difícil na carreira e a mudança de área, no entanto, seria essencial para sua ascensão profissional.

Começou a trabalhar em uma agência de marketing, com planejamento estratégico de produtos. No entanto, lá no fundo, Vagner sabia que a sua vocação era a área de farmácia industrial. “Então, num belo dia, pensei que seria bom procurar uma oportunidade dentro de uma empresa farmacêutica, mas dentro do escritório”, explica. Foi aí que conseguiu uma oportunidade na Pfizer.

“Sai da faculdade pensando que iria trabalhar em uma fábrica e que iria ficar lá a minha vida inteira. O mais importante é a pessoa ver que não existe só a área de pesquisa e de análise para trabalhar”, conta.

Pin aponta outros setores em que também é possível trabalhar como farmacêutico: “Na área regulatória, você precisa lidar direto com a ANVISA e não é só reunir papeis para pedir a aprovação de um produto. É preciso entender de Farmácia para trabalhar com isso. Na área de atendimento a médicos e na de marketing, o conhecimento teórico de Farmácia são diferenciais importantes para quem quer crescer na carreira”. Por ter se formado na profissão, Vagner Pin explica que isso o ajudou a ser respeitado como um colega quando se dirigia aos profissionais da saúde para apresentar um medicamento. “Eles viam que eu sabia realmente do que estava falando”, admite.

Oportunidades no mercado de trabalho

O farmacêutico aponta a área de cosmético e dermatologia como “extremamente promissora”. “Pelo próprio crescimento no poder de consumo da classe C, as pessoas que não tinham tanto acesso antes a esses produtos agora estão começando a comprar cremes para o corpo, maquiagem…”, explica Pin. O único “porém” do setor é, de acordo com ele, a concorrência com o segmento dos formados em Química.

Outra área que sempre aparece bem no mercado é a de indústrias farmacêuticas. “Querendo ou não, medicamentos são produtos que as pessoas sempre vão precisar”, analisa. Apesar de ser um pensamento negativista – esperar que as pessoas adoeçam para usar remédios – Vagner explica que não pensa dessa forma. “Eu levanto todos os dias pensando que posso salvar a vida de uma pessoa com um produto. Acho que é isso que vale a pena. Quando faço uma venda, celebro o negócio porque alguém terá acesso a um produto que lhe trará um benefício”, explica.  “Não é só na produção que você poderá ajudar as pessoas. Você também estará ajudando ao vender um medicamento ou ao apresenta-lo a um médico”, completa.

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As 10 doenças mais comuns no mundo corporativo

Amanda Previdelli | 01/11/2012

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Administradores, engenheiros, advogados e por aí vai. Não são poucas as profissões que têm como ambiente de trabalho o escritório. Afinal, nem todo mundo quer trabalhar com tartarugas ou tem vocação para se tornar artista plástico.

Quem prefere ficar no escritório vai ver muitas vantagens (a maioria dos melhores empregos são de executivos), mas o trabalho dentro do office também tem seus problemas.

Uma pesquisa da operadora de saúde Omint entrevistou 15 mil pessoas para descobrir quais as doenças mais comuns no mundo corporativo. Confira as dez doenças que mais afligem os executivos:

  1. Rinite
  2. Alergia de pele
  3. Dor no pescoço ou ombros
  4. Excesso de peso
  5. Dor de cabeça frequente
  6. Ansiedade
  7. Asma ou bronquite
  8. Insônia
  9. Colesterol alto
  10. Dor crônica nas costas

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Categoria: profissões, Saúde

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Diretora do Incor dá dicas sobre o curso e a carreira de Enfermagem

Carolina Vellei | 07/08/2012

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“Sempre gostei de ajudar as pessoas. Quando um parente ficava doente, eu me interessava por cuidar dele”.  Quem conta essa história é Jurema Palomo, enfermeira há quase 40 anos. Ter carinho e dedicação são características importantes para ser um bom enfermeiro.  E Jurema tem isso de sobra. Hoje ela é responsável por dirigir a área de Enfermagem de um dos principais centros de referência em saúde do país, o Instituto do Coração (Incor), do Hospital das Clínicas de São Paulo.

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A profissão de enfermeiro é muito importante para o cuidado da saúde. “Muitas vezes os pacientes tem mais coragem para falar sobre a doença com a gente do que com os médicos”, revela Jurema. A relação de confiança é estabelecida desde o momento em que o doente chega ao centro médico até a hora em que ele se despede do local. O enfermeiro é responsável por acompanhar a evolução do quadro clínico da pessoa e, por isso, precisa enxergar o outro com um olhar humano. “Sempre chamamos o paciente pelo nome e olhamos nos olhos para estabelecer esse vínculo”, conta.

A vida na faculdade e o início na carreira

Jurema se formou na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), em 1973. Para ela, a parte mais legal do curso eram as matérias práticas. Se hoje, na maioria das aulas, os estudantes veem corpos em projeções feitas com 3D, na época Jurema conta que era bem diferente. “Não tínhamos toda essa tecnologia, estudávamos Anatomia só com cadáveres mesmo”, lembra.

As aulas sobre fundamentos da Enfermagem também estava na lista das preferidas de Jurema. Principalmente porque era nessa que o aluno aprendia a como lidar com os pacientes. “O enfermeiro não faz diagnósticos médicos. A função dele é estudar qual a melhor forma de cuidar de um paciente, por isso é importante também conhecer as doenças e como elas agem no organismo”.

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E como Enfermagem só dá para aprender de fato na prática, Jurema foi atrás de um emprego. Virou assistente de Enfermagem em um hospital particular, trabalhando no pós-operatório de cardiologia enquanto ainda estava na faculdade. Foi a partir daí que surgiu sua paixão pelos cuidados do coração, decisiva para estar até hoje no Incor.

Está se perguntando como ela começou a trabalhar em um dos hospitais mais importantes do Brasil? Sua história no Instituto começou em 1975, depois da faculdade, quando passou em um concurso público. Jurema participou da implantação do serviço de atendimento do Incor e viajou para Londres, onde passou um mês aprendendo como usava os equipamentos que seriam importados para o hospital.

De volta ao país,  trabalhava no serviço de atenção ao paciente internado. O Incor trata de doenças de alta complexidade, especializado em cardiologia, pneumologia e cirurgias cardíaca e torácica. “Comecei atendendo os pacientes, mas com o tempo precisei fazer especialização em Administração Hospitalar, uma exigência para crescer no local”, explica.  E foi assim que, aos poucos, Jurema conquistou a diretoria da Enfermagem no hospital.

O dia a dia da profissão

A rotina do enfermeiro é bem intensa. “Quem quer seguir a carreira precisa entender: doença não tem hora e, por isso, hospitais não fecham. Trabalhamos para atender a todos que nos procuram”, explica. Mas claro que ninguém trabalha 24 horas seguidas! Existe o sistema de turnos, em que os profissionais revezam.

Além de ser dinâmico e ter disposição, o profissional precisa aprender a trabalhar em grupo. “Não só para se relacionar com a equipe de enfermeiros, mas porque lidamos com outros trabalhadores do local, como fisioterapeutas, médicos, assistentes sociais”, conta Jurema.

O trabalho também envolve muita responsabilidade. É preciso cuidar desde a higiene e a alimentação até a administração de remédios e a prescrição de curativos. “Mas tudo tem seu lado bom, a melhor satisfação é ver o paciente sorrindo deixando o hospital após a alta”, revela.

Oportunidades no mercado de trabalho

De acordo com Jurema, o aluno não deve parar os estudos depois de fazer faculdade. Para se destacar no mercado, trabalhar em grandes hospitais e clínicas especializadas, ela recomenda que se faça uma pós-graduação. “O Incor recebe muitos casos graves, com pacientes que apresentam doenças de alta complexidade. Como é cuidar de alguém preso em uma máquina? É preciso ter o coração aberto para aprender, ser curioso, humilde e ter iniciativa”, conta.

Além dos hospitais e clínicas, outro campo importante é o da saúde coletiva, na qual o profissional atua na promoção da saúde e na prevenção de doenças, realizando também trabalhos educativos na comunidade.  Seja qual for a área escolhida, é preciso se aperfeiçoar constantemente. “O mercado está selecionando muito mais, o estudante precisa buscar o conhecimento para ter habilidades que seus concorrentes não têm”, dá a dica.

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Luiz Rosan, fisioterapeuta do SPFC e da seleção brasileira, dá dicas sobre o curso e a carreira de Fisioterapia

Carolina Vellei | 18/07/2012

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Talvez muitos de vocês não saibam quem ele é, mas Luiz Rosan é reconhecido como um dos maiores fisioterapeutas do mundo na área esportiva. É ele quem está por trás da recuperação de grandes atletas do futebol, como Rogério Ceni e Luiz Fabiano. Hoje, Rosan coordena o Centro de Reabilitação Esportiva Fisioterápica e Fisiológica do São Paulo Futebol Clube (SPFC). Seu histórico profissional é marcado pela participação em três copas do mundo junto a seleção brasileira de futebol, inclusive em 2002 quando o Brasil foi pentacampeão.

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- Teste: Fisioterapia é uma boa ideia?

Em meio a sua rotina atribulada, ele recebeu o GUIA DO ESTUDANTE enquanto passava instruções de condicionamento físico para alguns jogadores do SPFC. Confira o que rolou no bate-papo sobre a profissão.

Luiz Fabiano recebe do fisioterapeuta uma eletroterapia endorfínica, que libera uma substância que reduz a dor (Foto: Carolina Vellei)

Luiz Fabiano recebe do fisioterapeuta uma eletroterapia endorfínica, que libera uma substância que diminui a sensação de dor (Foto: Carolina Vellei)

A escolha da profissão

Natural de Potirendaba, no interior de São Paulo, Luiz Rosan, como a maioria dos meninos, tinha o sonho de ser jogador de futebol. Com o tempo, percebeu que não tinha talento para atuar dentro dos campos, mas não descartou a possibilidade de trabalhar bem perto dele. No cursinho pré-vestibular descobriu a carreira de Fisioterapia e percebeu que poderia direcionar a sua formação para atender jogadores de futebol.

A decisão, no entanto, não foi fácil. Rosan enfrentou relutância dentro de casa pela sua escolha. Como na década de 70 a carreira não era muito conhecida, seus pais queria que ele seguisse em áreas mais tradicionais, como Medicina ou Odontologia.

Apesar da resistência, o futuro fisioterapeuta não desistiu e, para levar o novo sonho adiante, mudou-se para a cidade de Piracicaba, onde cursou a universidade. Mas, sua primeira impressão do curso não foi nada boa. “Meu primeiro contato com a Fisioterapia foi decepcionante. Era tudo diferente do que eu tinha sonhado”, conta Luiz sobre o início da faculdade.

Disposto a não desistir tão fácil da carreira, foi à procura do time de futebol da cidade para oferecer seus serviços. No começo foi difícil, como a profissão ainda não tinha muito reconhecimento dentro do meio futebolístico, houve bastante resistência do clube em aceitá-lo. Rosan conseguiu uma oportunidade depois de explicar a importância do acompanhamento e tratamento feitos pelo fisioterapeuta. “Fui mostrando às pessoas o que realmente é a Fisioterapia. Com o tempo, eles foram vendo a importância e a eficácia de um tratamento conduzido por um profissional que tem formação acadêmica”.

Já formado, em 1981, Rosan foi à busca de desafios maiores. Viajou para a cidade de São Paulo e, por um ano, procurou, sem resultados, uma chance em um time grande. “Foi uma época difícil, até que consegui um estágio no São Paulo e o agarrei com unhas e dentes”, explica. O estágio tinha duração de três meses, mas o clube não quis deixar Luiz ir embora. “Eles viram o meu trabalho e decidiram me contratar”, relembra.

Luiz Rosan e o jogador Rogério Ceni, no centro de reabilitação do São Paulo (Foto: Carolina Vellei)

Luiz Rosan e o jogador Rogério Ceni, no centro de reabilitação do São Paulo (Foto: Carolina Vellei)

O dia a dia de um fisioterapeuta

“A rotina é você lidar com a dor”, revela Rosan. O fisioterapeuta conta que faz parte do dia a dia do profissional do futebol lidar, principalmente, com lesões musculares, lesões articulares, reabilitações cirúrgicas e prevenção de lesões. “Você precisa executar os protocolos específicos e ser extremamente profissional para uma recuperação eficaz”, explica.

O trabalho de um fisioterapeuta dentro de um clube de futebol está estritamente relacionado ao nível de rendimento do atleta durante a temporada. Rosan revela o processo: “Todo jogador tem um programa a ser seguido. É feita uma avaliação no início da temporada, em que a equipe mede alguns dados musculares, articulares e fisiológicos do atleta. Nós procuramos durante esse período fazer com que o desempenho seja mantido e até melhorado, inclusive com os níveis de força, de potência e de resistência muscular”. Com auxílio de recursos fisioterapêuticos, é possível avaliar a capacidade física do jogador e verificar itens no banco de dados que possam auxiliar na descoberta de algum detalhe que esteja contribuindo para causar alguma lesão.

O convite para a seleção

Rosan começou no São Paulo, mas passou por outros clubes até receber o convite para a Seleção Brasileira de futebol. Depois de quatro anos no Bragantino, recebeu uma ligação de um ex-jogador que tinha virado técnico de um time no Japão. Rosan conta como foi: “Não o via há exatamente dez anos e ele me disse que reconhecia meu trabalho como fisioterapeuta e me queria lá”.

Depois da temporada do outro lado do mundo, passou pelo time do Santos e voltou para o São Paulo, em 2003. Para o profissional,  as oportunidades sempre surgem quando existe dedicação. “Os treinadores que passam pelos clubes observam o nosso trabalho”, diz.

Foi exatamente isso que aconteceu com a seleção brasileira. Em 1998, o então técnico do time canarinho, Wanderley Luxemburgo, ligou para Rosan convidando-o a integrar a equipe. “Isso foi sem mais nem menos, uma surpresa. Não fiz nada para que a convocação acontecesse. Confesso que somente me dediquei muito ao meu trabalho”, conta.

O trabalho na seleção é puxado. Na Copa do Mundo de 2010, por exemplo, foram convocados 23 jogadores, de 17 times diferente, vindos de nove países pelo mundo. “Tínhamos os cinco continentes representados, eram atletas de climas e métodos de trabalho diferentes e o futebol é conjunto. Harmonizar isso é muito complicado”, diz.

Os atletas têm apenas  15 dias para se preparar, antes do início da competição. Por isso é necessário otimizar o trabalho fisioterapêutico. “Não paramos nunca. Várias vezes fiquei com jogadores até de madrugada com o objetivo de recuperá-lo rapidamente e ele conseguir jogar em três dias”. Para garantir a eficiência do trabalho, até as viagens de avião são aproveitadas. Rosan conta que hoje existem equipamentos que permitem o trabalho de reabilitação na própria aeronave.

Oportunidades no mercado de trabalho

O caminho para quem quer seguir na área esportiva é muito competitivo, por isso é preciso muita dedicação e esforço para se destacar. “Todos pensam em trabalhar em um time grande, mas existe um número limitado de clubes”, aponta o fisioterapeuta.

No entanto, a fisioterapia esportiva tem um vasto campo para atuação além do futebol. Existem outras modalidades, como ginástica olímpica, vôlei… A Fisioterapia também é fundamental para a gama de academias que surgiram nos últimos anos. Para Luiz, existem muitos exercícios sendo executados erroneamente e a supervisão de um fisioterapeuta é a garantia de que o rendimento será melhor. “Estou cansado de receber pacientes que se lesionaram durante algum tratamento nas academias”, revela.

Fora o esporte, existem outras áreas de atuação. Além da traumatologia, o profissional pode se dedicar a ajudar pacientes nas áreas de pneumologia, fisioterapia aplicada à cardiologia ou à neurologia, entre outras.

Independente da área que quiser seguir, o recado que Rosan dá para quem quer seguir a profissão é: “Realmente gostar. Eu amo a minha carreira. Consegui conhecer o mundo com ela”, conta. Para Luiz, a satisfação surge quando ele vê que seu trabalho valeu a pena. “Você convive com um atleta por cinco meses, fazendo um trabalho intenso. Quando ele volta a exercer a profissão e vem te agradecer, é uma alegria enorme”, diz.

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Saiba mais sobre a carreira de Radiologia

Amanda Previdelli | 28/06/2012

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Radiologista é o tecnólogo que opera equipamentos de diagnóstico por imagem que produzem radiografias convencionais ou digitais. Ele pode ser empregado tanto na área médica quanto na industrial ou engenharia.

Na Medicina, as imagens são os famosos exames de raios X ou de ressonância magnética, por exemplo, que ajudam a identificar alterações e patologias no corpo humano. Já em Engenharia, esse profissional pode usar os aparelhos para rastrear estruturas metálicas e tubulações de edifícios. Na indústria farmacêutica e na alimentícia, esse tecnólogo atua com físicos e engenheiros de alimentos na operação de fontes radioativas empregadas na esterilização de medicamentos e alimentos.

Leia também: Médico da seleção brasileira de futebol dá dicas sobre a carreira de Medicina

O mercado de trabalho para esse profissional – que é o único que pode operar determinados aparelhos – é bom, ainda mais considerando o avanço tecnológico dos equipamentos. Hospitais, clínicas médicas e laboratórios de análises clínicas são os principais empregadores e a área de radiologia odontológica e medicina veterinária também busca esse profissional (cada vez mais).

Fabricantes de equipamentos, como Siemens e Philips, também contratam o técnico em Radiologia como representante comercial, consultor técnico ou no desenvolvimento de produtos. As regiões Sul e Sudeste são as que demandam mais profissionais.

Para exercer a profissão é necessário registrar-se no Conselho Regional de Técnicos em Radiologia.

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As 7 profissões que mais engordam

Amanda Previdelli | 14/06/2012

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Não é raro ouvir que a obesidade é a “epidemia” do século. De fato, o número de obesos cresce a cada ano e os vilões são muitos: falta de tempo, comidas cada vez mais gordurosas e, agora, profissões que engordam.

O site CareerBuilder fez um levantamento com profissionais de diversas áreas e descobriu aquelas carreiras nas quais os empregados mais reclamaram de aumento de peso. São profissões estressantes ou extremamente sedentárias e as principais reclamações dos profissionais entrevistados eram que eles tinham de almoçar sempre em frente ao computador, passavam o dia todo sentados, comiam demais para aliviar o estresse e pulavam refeições por falta de tempo.

- Veja também: Os 10 piores empregos de 2012

Confira a lista (em ordem alfabética) das profissões que mais engordam:

Advogados e juízes
Agentes de viagem
Bombeiros
Policiais
Professores
Profissionais de TI
Publicitários

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Os 10 profissionais que mais dormem

Amanda Previdelli | 07/03/2012

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A mesma rede de colchões que pesquisou os profissionais que menos dormem também buscou o lado oposto da moeda: aqueles que mais dormem. Os trabalhadores mais dorminhocos normalmente são aqueles que usam bastante a força física e precisam de um tempo maior de descanso para recuperar as energias.

A lista mostra algo interessante. Mesmo sendo relacionados com os profissionais que mais dormem, dá pra ver que essas pessoas ainda não conseguem ter as 8h diárias de sono recomendadas por médicos.

- As 10 carreiras mais promissoras até 2020

O ranking se baseia em quase 30 mil entrevistas à Pesquisa Nacional de Saúde Americana, feita anualmente pelo governo norte-americano. Os entrevistados declararam sua média de sono e suas ocupações.  A pesquisa foi divulgada no site do jornal The New York Times.

Confira abaixo os 10 profissionais que mais dormem:

1. Cortadores de lenha (7h20min)

2. Cabeleireiros (7h16min)

3. Representantes de vendas (7h15min)

4. Barmen (7h14min)

5. Operário da construção civil (7h13min)

6. Atletas (7h13min)

7. Paisagistas (7h13min)

8. Engenheiros (7h12min)

9. Pilotos de avião (7h12min)

10. Professores (7h12min)

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Nove fatos sobre o curso e a carreira de Nutrição

Guilherme Dearo | 23/11/2011

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A profissão de Nutrição é responsável por investigar e controlar a relação homem-alimento para preservar a saúde humana.

O Por Dentro das Profissões conversou com a nutricionista Denise Carreiro, autora do livro “Entendendo a Importância do Processo Alimentar”, para falar um pouco mais sobre curiosidades e fatos sobre o trabalho do nutricionista.

A faculdade dura quatro anos e engloba todas as áreas de atuação do profissional

Há disciplinas do currículo básico da área médica, como fisiologia, anatomia e bioquímica; e disciplinas teóricas e práticas sobre qualidade nutricional dos alimentos, educação e higiene alimentar e avaliação nutricional.

Há diversos caminhos e especializações para o nutricionista

O profissional pode trabalhar na parte administrativa, elaborando cardápios e cuidando do controle nutricional; pode cuidar do controle de qualidade, verificando processos e armazenamento dos alimentos; pode trabalhar também em clínicas e hospitais, prescrevendo dietas e promovendo educação e reeducação alimentar.

Atualmente, tem se desenvolvido bastante o trabalho personalizado

São cada vez mais comuns profissionais da área esportiva, que trabalham diretamente com atletas ou prestam serviços a academias e centros de estética. Há também o personal diet, que vai até a casa do cliente e o ensina a comprar, armazenar, cozinhar e criar uma dieta ideal.

O nutricionista ensina as pessoas a se alimentar

Em geral, não têm disciplina e educação para comer, perdeu-se a noção do que é se alimentar corretamente. Inclusive, há uma grande influência da mídia e da indústria alimentícia sobre a questão dos alimentos, criando a ideia equivocada de que uma alimentação saudável é sinônimo de dieta light ou diet.

Todas as áreas da Nutrição estão em evidência e com espaço no mercado

Antes se tinha uma noção simplista sobre a área, de que alimentos poderiam ser divididos entre os que engordam e os que emagrecem. Hoje é diferente, pois é cada vez mais clara a noção de que Nutrição está ligada à Medicina. São os nutrientes que promoverão as atividades básicas do organismo e cuidarão de seus processos, como antioxidantes, anti-inflamatórias etc. Um problema de saúde pode ser prevenido e controlado com uma alimentação correta, não apenas com remédios.

Fazer uma especialização, depois da graduação, é requisito básico

Não há um único perfil de nutricionista. Cada área exige uma especialização. Alguém que está na indústria cuidando da qualidade dos alimentos servidos não é igual a quem programa uma dieta para um paciente, por exemplo. Assim, o profissional deve se especializar com cursos de especialização e pós-graduação após a faculdade.

Nutrição exige bons conhecimentos na área biológica

Quem segue essa carreira gosta e entende bastante de Biologia e Química. Além disso, ser uma pessoa comunicativa é importante, pois o profissional lida com pessoas no dia a dia, em consultas, atendimentos, clínicas e empresas.

É essencial ter comprometimento com o ser humano

Como toda profissão da área de saúde, é preciso comprometimento com as pessoas, querer ajudá-las e melhorar a qualidade de vida. Pensar sempre no benefício do outro exige dedicação e entrega.

É preciso se atualizar durante toda a carreira

Nutrição é uma área em constante evolução, onde novos conhecimentos são desenvolvidos a todo o momento. Assim, estudar e se manter atualizado é essencial para o profissional, que deve acompanhar as novas ideias, práticas e diretrizes de sua profissão. //

- Faça o teste e veja se Nutrição é a carreira ideal para você

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Dez fatos sobre o curso e a carreira de Medicina

Guilherme Dearo | 23/09/2011

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Para conhecer mais sobre a carreira e o curso de Medicina, o “Por Dentro das Profissões” conversou com a professora Lúcia Garcia. Ela é médica clínica geral e docente da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

A professora listou dez fatos interessantes sobre a área. Confira!

1. O curso tem seis anos de duração e é puxado
As aulas são em período integral e algumas disciplinas e atividades são dadas aos sábados. Quase toda a grade é composta por matérias obrigatórias.

2. O estudante passa por três etapas na faculdade
Nos dois primeiros anos há matérias básicas que formam o raciocínio clínico do aluno: aulas de anatomia, fisiologia, farmacologia, patologia, entre outras. No 3º e 4º ano os alunos entram em contato com pacientes e trabalham com exames e diagnósticos, aplicando o que aprenderam nos dois primeiros anos. Os dois últimos anos são para a prática clínica, onde os estudantes passam por treinamento em hospitais.

3. Depois da faculdade, é preciso passar por residência e especialização
Quem quer ser médico precisa passar por, no mínimo, mais quatro anos de formação após a faculdade. São dois anos de residência em hospitais, para adquirir a experiência necessária na área, e outros dois anos estudando a especialização escolhida (cardiologia, por exemplo). Há provas para selecionar quem fará a residência e também para a especialização.

4. Faltam vagas de residência no país
16 mil estudantes se formam todos os anos, mas há entre 10 e 11 mil vagas de residência. Esse é atualmente um problema grave no Brasil: muitas escolas de Medicina são criadas, mas não há estrutura própria para treinar e formar esses estudantes, como hospitais próximos que ofereçam internato e residência com qualidade e em número suficiente.

5. Quem se forma também pode optar pelo mestrado e doutorado
A especialização é latu senso, ou seja, prática. A pós-graduação strictu senso é mestrado e doutorado, que servem para quem deseja seguir a área acadêmica e se tornar um pesquisador ou docente. Contudo, o mercado está exigindo também pós-graduações strictu senso de candidatos que tentam vagas em grandes hospitais, é visto como um diferencial importante.

6. A carga de trabalho é grande
Em hospitais há plantões, que podem durar de 12h a 24h, dependendo do desejo do médico e da área onde se trabalha. Em ambulatórios o período de trabalho pode ser de 4h. Há também plantões de fim de semana.

7. As vagas estão mal distribuídas pelo país
Enquanto em São Paulo e em grandes centros há muitos médicos, tornando o mercado muito concorrido, no interior do país e em cidades pequenas faltam médicos para atender a população. Também faltam médicos de clínica geral, pois a maioria opta pela especialização.

8. É preciso ter disciplina de estudo, foco e determinação
Quem opta por Medicina precisa estar disposto a estudar, no mínimo, por uma década. O estudo também é contínuo e por toda a vida: o médico nunca pode parar de se atualizar.

9. Quem não gosta de ver sangue ou cadáveres pode ter problemas na faculdade
Durante a graduação os estudantes veem sangue e cadáveres, não há como fugir disso. Será preciso ver um corpo na aula de anatomia ou tirar sangue de um paciente durante um internato. Quem não gosta disso pode optar por seguir uma área que evite estas coisas, mas durante a faculdade é preciso aprender e passar por tudo.

10. Nunca se pode perder o lado humano da Medicina
O médico não pode se esquecer da missão de melhorar a qualidade de vida das pessoas, que por trás de todo o estudo científico há seres humanos. E o profissional precisa estar preparado para lidar com tudo: com a dor, a fragilidade, a morte.

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