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Zé Gotinha, a história do herói da vacinação brasileira

O personagem é novamente lembrado em memes da internet em meio ao debate da eficiência da vacinação contra a Covid-19 no Brasil

Por Alexandre de Melo, Luccas Diaz Atualizado em 10 mar 2021, 16h24 - Publicado em 10 mar 2021, 15h55

O personagem Zé Gotinha é o garoto propaganda do Programa Nacional de Imunizações (PNI). Segundo informações do Ministério da Saúde, o PNI distribui mais de 300 milhões de doses anuais de vacinas, soros e imunoglobulinas. O programa é responsável pela erradicação da varíola e da poliomielite no país, além da redução dos casos e mortes derivadas de sarampo, rubéola, tétano, difteria e coqueluche.

Em 1986, o icônico Zé Gotinha nasceu em uma campanha do Ministério da Saúde para a vacinação contra a poliomielite. O artista plástico e publicitário Darlan Rosa foi o responsável por dar vida ao personagem em uma colaboração com a Fundo das Nações Unidas para a Infância e Juventude (Unicef). O objetivo da primeira campanha era diminuir o medo das crianças em relação às vacinas, associadas comumente a seringas (mas, no caso da pólio, basta uma gotinha para se imunizar). O personagem caiu no gosto do povo e não demorou para se tornar o mascote oficial do PNI.

Para definir o seu nome (pois, não, ele não nasceu Zé Gotinha), foi realizado um concurso em que crianças de todo o país enviaram sugestões. O vencedor batizou o mascote e  ganhou uma viagem. Comerciais, cartazes, aparições nos postos de saúde e gravações com artistas famosos da época, como a apresentadora Xuxa, fizeram parte das campanhas desde então.

E se engana quem pensa que o trabalho do Zé Gotinha é só voltado para crianças, hein? O personagem ganhou até mesmo uma família e foi usado na campanha da rubéola para adultos e na vacinação contra o vírus Influenza, para idosos. Por sua atuação, o Zé Gotinha pode ser considerado um dos primeiros influenciadores infantis do país e a eficácia das campanhas de vacinação brasileiras, mundialmente reconhecidas, pode ser atribuído em parte a ele.

Cadê o Zé Gotinha no combate ao coronavírus?

Em meio à pandemia do coronavírus, você pode estar se perguntando por que o programa de vacinação está mais vagaroso do que gostaríamos.

Segundo veículos de imprensa, o Brasil atingiu a marca de  8.736.891 brasileiros vacinados com pelo menos uma dose de vacina contra a Covid-19. O número é equivalente a 4,13% da população brasileira. O ritmo da vacinação é considerado baixo se comparado ao líder, Israel. Segundo dados da plataforma Our World in Data, da Universidade de Oxford (Reino Unido), Israel tem hoje a maior taxa de vacinação do mundo, com 98,85 doses administradas a cada 100 habitantes.  Praticamente todos os idosos já tomaram pelo menos uma dose da vacina. A taxa brasileira é de 4,58 doses administradas a cada 100 habitantes.

Teoricamente, o Brasil tem experiência e capacidade para mobilizar uma campanha de vacinação mais rápida. Mas faltam doses para que o sistema, que é operado pelo SUS, possa ser mais eficiente.

A internet relembrou o Zé Gotinha e a eficiência do PNI nesta terça-feira (10), após o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva discursar no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo. Ele falou pela primeira vez após anulação de condenações na Lava Jato. Lula disse que foi “vítima da maior mentira jurídica em 500 anos de História”.  No discurso, ele citou a eficácia da vacinação no Brasil e do uso do Zé Gotinha.

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A internet reagiu com memes. Onde estará o Zé?

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A real é que o personagem até apareceu no início da campanha de vacinação contra a covid-19. De máscara, ele viralizou nas redes ao se negar a dar o aperto de mão oferecido pelo presidente Jair Bolsonaro, sem máscara.

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Estrangeiros reagem ao Zé: camisinha, fantasma, Ku Klux Klan…

A figura humanoide com cabeça em formato de gota e corpo branco pode confundir. Seria um fantasma como o Penadinho, da Turma da Mônica? Ou uma coxinha pintada de branco? “Sabe aquele conceito de feio-bonito? Ele poderia ser aplicado ao Zé Gotinha né não? Ele é assustador mas é fofo”, comenta um usuário.

No olhar de estrangeiros, a coisa fica ainda pior. O Zé já foi confundido com o movimento supramacista branco Ku Klux Klan. Isto porque o formato do personagem lembra o da vestimenta que membros do movimento usavam em alguns rituais.

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