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Como as obras literárias apareceram na primeira fase da Fuvest 2020

Analisar como e quais livros apareceram na prova do último domingo (24) pode ajudar quem fará a segunda fase

Primeira fase da Fuvest passou! Agora é só conferir o gabarito e curtir as férias, certo? Bom, se você fará a segunda fase não é bem assim. Para os que esperam encontrar seu nome na lista de aprovados no dia 9/12, agora é hora de revisar conteúdos, resolver exercícios dissertativos e até mesmo usar a prova da primeira fase como fonte de estudo para a segunda!

Muitos professores costumam estimar os conteúdos que serão cobrados na segunda etapa a partir dos cobrados na primeira. Em literatura, o raciocínio para este ano é mais ou menos o seguinte: os livros que não apareceram na prova do último domingo (24) têm uma chance muito maior de serem abordados na segunda fase. Quem nos explica melhor essa lógica, assim como o perfil das questões da prova e as possíveis abordagens para a próxima fase é o professor Eduardo Calbucci do Curso Anglo. 

Os livros cobrados agora — e os que podem aparecer na prova de janeiro

Ao contrário do que ocorria nos anos anteriores de Fuvest, quando todos os livros costumavam aparecer logo na primeira fase do exame, três das nove obras da lista ficaram de fora este ano: O Cortiço, de Aluísio Azevedo; A Relíquia, de Eça de Queirós e Mayombe, de Pepetela. 

Os que apareceram na prova da primeira fase foram:

João Guimarães Rosa – Sagarana
Gregório de Matos – Poemas Escolhidos
Helena Morley – Minha Vida de Menina
Graciliano Ramos – Angústia
Carlos Drummond de Andrade – Claro Enigma
Machado de Assis – Quincas Borba

Uma vez que a tradição é que todos os livros da lista apareçam na edição, o professor Calbucci recomenda atenção redobrada ao trio ausente na primeira etapa, que acabam tendo muito mais chance de aparecer em algumas das quatro questões de literatura da segunda fase. 

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Os aspectos abordados na primeira fase

Como de praxe na Fuvest, as questões envolvendo as obras literárias foram diversas e exploraram aspectos diferentes em cada questão. Em algumas, o conhecimento do enredo era essencial para responder à questão, como na pergunta 34 da prova V que envolvia os dramas vividos pelo narrador‐protagonista de Angústia. Em outras, como na 35 e na 44, era necessário conhecer o contexto histórico de produção do livro. A questão 32, que versava sobre um dos poemas de Claro Enigma, poderia ser respondida com mais facilidade se o candidato conhecesse os outros poemas que compõe a obra. 

Ou seja, embora as questões envolvam uma boa dose de interpretação, é praticamente impossível respondê-las sem ter lido e estudado em profundidade os principais aspectos da obra.

Relação entre os livros

Embora com menos frequência do que em anos anteriores, a Fuvest continuou a fazer uso do recurso de comparação entre os textos. Minha Vida de Menina foi comparado com Claro Enigma, além das questões que faziam paralelos com outras obras literárias de fora da lista ou mesmo texto críticos. 

O professor Calbucci alerta, no entanto que esse não é um perfil de questão tão frequente na segunda fase, que costuma cobrar quatro obras isoladamente, uma em cada pergunta. Com as pequenas mudanças na primeira fase, no entanto, vale deixar a informação no radar.

Preparação para a segunda fase

Além da atenção especial aos livros da lista deixados de fora na última prova, a dica que nunca falha é: estude pelas provas anteriores! Embora dificilmente você vá se deparar com uma questão idêntica a de anos passados na prova desta edição, você já vai se adequando ao formato das questões de literatura da segunda fase — que, por sinal, é muito mais estável que o da primeira. Só tome cuidado com os livros que entraram e saíram da prova do ano passado para cá 🙂