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5 atualidades que podem aparecer na Unicamp 2024

Não basta ler só o título das notícias! Veja as apostas de temas e como estudá-los do jeito certo. De quebra, leia o que já publicamos sobre os assuntos

Por Taís Ilhéu
Atualizado em 28 set 2023, 09h30 - Publicado em 27 set 2023, 18h52

Mesmo que as atualidades não estejam listadas no edital do vestibular ao lado de disciplinas como Matemática ou História, ter um conhecimento sobre elas, sem dúvidas, é um diferencial para os candidatos. Mais ainda quando o assunto é a prova da Unicamp! É isso que defendem os professores, que enxergam o vestibular da Universidade de Campinas como um dos mais atuais.

“É uma prova muito atualizada e muito contextualizada, tanto na questão nacional quanto na questão internacional”, afirma Sebastian Fuentes, professor de Geografia e Atualidades do Curso Anglo. Além disso, uma outra marca da Unicamp é explorar os temas que estão em alta no noticiário de forma interdisciplinar. Quer um exemplo prático? A devastação ambiental pode aparecer em uma questão de Química que trata dos gases do efeito estufa, mas também na prova de Biologia, abordando o embranquecimento dos corais.

E não precisa ter bola de cristal para estudar todas as possíveis abordagens! Basta, segundo o professor do Anglo, estudar o assunto de forma aprofundada, fugindo apenas das manchetes. Esbarrou com uma notícia de que o ano de 2023 será o mais quente da História? Procure entender as razões, os fenômenos por trás do aumento da temperatura e quais são as possíveis consequências.

Para completar, Fuentes também sugere que, nesta reta final, os estudantes foquem especialmente nas notícias do meio do ano para trás, procurando sempre por fontes confiáveis como veículos jornalísticos e aulas de cursinhos pré-vestibulares.

Sem mais delongas, o professor de Geografia listou quais são os principais acontecimentos de 2023 que podem aparecer na prova deste ano. Confira!

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1. China versus EUA

Essa não é uma atualidade exatamente nova, afinal, o conflito entre Estados Unidos e a China já se arrasta há alguns anos. Mas os desdobramentos da batalha comercial, econômica e tecnológica entre as duas maiores potências do mundo ainda estão em curso! Além de esperar que o candidato saiba as origens e principais implicações deste conflito, o vestibular da Unicamp pode cobrar novos eventos relacionados a ele.

Este ano, por exemplo, acirrou-se a chamada “guerra dos chips”, em que EUA e China disputam pela maior produção destes pequenos objetos que estão presentes em praticamente todos os eletrônicos, dos carros aos celulares. Para completar, quem produz os chips mais modernos e atualizados do mundo é uma pequena ilha chamada Taiwan – que, não coincidentemente, luta pela independência da China com o apoio dos Estados Unidos.

Neste texto do GUIA, entenda como a China se localiza dentro da Nova Ordem Mundial. Neste outro, leia sobre as origens do conflito entre China e Taiwan.

2. Guerra da Ucrânia

O mesmo pode ser dito sobre a Guerra da Ucrânia: em termos de noticiário, ela não é tão recente assim, mas considerando a janela de assuntos cobrados nos vestibulares, torna-se uma grande aposta. O conflito teve início em fevereiro de 2022 e, desde então, tornou-se um tópico frequente da política internacional. Além de opor as duas grandes potências mencionadas no tópico anterior, Estados Unidos e China, a guerra envolve poderosos países europeus.

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Neste sentido, é importante que o candidato saiba localizar os atores internacionais no conflito, compreendendo o papel de organizações como a OTAN. Além disso, outras questões geopolíticas como a influência da Rússia na distribuição de gás natural na Europa também podem aparecer.

+ Rússia e Ucrânia: 4 pontos centrais para entender a crise atual

+ Entenda a questão energética por trás da Guerra da Ucrânia

+ O que é a Otan e o seu papel, da Guerra Fria à Guerra na Ucrânia

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3. Crises na América Central

As crises na América Central envolvendo governos autoritários e a escalada da violência também podem ser temas de questões da Unicamp, segundo o professor de Geografia. Ele traz como exemplo o caso de El Salvador, país que vive um estado de exceção desde 27 de março de 2022. O presidente, Nayib Bukele, decretou uma verdadeira “guerra às gangues” para conter a violência, mas desde então multiplicam-se os relatos de infração dos Direitos Humanos, especialmente nas prisões.

A Nicarágua é um outro exemplo: há cinco anos o país vive sob uma ditadura, que controla as eleições e não permite oposição. Diversas organizações civis foram cerceadas no país e, mais recentemente, as universidades também passaram a ser controladas e punidas. 

4. Desastres ambientais e desigualdade

Não é de hoje que as chuvas torrenciais que causam alagamentos e enchentes no Brasil são uma tragédia anunciada. Essas e outras catástrofes ambientais, como deslizamentos de terra, calor extremo e rompimento de barragens podem, segundo Sebastian, aparecer na prova da Unicamp. Mas sem pânico: o vestibular não espera que os candidatos saibam de todos os eventos, da contagem de vítimas e dados específicos.

O que o vestibular cobra é uma leitura crítica a respeito da causa destas tragédias – e, aqui, o professor chama a atenção para um ponto específico. “Nesse cenário, ainda, podemos colocar como esses eventos climáticos extremos também demonstram a desigualdade do Brasil. Então, quem sofre mais: as pessoas mais ricas ou as pessoas mais pobres?”, questiona o professor.

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Essa relação entre catástrofes climáticas e desigualdade aparece no debate sobre racismo ambiental – leia aqui.

5. Tensões na região do Sahel e a crise migratória

Localizada na África, a região do Sahel é uma faixa ao sul do deserto do Saara que abarca, ao todo, dez nações. As crises enfrentadas por estes países também podem ser tema na Unicamp 2024. Além de serem nações extremamente pobres e vulneráveis, muitas delas atravessam momentos de instabilidade política com a ascensão de governos ditatoriais. Níger, por exemplo, sofreu um golpe militar em agosto deste ano. Para completar, estes países precisam lidar com alas radicais e violentas do Islã.

O professor do Anglo acredita que as tensões na região do Sahel podem aparecer, ainda, associadas à crise migratória. Neste texto, entenda mais sobre a situação de pessoas que são forçadas a deixarem seus países.

 

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